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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

TOMO XXXIII - 4 PLANETAS INTERNOS - MARTE part3

Um passado fantástico




Como vimos, grande parte da história de Marte, este possuiu água em sua superfície.

A NASA na década de 1990 avançou com uma hipotética história da água em Marte, onde demonstrou que a água teria sido abundante em Marte da sua orogênese até 3,8 bilhões e 800 milhões de anos, antes de ter começado a evaporar para o espaço. Há 02 bilhões de anos restava um pequeno mar perto do polo Norte até desaparecer, quase por completo, 1 bilhão de anos depois.

O planeta teria cursos hídricos abundantes, e uma atmosfera muito mais densa que proporcionava temperaturas mais elevadas, permitindo a existência de água líquida. Presume-se que Marte tenha perdido muita da sua atmosfera devido ao vento solar que penetra pela ionosfera e de forma muito profunda na atmosfera marciana até uma altitude de 270 km.

Ao perder a maior parte dessa atmosfera para o espaço, a pressão diminuiu e as temperaturas baixaram, a água desapareceu de forma visível da superfície. Alguma agua subsiste na atmosfera, como vapor de água, mas em pequenas proporções (0,01%), mas o solo a cada ano com as novas descobertas descobrimos mais e mais depósitos hídricos marcianos, como nas calotas polares, vales e crateras, sob o solo á centímetros de profundidade, formando grandes massas de gelos perpétuos.

Muitas foram as hipóteses para que marte deixa-se de ser um atrativo para a vida como a conhecemos e se tornar um planeta inóspito.

Algumas teses falam que devido a sua pequena massa, de perder seu campo magnético, sua proximidade com o cinturão de asteroides e frequentes bombardeios ao planeta. Enfim, basicamente, todas as hipóteses teriam contribuído para a atual esterilidade do planeta. Mas sem sombra de dúvidas uma marca, lado oposto ao Monte Olimpos, de impacto, com um grande objeto celeste, mesmo na Terra poderia ter causado uma destruição em massa modificando o planeta para a atual conotação. Este impacto aplainou uma área no planeta possivelmente do tamanho do Estado Norte Americano do Texas, e que seguramente fora o grande desencadeador de destruição em escala planetária que culminaria na sentença de morte para a vida como a conhecemos no planeta vermelho...


Muitos cientistas especulam que a vida teria iniciado em Marte primeiramente. Pois este estava longe das oscilações de uma estrela jovem e com temperaturas não tão amenas como seria a Terra no seu primeiro bilhão de anos. Uma teoria especula que do planeta vermelho, teria migrado para a Terra a vida, na forma de meteoritos.

Parte da superfície marciana fora espargida em direção ao centro do sistema solar.

Aerólitos de origem Marciana foram encontrados na Antártida, eles possuíam uma tez esverdeada (1984) mas o que realmente chamaria a atenção seria este conter estruturas não terrestres mas muito parecidas com bactérias primitivas fossilizadas.

Muito foram os teste realizados e acabaram sendo inconclusivos. O Rover Curiosity em sua missão exploratória furou pontos específicos na superfície da cratera de impacto que se encontrava durante sua exploração e encontrou sedimentos similares ao dos meteoritos da antártica. Mas nada ainda da estruturas observadas nestes. Contudo detectou nas análises moléculas orgânicas nas amostras coletadas.


A rocha marciana e a microestrutura interna semelhante a uma bactéria fossilizada.


OBS: Moléculas orgânicas foram descobertas em-marte em 2014 pela sonda Curiosity da NASA. Ela fez uma perfuração na rocha chamada de Cumberland pela missão.

A perda do escudo

Antigo campo magnético marciano.

Milhões de anos se passariam após o impacto sobre Marte do objeto que se espargeria parte superficial de sua crosta rochosa e lhe daria segundo uma teoria orogênica, seus atuais satélites.

Milhares de anos demorariam para a crosta se reconstituir e a atmosfera se refazer, mas o principal, seu núcleo não seria mais líquido, se tornaria um colide semissólido e não geraria mais um campo eletromagnético protetor.

Sem o escudo magnético que protegia o planeta vermelho, agora era permitido que o vento solar varresse a superfície planetária, e com isto, fragmentou seu vasto oceano e expelisse sua espessa atmosfera. Marte não chegaria a recuperar a aparência de outrora, pois já era um mundo morto, ou “quase” como até meados dos anos 1990 se supunha.

Auroras Marcianas


Concepção artística das auroras de Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS e CSW/DB

Em Marte, as auroras são diferentes das observadas no resto do sistema solar. Ao contrário do que sucede na Terra, não ocorrem nos polos como na Terra, devido à inexistência em Marte de um campo magnético global.
Assim, as auroras acontecem onde existem anomalias magnéticas, em áreas esparsas devido a concentração de metais na crosta marciana, que são restos dos dias nos quais Marte tinha um campo magnético propriamente dito. O núcleo de Marte diminuiu sua rotação até parar, retirando a proteção do escudo magnético do planeta e consequentemente perdendo grande parte de sua atmosfera


Campo Magnético Marciano

Marte é formado por rocha sólida, com um núcleo constituído por rocha e ferro semifundido. Marte tem atualmente um campo magnético, que é a soma das anomalias magnéticas com força menor que o da lua Ganimedes de Júpiter e é, apenas, 02% do campo magnético da Terra.


Num passado não tão distante




Marte teria essa aparência possivelmente até cerca de 02 bilhões de anos atrás.

Possivelmente no passado numa região próxima do Monte Olimpos, a uma área com vários vulcões que devem ter entrado em erupção simultaneamente ou por atividade geológica ou possivelmente devido a um grande impacto cósmico.

Temos em algumas teorias sobre os primeiros 03 bilhões de anos do sistema solar, uma concepção de impactos de grandes proporções, sobre os planetas telúricos do sistema solar, já comentamos sobre Mercúrio telo sofrido, Vênus e e agora Marte...


O impacto com um objeto maior do que o asteroide Vesta teria fragmentado parte da superfície gerando um mega Martemoto que diminuiria a homogeneidade interna do planeta e desencadearia milhões de anos de intenso vulcanismo. A orogenia destes planetas indica ao menos teoricamente que durante seus primeiros bilhões de anos eram planetas muito similares a Terra e que no decorrer dos Eons acabaram via Armagedons cósmicos, e assim se tornando Totalmente diferentes do que foram até metade de suas vidas.



Um Mega Tsunami percorreu as regiões de planícies marcianas literalmente lavando grande parte da superfície planetária. Evidencias deste fenômeno foram observadas nas camadas Sedimentares do planeta vermelho.

Marte teria sofrido um impacto de grandes proporções possivelmente oriundo do cinturão de asteroides, um objeto do tamanho de Vesta teria impactado com o lado oposto a região de Tharsis , expelido fragmentos que vieram parar até aqui na Terra. O núcleo liquido se misturaria com as camadas superiores do planeta se solidificando. Parte do calor interno seria convertido em um mega vulcanismo via uma super-pluma de lava que eclodiria no Monte Olimpos e região. Milhões de anos após, Marte perderia seu campo magnético, grande parte de sua atmosfera e seus oceanos. Se tornando um mundo frigido mesmo no limite da zona habitável externo de nossa estrela.

Geologia Hídrica Marciana

Leitos de rios secos

São características da morfologia da superfície marciana a presença de pequenas colinas semelhantes a dunas e de uma espécie de canais cavados que têm todo o aspecto de leitos de rios já secos.


Colinas de dunas.

O Vale Ma'adim

Um grande desfiladeiro marciano que pensa-se ter sido esculpido por água líquida no passado devido á presença de pequenos canais ao longo das paredes do desfiladeiro.


Nestes canais, a água subterrânea se dissolvia parcialmente e fazia com que a rocha caísse em depósitos e fosse levada por outros processos de erosão. O vale Ma'adim localiza-se numa região baixa no hemisfério sul marciano, e se pensa que, no passado, contivesse um grande número de lagos ao norte da cratera Gusev, já mais perto do perto do equador.

A cratera Gusev


Cratera de Gusev, é uma gigantesca cratera de Marte. Esta cratera é de interesse, pois é nela em que um dos veículos exploradores geológico de Marte, o Spirit, pousou. O pouso foi em 3 de janeiro de 2004. Em amarelo está sinalizado a área de pouso do Rover. Esta depressão tem cerca de 170 km de diâmetro, e foi formada entre 3 e 4 bilhões de anos, e parece ter sido um antigo lago. A teoria do lago é devido a erosão observada no seito, já que se encontra coberto por sedimentos até quase um quilômetro de profundidade.

Cratera de Gusev como se imagina já nos momentos finais da vida hídrica marciana.

Certas formações do terreno na boca do Vale Ma'adim, na entrada da cratera Gusev, assemelham-se aos deltas de rios terrestres. Estas formações na Terra levam centenas de milhares de anos a serem formadas, sugerindo que a água corria em Marte por longos períodos de tempo. Imagens tiradas da órbita indicam que terá existido um lago de dimensões bastante significativas perto da fonte de Ma'adim que seria a origem dessa água.
Não se sabe se a água corria lenta e continuamente, com grandes enchentes esporádicas, ou se seria uma combinação destes padrões.

O Ares Vallis,



Um dos maiores canais de escoamento de Marte, o Ares Vallis, atravessa a região em direção a Terra Xanthe, a noroeste; onde se localizam os grandes canais Tiu, Simud e Shalbatana, sendo regiões das quais as fotos a partir do espaço revelaram "ilhas" em forma de lemniscata (é o famoso "oito deitado", tido como um símbolo do infinito).

A sonda orbital Mars Express localizou clusters de constituição recente nas Crateras de Ares Vallis

A muitas planícies aluviais, estas que nos sugerem terem sofrido grandes inundações, algo pelo visto, corriqueiras, que tiveram lugar em Marte. Estes aspectos observado nas planícies aluviais têm origem na parte oeste de Margaritifer Sinus, numa região acidentada e desordenada conhecida como Terreno Caótico.

Canais marcianos


Existem dois tipos de canais em Marte, os que foram produzidos correntes superficiais e os que são originados por água que emergia debaixo da superfície. Estes canais antigos ainda são visíveis nas imagens obtidas pelas sondas que exploraram o planeta.


Os canais produzidos por correntes são pequenos com menos de 20 km de comprimento, e encontram-se nas terras altas e nas beiras das crateras. Pensa-se que teriam sido formadas quando água subterrânea ocasionalmente chegava à superfície.

Rios e lagos marcianos fossilizados


Os canais de correntes estão associados a cheias catastróficas, mas numa escala muito maior as já registradas na história geológica da Terra. Estas cheias podem ter sido originadas a partir do derretimento do gelo outrora muito mais abundante ao passar das estações.

CRATERA DE GALE


O interior da Cratera Gale, local por onde o robô Curiosity investigou o terreno como teria sido no passado


Gale é uma cratera de impacto em Marte. Possui aproximadamente 150 km de diâmetro e se situa próxima à borda das terras baixas de Elysium Planitia. Sua idade data de aproximadamente 3.5 a 3.8 bilhões de anos. Um estudo publicado na revista Science informou que o jipe-robô Curiosity encontrou provas de que a Cratera Gale, em Marte, era uma bacia que, frequentemente, ficava cheia d'água.


Uma característica incomum de Gale é um enorme montículo de detritos ao redor do seu pico central, o monte Sharp, elevando-se 5.5 km acima do solo a norte da cratera e 4.5 km pouco acima da borda sul da mesma.
Ilustração mostra concepção de possível extensão de um lago nos primórdios da cratera Gale com base em dados da sonda.

Antigos canais de rios desaguavam no Vales Marineris, indicando que este imenso desfiladeiro esteve outrora inundado, causando a sedimentação em camadas que se encontra no interior do desfiladeiro.
Nesta região e em outras regiões como na cratera Schiaparelli de 450 km de diâmetro. A presença de canais que desaguavam dentro das crateras leva a se supor que se formavam pequenos lagos de água dentro destas.


Fotos de zona sedimentar fluvial efetuadas pela sonda-curiosity.

A sinais da presença de fluxos de água na cratera Newton em Marte que foi formada há cerca de 3 bilhões de anos.

Sedimentos argilosos marcianos

Este par de ilustrações mostra o mesmo local da Cratera Gale em dois pontos temporais diferentes: agora e há milhares de milhões de anos atrás

As lamas e argilas são ideais para a preservação de registros fósseis. As camadas argilosas são mais raras nas regiões onde existia lagos em marte, do que nos mesmos locais aqui na Terra. Um novo estudo de 226 antigos leitos no planeta vermelho revela que atualmente apenas um terço mostra evidências de tais depósitos na superfície marciana.


Um estudo de 226 antigos leitos no Planeta Vermelho revela que apenas um terço mostram evidências de tais depósitos à superfície hoje em dia.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Brown, no estado americano de Rhode Island, estudou imagens da superfície de Marte obtidas pelas sondas MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), Mars Odyssey e Mars Express em busca de lagos que no passado já tiveram fluxos interiores e exteriores de água. Os pesquisadores analisaram a luz refletida por cada lago para determinar a sua composição química, na tentativa de identificar as lamas e argilas que se encontram em tais sistemas aqui na Terra.

Os mares

Deposito de hematitas em Marte

Entre as descobertas pelo Rover Opportunity está a presença de hematita em Marte na forma de pequenas esferas em Meridiani Planum. As esferas têm apenas alguns milímetros de diâmetro e acredita-se terem sido formadas como depósitos rochosos sob água há milhares de milhões de anos, como vemos no deserto de Mojave na terra, que fora outrora, o fundo de um Mar secundário.


Outros minerais encontrados continham formas de enxofre, ferro e bromo tais como jarosita. Esta e outras evidências levaram a que cientistas concluíssem que a água líquida era presente de forma intermitente na superfície marciana ao menos em Meridiani, e por vezes saturava camadas inferiores a superfície da região.

Zona de hematitas em Marte-NASA

A água líquida é um pré-requisito chave para a vida como a conhecemos, e Meridiani Planum pode ter sido habitável por milhões de anos da História marciana. No lado oposto do planeta, o mineral goethita, que forma-se somente em presença de água, ao contrário da hematita, seria outra evidência forte para o passado hídrico marciano. Outras evidências de água, tal qual as mencionadas, foram encontradas pelo Rover Spirit nas Colinas Colúmbia.


O oceano


De acordo com a hipótese de antigos oceanos em Marte, teria existido bilhões de anos atrás, uma massa de agua considerável sobre a superfície de Marte. Próximo de um terço da superfície de Marte fora coberta por um oceano de água liquida nos primeiros Eons do planeta.
Este oceano primordial, chamado Oceanus Borealis, teria preenchido a bacia Vastitas Borealis no hemisfério norte, uma região que fica entre 4 e 5 quilômetros abaixo da elevação planetária média, e teria subsistido da consolidação da crosta marciana a aproximadamente 3,8 bilhões de anos até 2,5 bilhões de anos atrás.


Evidências para este oceano incluem estruturas geológicas antigas como linhas na superfície, e propriedades químicas do solo e atmosfera marciana. Inicialmente Marte teria possuído uma densa atmosfera e um clima bem mais quente para manter água líquida em sua superfície.




Sonda Robóticas


Desde a década dos anos 1970 com a marterrissagem das sondas robóticas Vikings marte não era tão explorado como a partir do final do século XX e início do século XXI. A primeira das missões da NASA rumo a Marte, o veículo espacial Viking 1, foi lançada em um dia como este, no ano de 1975, a bordo do foguete Titan-Centaur. Foram necessários 10 meses de viagem até chegar ao Planeta Vermelho.



Viking 2

 
São sondas orbitais, robóticas/rovers melhoria da tecnologia de imagens e transmissão entre outros atributos tornaram um mundo visualmente apático e morto num mundo que ainda poderemos chamar de lar.

As Viking da NASA foram as primeiras sondas robóticas a descer com sucesso em Marte através de uma delicada operação controlada por motores. A Viking 1 pousou em Marte em julho de 1976 e encerrou as operações em novembro de 1982. A Viking 2 aterrou em Setembro de 1976 e continuou a trabalhar até abril de 1980. Crédito: NASA

A jornada do Rover Opportunity.

Selfie do robô Opportunity.

O MER-B (Opportunity) é o segundo dos dois veículos exploradores geológicos da NASA, que aterraram em Marte em 2004. Lançado em 7 de julho de 2003, o Opportunity aterrissou em Marte em 25 de janeiro de 2004 no Meridiani Planum.


Rover Spirit.

Três semanas depois da sonda Spirit (MER-A), que também fez parte da missão da NASA Veículos Exploradores de Marte, tocasse a superfície do outro lado do planeta. Enquanto o Spirit ficou imóvel em 2009 e encerrou suas comunicações em 2010, o Opportunity permanece ativo até 2018 no momento da escrita deste artigo.

O Opportunity continua em movimento, coletando informações científicas e as enviando à Terra.

Os destaques da missão incluem o estudo de meteoritos, como Heat Shield Rock, encontrado em Meridiani Planum e os dois anos que permaneceu estudando a Cratera Victória. Após passar por algumas tempestades de poeira chegou à Createra Endeavour em 2011.


Hematitas analisadas pela sonda Opportunity.

A sonda robô Opportunity encontrou uma rocha com uma composição completamente diferente de qualquer coisa que ele havia encontrado em seus primeiros 7,5 anos de exploração. A rocha foi aparentemente arrancada do solo por um impacto que cavou uma cratera do tamanho de uma quadra de tênis na borda da cratera. Em uma cratera de 22 km de largura, chamada Endeavour. que foi quase totalmente intemperada, restando apenas cristas descontínuas em sua borda.


A primeira pedra examinada tem o tamanho de um banco de jardim, com uma superfície achatada. Ela foi batizada de Tisdale 2.

Ela tem uma composição semelhante a algumas rochas vulcânicas, mas há muito mais zinco e bromo do que temos visto normalmente. A diversidade de fragmentos na rocha pode ser um indicador de outros minerais ainda não conhecidos, e que poderão ser encontrados na cratera. E que datam do início da história marciana e incluem minerais de argila que se formam em condições úmidas pouco ácidas, possivelmente mais favoráveis para a vida

Rover Curiosity


Mars Science Laboratory (MSL) é a designação da sonda espacial da NASA, lançada em 26 de novembro de 2011, levou em seu interior um rover batizado como Curiosity (em português, Curiosidade), um jipe robô como vemos na figura acima. A missão contendo o rover Curiosity teve início com o lançamento, efetuado em 26 de novembro de 2011 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, tendo pousado com sucesso em Marte, mais precisamente em Aeolis Palus na cratera Gale em 6 de agosto de 2012.




Foto divulgada pela NASA mostra autorretrato da Sonda robótica Curiosity.



O veículo parou de funcionar em Marte em 27 de fevereiro de 2015, após um curto-circuito que desencadeou alertas de segurança a bordo. Segundo a análise dos cientistas, a causa mais provável foi um curto intermitente no mecanismo de uma das ferramentas no braço robótico, a broca de perfuração de rochas, que chegou a se desprender do braço. Contudo o problema seria solucionado e a ferramenta reinstalada, voltando a funcionar em março do mesmo ano.


SATÉLITES DE MARTE

Nome Diâmetro(km) Massa(kg) Raio orbital(km) Período orbital


Fobos 22,2(27×21,6×18,8) 1,08×1016 9378 7,66 h

Deimos 12,6(10 ×12×16) 2×1015 23 400 30,35 h

Marte tem dois pequenos satélites naturais: Fobos e Deimos, ambos deformados, possivelmente asteroides capturados pelo planeta do cinturão de asteroides. Uma outra teoria aponta que os satélites marcianos possam ser fragmentos de um asteroide do tamanho do asteroide Vesta, que entre 3 e 2 bilhões de anos teria se chocado contra Marte, como já mencionado anteriormente.

Vistos de Marte, os satélites marcianos são pouco mais brilhantes do que estrelas do firmamento, mas pouco reconhecido como luas.

Fobos tem um diâmetro angular de 12', enquanto que Deimos tem um diâmetro angular de 02' sobre a visão de um observador da superfície do planeta, já o Sol, por contraste, tem cerca de 21'.

Fobos


Nas noites marcianas, Fobos não mostraria nenhuma eficácia na iluminação, apareceria apenas tão brilhante como Vênus se mostra à Terra, em parte devido à superfície formada por materiais carbonáceos bastante do pequeno satélite. Mas num dia normal em Marte, ver-se-ia Fobos a passear pelo céu três vezes por dia, surgindo a Oeste e pondo-se a Leste, como uma batata prateada a cruzar o horizonte.

 Deimos


Ambos os satélites estão ligados pela força da gravidade apontando sempre a mesma face. Fobos é mais veloz objeto a orbitar Marte, mais rápido inclusive que o próprio giro do planeta.

A cratera de Stickney na parte frontal do satélite Fobos.

Devido a isso, a força da gravidade irá diminuir o seu raio orbital, que já é o mais curto conhecido no sistema solar, o que poderá levar à sua fragmentação ou arremesso contra a superfície planetária marciana.
Deimos é coberto com uma espessa camada de partículas ejetadas durante os impactos de meteoritos, o que o aplainou superficialmente acabando por  preencher as suas crateras . Ele é ser completamente liso  devido ao seu pequeno tamanho e da camada de 100 metros de espessura de rocha pulverizada.
Não há essa característica em Phobos  por este estar mais perto de Marte, onde a poeira é atraida pela influencia das forças de maré de Marte.



Já Marte visto aqui a partir de Fobos, constitui uma imagem impressionante, Marte sustentaria um ângulo de 43° e preencheria metade do céu desde o horizonte do satélite durante o zênite.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

TOMO XXXIII - 4 PLANETAS INTERNOS - MARTE part2

GEOLOGIA DE MARTE


Cores falsas indicam as altitudes do planeta, em escala para o vermelho as mais elevadas, e para o violeta as mais baixas.



Vista de Planum Boreum, na calota marciana do polo norte. As áreas brancas são regiões com maior espessura de gelo. Créditos: NASA/ASI/JPL/FREAQS/PSI/SI

Superfície de Marte

A composição da superfície é fundamentalmente de basalto vulcânico com um alto conteúdo em óxidos de ferro, muito hidratado que lhe dão o vermelho característico da superfície. Assim como na crosta da Terra e da Lua predominam os silicatos e os aluminatos, no solo de Marte são preponderantes os ferrossilícios. Os seus três principais constituintes são, por ordem de abundância, o oxigênio, o silício e o ferro.

Marte à primeira vista parece seco e estéril, mas sob a superfície logo abaixo a grandes depósitos de gelo e água que ao que parece estão em movimento sob a forma de lama, talvez pelo planeta não ser geologicamente morto e ainda possuir energia geotermal.


O solo Marciano



Marte possui uma topografia diversificada, com planícies do norte, que foram alisadas por torrentes de lava, contrastam com o terreno montanhoso do sul, sulcado por antigas crateras com aproximadamente 3, 800 milhões de anos.


O Sul de Marte é velho, alto, e escarpado com crateras semelhantes à da Lua, contrasta bastante com o Norte que é jovem, baixo e plano. Imagem Opportunity's NASA.






Imagens das sondas robóticas VIKINGs na superfície de Marte


Região montanhosa marciana
Imagem da sonda Robótica Spirit's



Dunas em marte


Os Ventos fortes não são frequentes no planeta vermelho, mas não só os ventos por lá movimentam á areia. Ela também se movimenta por causa da gravidade fraca. Enquanto na Terra as dunas mudam sua posição de um ano para o outro, nos desertos de Marte o mesmo processo pode demorar milhares de anos.



As dunas mudam de formato conforme as estações do ano, segundo imagens de alta resolução divulgadas pela NASA. Os pesquisadores dizem que as ondulações e cristas observadas são formadas pelo vento, e elas devem sua aparência única a algumas peculiaridades da atmosfera de Marte.


Entre estas peculiaridades temos á já comentada ação de gravidade, a baixa densidade atmosférica, as tempestades frequentes, a ação dos raios cósmicos mais incidentes sobre a superfície entre outras ainda sendo estudadas.



Recente selfie de Curiosity em Bagnold Dunes,

A sonda Curiosity realizou mais um feito inédito na história... tornou-se a primeira ferramenta humana a explorar uma duna de areia em outro planeta, que nesse caso Marte. O veículo registrou várias imagens e amostras do solo de uma seção das Dunas

Regiões Montanhosas
Montes Ceraun

Marte possui uma distribuição montanhosa diferente da que observamos na Terra. O Hemisfério sul e montanhoso e bem mais elevado que o norte. Possuindo diversos planaltos e vulcões extintos. O centro e o norte de Marte apesar de se situar entre vales e planícies possui maior quantidade e os maiores vulcões, além do gigante do sistema solar; é sortido de planícies. Algumas planícies são tão baixas em comparação ao resto do planeta que sugerem ter sido mares num passado não tão remoto.

Como em Plutão, marte tem uma região em forma de coração.

Através das fotografias tiradas das sondas em órbita, nelas veem-se muitas crateras, mas não estão uniformemente repartidas pelo planeta Em Marte a algumas áreas há um grande número de crateras colossais (maiores que 300 km em diâmetro), basicamente no hemisfério sul; rico em zonas montanhosas e mais elevado que o hemisfério Norte. Mas em geral as áreas de impacto menores estão situadas a pequenas localidades, em pontos concentrados mas estes agrupamentos se encontram espaçados entre si de forma heterogenia.

As áreas na mesma região boreal de marte, são as que menos possuem impacto de meteoritos. Algumas áreas possuem algumas pequenas crateras e toda a região norte possui poucos agrupamentos de impacto.

Círculo de Fogo
Região dos Tharsis e Monte Olimpos em pleno vulcanismo

Os vulcões marcianos são pouco numerosos, mas são testemunhas do passado violento e vulcânico principalmente na zona central marciana.

Largamente maiores que a maior montanha de origem vulcânica na Terra, o Kilimanjaro (5895 m) na África. As áreas vulcânicas ocupam cerca de 10% da superfície do planeta sendo que algumas crateras mostram sinais de erupção recente a nível geológico, e têm lava petrificada nos cantos.

Cone vulcânico do Monte Tyrhena

As imagens da sonda Mars Express mostraram também o que parecem ser cones vulcânicos na região do polo Norte sem nenhuma cratera à volta, o que sugere que tiveram erupção muito recente, o que levou alguns cientistas a acreditar que o planeta poderá ainda ser geologicamente ativo.

Poderão existir entre 50 a 100 destes cones com 300 a 600 metros de altura cobrindo uma região do polo norte com um milhão de quilômetros quadrados; parte da região de Tharsis também tem características semelhantes. Estes aspectos na superfície podem ter sido o resultado de antigas elevações que tenham sofrido erosão pelo vento, mas julga-se que isto é pouco provável devido à inexistência de crateras e aos aspectos originados pelo vento naquela região.


Do espaço pode-se ver Monte Olimpo, um ponto algo branco a oeste e isolado, seguindo para sudeste os três Montes vulcânicos de Tharsis, ao que tudo indica extintos, e Vales Marineris a este destes e a cratera Hellas no hemisfério sul.

Monte Olimpo



O Monte Olimpo está localizado em sua região equatorial, mais especificamente no planalto de Tharsis. Cálculos estimam que ele erga-se a 21,9 km acima do nível médio da superfície marciana, sendo três vezes mais alto que o Monte Everest, a segunda mais alta montanha do Sistema Solar, atrás apenas da cratera Rheasilvia no Asteroide Vesta, que estima-se possuir 22 km de altura a partir de sua base.



Seria ele o segundo maior vulcão em extensão do Sistema Solar (sua base estende-se 625 km de diâmetro, e perde apenas para o Tamu Massif, que está escondido nas águas ao noroeste do oceano Pacífico, próximo ao Japão, e que tem 650 km de diâmetro).
O monte Olimpo tem uma caldeira tem dimensões de 85 km por 60 km, é possível observar nela a formações de vários círculos menores, evidências de antigas atividades vulcânicas. Tem um declive suave, o que faz sua base ser vinte vezes maior que a altura. O Monte Olimpos em Marte possui 24000 metros de altura, é o maior vulcão do sistema solar passando da atmosfera do planeta que tem apenas 11km.



Não se sabe ao certo a origem desse vulcão talvez tenha se formado ainda no início da formação do planeta, quando as atividades tectônicas eram mais intensas. Mas alguns astrônomos acreditam que a sua formação está relacionada à Bacia de Hellas, que acabara causando a fusão de rochas, dando origem não só ao monte Olimpo, como também aos Tharsis Montes e aos Valles Marineris.


Segundo uma pesquisa, publicada em 2017 no periódico Science Advances, que fez uma análise de um meteorito de 2,4 bilhões de anos de idade que caiu na Argélia em 2012, e que foi nomeado de Northwest Africa 7635, este vulcão teria permanecido dois bilhões de anos em erupção ininterrupta.



Dados do colosso


Região vulcânica de Tharsis.



Patera Alba

Pátera Alba é um vulcão único em Marte e no sistema solar.


Pátera Alba localiza-se a norte de Tharsis, numa região de falhas que surge em Tharsis e se estende para norte. Pátera Alba é enorme, com mais de 1600 km de diâmetro, tem uma caldeira central, mas em compensação as enormes dimensões uma altura de apenas 03 km, no seu ponto mais alto. Possui canais nos flancos, e a maioria deles têm 100 km de comprimento, alguns chegam a ter 300 km, sugerindo que a lava fluiu por longos períodos de tempo.

OS CANAIS MARCIANOS

Diferentemente dos canais observados no seculo XIX, os canais e quenions marcianos são reais, e nem de longe artificiais, são imensos e geologicamente representam vestígios de um mundo coberto por mares a bilhões de anos atras.

Vales Marineres


Marte possui um atual sistema de Cânions chamado vale Mariners que possui a largura dos Estados Unidos, cortando o planeta de Leste a oeste.

O que atualmente e um vale imenso a olhos vistos percorrendo a região equatorial marciana á 03 bilhões de anos era um imenso mar, ponto de encontro de centenas de rios e afluentes que lembrariam a rede hídrica da atual bacia Amazônica.

Mas tudo mudou, com a perda dos oceanos o mar virou um lago, depois um rio e por último o Cânion que vemos atualmente. Marcas são evidentes de leitos fossilizados, registro de um mundo rico em recursos hídricos agora escassos e congelados.

Deslizamento de terra no vale Marineres

O Marineres, o vale Ma'adim (Ma'adim significa Marte em Hebreu) é um grande desfiladeiro com aproximadamente de 700 km de comprimento, e como ele, maior que o Grand Canyon nos Estados Unidos. Possui 20 km de largura e 2 km de profundidade em alguns locais.

Origens do Vale Marineres


Durante a formação geológica planetária, ao solidificar a crosta, Marte passou hipoteticamente por um período de intenso vulcanismo e movimento tectônico. A região se elevou pela ação das plumas magmáticas de forma intensa, ao redor do futuro vale, que terminou por fender a crosta marciana. A ação orogênica acabaria colapsando a região oposta formando assim os vales Marineres.




Os vales Mariners possuem 4000 km de comprimento e 07 km de profundidade, com uma extensão equivalente à extensão da Europa, se estende-se por um quinto da superfície do planeta Marte.

POLOS MARCIANOS

Fazes de contração e retração do polo norte marciano durante e as estações do planeta.

Os polos estão cobertos por calotas polares formadas por dióxido de carbono congelado e gelo de água. Estas calotas tornam-se menores na Primavera e chegam a desaparecer durante o Verão, devido ao aumento da temperatura.

As calotas polares mostram uma estrutura estratificada com capas alternantes de gelo e diferentes quantidades de poeira escura. Não se tem a certeza sobre o que causa a estratificação, mas pode ser devido a mudanças climáticas relacionadas com variações a longo prazo da inclinação do equador marciano em relação ao plano da órbita.


Os polos marcianos avançando e se contraindo nas estações.

As diferentes estações do ano nas calotas produzem mudanças alterações na pressão atmosférica global que se calcula em cerca de 25% sobre o total. O vapor de água move-se de um polo para o outro com a mudança climática entre o Verão e o Inverno, ajudando não só na criação de calotas semelhantes à da Terra, mas também nuvens de cirros, compostas por gelo de água e que foram fotografados pelo Rover Opportunity em 2004.
Quando chega o inverno e com a chegada de temperaturas inferiores a -120 °C, o depósito de gelo é coberto por um manto de neve carbônica que se produz com a congelação da atmosfera de dióxido de carbono.

Polo Norte marciano


Tempestade polar marciana

A Mars Global Surveyor determinou em 1998 que a massa total de gelo da calota polar norte equivale à metade do gelo que existe na Groenlândia. O gelo do polo Norte assenta-se sobre uma grande depressão de terreno, estando coberto por gelo seco.


Este é a figura originada por uma série de imagens obtidas pela sonda espacial da NASA Mars imagem Superinteressante.

A calota gelada parece elevar-se abruptamente desde o terreno adjacente, emparedado e acabando por ser uma grande meseta de gelo. Nos cantos da calota, O gelo seco apresenta bandas claras e escuras que podem indicar processos de sedimentação tipo morenas glaciais.


Dunas polares marcianas

Formação de gelo

Gelo marciano

Demorou muitos anos para se encontrar evidencia de gelo de água em Marte, e os polos foram a primeira opção logica que acabou se concretizando na detecção deste na década de 90. Geralmente aparece coberto pelo gelo seco ou misturado ao lodo nas línguas de morenas durante o verão e pelo barro congelado no inverno.

Espectrograma em cores falsas onde o azul representa hidrogênio que possivelmente está combinado com oxigênio na forma de gelo de água.

Polo Sul Marciano

Polo sul de marte

No Verão austral, o dióxido de carbono congelado evapora por completo, deixando uma capa residual de gelo de água. Em cem anos de observação, a calota polar austral já desapareceu duas vezes por completo, enquanto a do Norte nunca desapareceu por completo.



Mesmo que o clima do hemisfério Sul seja mais rigoroso, a Primavera e o Verão do hemisfério Sul ocorrem quando o planeta está no periélio, assim as temperaturas máximas acontecem no hemisfério sul, o que leva a que a calota sofra bastante. O Inverno no sul é também mais frio, devido ao planeta encontrar-se no afélio.

Florestas de canais de degelo do polo sul marciano.


Eras Glaciais
Tal qual a Terra, Marte sofre variações na sua órbita e na inclinação do eixo planetário a cada centena de milhares de anos. 

Na Terra, as variações orbitais foram aparentemente as responsáveis pelas grandes glaciações pelas quais o planeta passou. A teoria indicava que algo semelhante tinha acontecido com Marte. Mas faltavam provas dessas glaciações marcianas. Nos polos do planeta, foram encontrados sinais claros de que, há 370 mil anos, Marte vivia sua própria era do gelo. Os resultados dessas observações foram publicados na revista Science

As glaciações na Terra acontecem quando a inclinação do planeta muda, reduzindo a quantidade de radiação solar recebida pelo Polo Norte por milhares de ano. Com isso, o gelo nessa região se expande e se espraia em direção ao equador, fazendo as temperaturas globais cair.

Em Marte, o processo é ligeiramente diferente. A começar pela inclinação do planeta – enquanto a inclinação do eixo da Terra varia em torno de 2°, a inclinação do eixo marciano pode variar em até 60°. bem mais drástico. Além disso, uma era do gelo marciana começa quando os polos se aquecem. Com isso, as temperaturas caem nas latitudes mais baixas, próximas ao equador do planeta, formando grandes geleiras nessas regiões. Quando a inclinação do planeta torna a mudar, e os polos se resfriam, o gelo volta a se acumular nessas áreas extremas.