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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

TOMO XLVI- OBJETOS TRANSNETUNIANOS - CINTURÃO DE KUIPER - OUTROS OBJETOS


DEMAIS CORPOS DO CINTURAO DE KUIPER


Nome do Objeto
Distância  do Sol
Diâmetro Km
Orcus
40UA
945
Quaoar
43UA
1250
2002 TX300
43.1UA
286
Varuna
45UA
500x1060
Salácia
46UA
900
2002MS4
47.7UA
900
Íxion
49UA
930
2002AW197
53UA
745
Ao que parece desde as primeiras descobertas de corpos transnetunianos além da orbita de Plutão, estamos conhecendo apenas uma pequena porcentagem do que ainda será atualizado nos atlas astronômicos do futuro sistema Solar.

Orbita dos principais objetos do cinturão de kuiper, Eris e Sedna são objetos do disco disperso.

Para alguns o termo planeta anão poderá vir a ser aplicado futuramente, como estes objetos descobertos no inicio do seculo XXI denominados Orcus, Quaoar, 2002 TX300, Varuna, 2002 UX25 e 2002 AW197. Estes corpos celestes aguardam mais estudos para que possam ser incluídos como planetas anões pois devido a enorme distancia sem o auxilio de sondas ainda não dispomos de tecnologia óptica suficientemente avançada para observar seus pormenores.




ORCUS
Concepção artística de Orcus.


Orcus, foi mais um dos objetos transnetunianos descoberto pela equipe de astronomos do Dr Brown em 17 de fevereiro de 2003. O objeto se situa no cinturão de Kuiper, ao que tudo indica é bem semelhante em constituição á plutão, geologicamente e orbitalmente, ou seja, está uma ressonância orbital 2:3 com Netuno, completando duas voltas ao redor do Sol a cada três de Netuno.



Orcus orbitando o fundo do firmamento.



Orcus é conhecido como o objeto anti-Plutão. Em Azul no gráfico está a orbita de Orcus em cinza a de Netuno e em vermelho a de Plutão.

Orcus possui uma órbita parecida à de Plutão, porém os dois corpos sempre estão em fases opostas da órbita, enquanto Orcus está no afélio Plutão está no periélio e vice-versa, por causa disso, é conhecido como anti-Plutão. Além da orbita, Orcus compartilha com Plutão o fato de seu satélite Vanth lembrar Caronte em tamanho e características.

Geologia de Orcus
Orcus possui um diâmetro aproximado de 945km e uma massa de 0.0001 a da Terra. Seu ano sideral possui uma duração de 246 anos terrestres e se situa a uma distância média de 6 bilhões de Km (40 UA) do Sol. O dia em Orcus dura cerca de 10hr e sua temperatura média gira em torno de -230°C.


 Satélite de Orcus
Orcus e Vanth.

A equipe do descobridor de Orcus, Michael Brown, em 23 de maio de 2003, localizou um satélite natural com um período orbital de 10dias ao redor do planeta. Possivelmente seria um KBO (objeto do cinturão de Kuiper) capturado, possuindo o satélite cerca de um terço do diâmetro de Orcus, algo em torno de 250km. Michael Brown sugeriu o nome de Vanth, uma divindade etrusca em contrapartida  ao nome de origem Romana de Orcus, deus do submundo.



QUAOAR
Quaoar é um objeto transnetuniano localizado entre Plutão e Sedna, a cerca de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra.


Foi descoberto, em 2002, por Michael Brown e Chadwick Trujillo do Caltech.
É corpo celeste mais longínquo do Sistema Solar observado por um telescópio como um objeto com um certo diâmetro e não como um ponto de luz.
O planetoide, medindo cerca de 1250 quilômetros de diâmetro, tem mais da metade do diâmetro do planeta anão Plutão e quase o mesmo tamanho que o satélite deste, Caronte.
Á órbita DE Quaoar é quase perfeitamente circular e se encontra a 6.5 bilhões de quilômetros do Sol (43 UA)  além da órbita de Plutão. Quaoar leva 286 anos para dar uma volta em torno do Sol.
O dia em Quaoar é um pouco mais que metade de um dia na terra, e são dias bem gelados com uma temperatura média de -230 °C.







Satélite de Quaoar
Weywot é o único  satélite conhecido de Quauar.


Weywot possivelmente foi capturado pela gravidade de Quaoar pois ao que parece, é um clássico objeto do cinturão de Kuiper. O satélite possui um albedo semelhante ao do planeta, e pela magnitude concluímos que teria um diâmetro de 74 km. Seu nome foi formalizado em 12 de novembro de 2009 em homenagem á Weywot, que na mitologia do povo Tongva, é o filho de Quaoar.

  
2002 TX300
Apesar do seu tamanho diminuto sua forma e composição se assemelham a de Haumea.


2002 TX300 se situa a 6.7 bilhões de Km (43,10 AU) do Sol e seu ano sideral é de quase 300 anos para completar uma orbita ao redor deste. O objeto possui uma magnitude absoluta de 3,3 e tem um diâmetro estimado em 286 km. Com esse tamanho  é pouco provável que seja um planeta anão, apesar do astrônomo Mike Brown lista-lo como um possível planeta anão. Ao que tudo indica, 2002 TX300 será classificado como um clássico objeto da Cintura de Kuiper. Ele faz parte da Família Haumea e segue uma órbita muito semelhante à de Haumea que é altamente inclinada com cerca de 26 °,  um pouco excêntrica mas longe da influencia de Netuno.








VARUNA
é um candidato a planeta anão transnetuniano, encontra-se a cerca de 43 Unidades Astronômicas (UA) do Sol e faz parte da Cinturão de Kuiper.


Varuna é um esferoide com um diâmetro entre 500 e 1060 Km e com um período de rotação de aproximadamente 3.17 horas, que o faz ao ser observado ter uma curva de luz de duplo pico.  Devido a rápida rotação, algo raro para objetos de grande diâmetro, faz com que Varuna assim como o Haumea, se constituam  alongados. Os dias curtos não são proporcionais ao seu ano sideral que dura aproximadamente 283 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol. órbita de  Varuna possui um semieixo maior de 6. 474 bilhões de KM (43,160 UA). O seu periélio leva o mesmo a uma distância de 6.145 bilhões de Km (40,972 UA) em relação ao Sol e seu afélio a 6.802 bilhões de Km (45,349 UA).

A superfície de Varuna reflete 70% da luz do Sol que o atinge, marcando uma temperatura de -219 °C. A superfície do objeto é mais escura que a de Plutão, possivelmente por não ser recoberta de gelos, como o vizinho. Fora observado  na sua superfície tons vermelhados de compostos orgânicos como tolinas semelhantes as de Quaoar, e pequenas quantidades de gelo de Água.

Varuna visto ao fundo do firmamento

Varuna possui uma órbita quase circular, porque não estando em ressonância orbital com Netuno, assim escapa a uma influência significativa deste planeta gasoso.

Órbitas de Varuna (azul) e Plutão (verde)

Varuna por esta característica não se enquadra em um objeto Kubiano (objetos do cinturão de kuiper em ressonância orbital com Netuno) mas sim com Hauema, que o faz pelo formato, orbita e rotação um objeto haumeano.



 Salácia
Salácia.

O objeto transnetuniano 120347 Salácia, está localizado no Cinturão de Kuiper, do Sistema Solar. Este objeto é classificado como um cubewano ou seja, em ressonância com Netuno. Para seu descobridor, Mike Brown, Salácia aparece como um objeto com grandes chances de ser um planeta anão. Ele possui uma magnitude absoluta de 4,0 e atualmente, estima-se que seu diâmetro é ligeiramente acima dos 900 km. Salácia órbita ao redor do Sol a uma distância média ligeiramente maior que a de Plutão.


Orbita de Salácia.

O objeto transnetuniano recebeu o nome de Salácia em 18 de fevereiro de 2011. Salácia é a deusa da água salgada e mulher de Netuno. O nome de seu satélite, Actaea, foi também atribuído no mesmo dia. Actaea na mitologia é uma nereida ou ninfa do mar.
A órbita de 120347 Salácia tem uma excentricidade de 0,108 e possui um semieixo maior de 6.283 bilhões de Km (41,888 UA). O seu periélio leva o mesmo a uma distância de 5.603 bilhões de Km (37,355 UA) em relação ao Sol e seu afélio a 6.963 bilhões de Km (46,421 UA).


Geologia de Salácia

Apesar de Salácia ter uma inclinação de 24°, não é um membro da família Haumea, nem por angulação, composição e nem pelo formato, uma vez que o espectro do infravermelho próximo é praticamente plano e sugere uma quantidade inferior a 05% de gelo de água.. O planeta tem o albedo e a densidade mais baixa entre os objetos transnetunianos de tamanho semelhante.


Satélite de Salácia
Imagem ótica de Salácia e Actaca.

Salácia possui um único satélite conhecido chamado Actaea, que órbita ao redor planeta primário a cada 5,494 dias a uma distância de 5 619 ±87 km.


O satélite possui um diâmetro estimado em 303 ± 35 km. Fora descoberto em 21 de julho de 2006 por Keith S. Noll, Harold F. Levison, Denise Stephens e Will Grundy, graças ao uso do Telescópio Espacial Hubble.


2002 MS4

Concepção artística de (307261) 2002 MS4


 O objeto transnetuniano (307261) 2002 MS4 está localizado no cinturão de Kuiper. Ele fora classificado como um objeto cubewano, ou seja, em ressonância orbital com Netuno.
Em 2007 o Telescópio Espacial Spitzer estimou um diâmetro de 2002 MS4 como algo em torno de 726 ± 123 km. Mas com mais dados em 2012 o Observatório Espacial Herschel estimou um diâmetro maior de 934 ± 47 km. De acordo com Mike Brown, o descobridor deste objeto e da maioria dos seus semelhantes no sistema solar exterior,  2002 MS4 é um provável planeta anão.

A órbita de (307261) 2002 MS4 possui um semieixo maior de 6.251 bilhões de Km (41,676 UA). O seu periélio leva o mesmo a uma distância de 5.341 bilhões de Km (35,612 UA) e seu afélio a 7.161 bilhões de Km (47,741 UA) ) em relação ao Sol.
Um dia solar em 2002 MS4 dura um pouco mais que 16 horas terrestres e seu ano sideral é de 268 anos.

Órbitas de vários cubewanos comparados às órbitas de Netuno (azul), Plutão (rosa)e em branco o 2002 MS4



IXION

É um objeto transnetuniano localizado no cinturão de Kuiper. Foi descoberto em 22 de maio de 2001 pela Deep Ecliptic Survey e recebem o nome de Íxion, uma figura da mitologia grega.


O objeto do cinturão de Kuiper nomeado Íxion tem um diâmetro aproximado de 930km e sua órbita  varia de aproximadamente 4.515 bilhões de Km (30,1 UA) (no periélio) a 7.390 bilhões de Km (49,27 UA) do Sol (no afélio), possuindo portanto uma órbita com grande excentricidade. 

Um ano sideral de Íxion dua aproximadamente 250 anos terrestres e seu dia dura aproximadamente 08hrs ou um pouco mais, não a consenso ainda quanto a isto. A temperatura média superficial do planetoide é de -229 °C ondo o sol a pino não seria mais brilhante que uma noite de lua cheia e pareceria uma algo semelhante a Vênus no céu estrelado vespertino.



ÍXion e Plutão seguem órbitas similares mas diferentemente orientadas, como mostra o diagrama acima (Íxion é verde, Plutão é vermelho, Netuno é cinza, em posições que tinham em abril de 2006).

Ixíon é um objeto classificado como semelhante a plutão pois  ambos corpos estão em uma ressonância orbital com Netuno, ou seja é um corpo que tem uma ressonância de 3:2 com o gigante gelado. No entanto não fica preso a essa ressonância, como Orcus, e consegue aproximar-se de Plutão até uma separação angular inferior a 20 º.

Íxion é um pouco mais vermelho que Quaoar na luz ótica visível. Pode haver uma característica de absorção no comprimento em seu espectro, o que é comumente atribuído à alteração de matérias superficiais por água, no caso gelo. O espectro infravemelho próximo de Íxion é plano. Assim  as análises espectroscópicas na luz visível e infravermelho indicam que a superfície de Íxion é uma mistura de gelo de água, carbono escuro e tolinas. 

O Very Large Telescope (VLT) observou Íxion para achar características cometárias, mas não detectou uma coma. Portanto possivelmente o objeto seja um planeta anão.


2002 AW197
2002 AW 197

Observações de emissões termais com o Telescópio espacial Spitzer em 2007 dão a 2002 AW 197 um diâmetro de cerca de 745 quilômetros.. O tamanho mínimo estimado que um planeta anão possa ter é de cerca de 400 km portanto mesmo não tendo ainda as dimenções precisas e a aparência correta deste objeto, possivelmente o incluiremos no rol dos planetas anões do cinturão de Kuiper.

2002 AW197 é um objeto transnetuniano candidato a planeta anão.

A órbita de  2002 AW197 em seu periélio leva o mesmo a uma distância de 6.145 bilhões  de km (41,30 UA) em relação ao Sol e seu afélio a 8.059 bilhões de km (53,730UA). Análises de espectro do OES revelaram uma cor avermelhada e nenhuma presença de água, a temperatura média superficial de 2002 sw197é de -234.1 °C.




quinta-feira, 22 de agosto de 2019

TOMO XLV- OBJETOS TRANSNETUNIANOS - CINTURÃO DE KUIPER - 2007 OR10

2007 OR10
Quando descoberto ele parecia um ponto branco luminoso. O objeto 2007 OR10 foi apelidado pela equipe do Dr Brown de Branca de Neve. Estudos posteriores confirmaram no entanto que 2007 OR10 é sim bem avermelhado.


O planeta anão 2007 OR10 foi descoberto em 2007 pelos astrônomos Meg Schwamb, Mike Brown e David Rabinowitz durante uma pesquisa em que se procurava corpos distantes do Sistema Solar usando o telescópio Samuel Oschin no Observatório Palomar, na Califórnia (EUA). Presume-se que seja o mais rochoso encontrado até o momento, mesmo assim ainda se enquadrando como um planeta anão.

O objeto 2007 OR10 possui uma órbita parecida à do planeta anão Éris,  com um periélio de 5.016 bilhões de Km (33,440 UA) e um afélio de 15.092 bilhões de Km (100,614 UA), assim  tornando-o um objeto do disco disperso. Assim como Éris, sua órbita é altamente inclinada e tem uma excentricidade relativamente alta. O planeta Anão possui um período orbital de 548,76 anos, que também é semelhante se comparado com os 561,34 de Éris. Sua órbita é excêntrica.


Orbita de Gonggong (2007 OR10)

2007 OR10 está entre os objetos transnetunianos mais vermelhos conhecidos. Isso é provavelmente em parte devido ao metano, que fica vermelho quando exposto a luz solar e raios cósmicos. Analises espectrais do planeta mostra este possuir traços de gelo de água e metano, deixando-o com uma composição parecida à de Quaoar.

 A presença de metano na superfície do planeta e Quaoar implica a existência de uma tênue atmosfera de metano nos dois objetos, lentamente evaporando para o espaço. Apesar de 2007 OR10 se aproximar mais do Sol que Quaoar, e ser assim quente o suficiente para a atmosfera evaporar, sua massa maior possibilita a retenção de uma fina atmosfera. A presença de gelo de água na superficial implica um curto período de criovulcanismo num passado distante.

2007 OR10 é bastante escuro e gira mais lentamente que qualquer outro corpo orbitando nosso Sol, levando cerca de 45 horas para completar seu giro diário.
A explicação para essa baixa velocidade de rotação é simples, pois ele possui um satélite cuja influência gravitacional o faz girar mais lentamente. Algo parecido aconteceu com a Terra quando ganhou seu satélite, a Lua, pois, antes, nosso planeta girava mais rápido cerca de 08hrs durava o dia terrestre nos primórdios do sistema solar.


 Gonggong

2007 OR10 é o terceiro planeta anão do nosso Sistema Solar, em termos de tamanho, depois de Plutão e Éris, com um diâmetro estimado em 1.535 km e massa semelhante à de Plutão. Seu satélite ainda não tem nome, possui tamanho impressionante: seu diâmetro atinge entre 250 e 350 km. Quanto à superfície do planeta, sua cor escuro avermelhada se deve à neve de hidrocarbonetos aromáticos. O fenômeno atmosférico ocorre quando a atmosfera rarefeita do planeta anão se congela e cai sob a sua superfície no longo inverno orbital de 2007 OR10.


Imagens do telescópio espacial Hubble revelaram a existência de um satélite no planeta anão 2007 OR10, o terceiro maior de nosso Sistema Solar(foto: Nasa, ESA, C. Kiss (Konkoly Observatory), and J. Stansberry (STSCI)/Divulgação)

2007 OR10 não está sozinho, ele é acompanhado por um  satélite, cujo diâmetro está calculado entre 250 e 350 km. Estima-se que o satélite do planeta anão precisa de 35 a 100 dias para dar a volta completa (translação) e sua posição é semelhante à da  Lua ao redor da terra.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

TOMO XLVII - OBJETOS TRANSNETUNIANOS - DISCO DISPERSO - ÉRIS


ÉRIS
Éris, o maior planeta anão até o momento descoberto.

O objeto 136199 ÉRIS, é um planeta anão um pouco maior que plutão que orbita  no sistema solar entre os objetos transnetunianos, no limite de uma região conhecida como disco disperso. Quando Éris foi descoberto, seu nome provisório foi tirado do seriado de Televisão Xena, muito popular na época, e seu satélite seria posteriormente chamado de Gabrielle, companheira de aventuras de Xena.


Éris é um objeto do disco disperso.


Éris é o segundo maior planeta anão do sistema solar até então conhecido, com cerca de 2350 km no diâmetro. Quando foi descoberto, ficou informalmente conhecido como o "décimo planeta", ou planeta X, porque na época seu diâmetro estimado era maior do que o diâmetro de Plutão ainda considerado um planeta.
  
Geologia de ÉRIS

Éris, possui um núcleo rochoso recoberto por um manto de gelo e uma superfície de poeira e detritos que são densos o suficiente para formar avalanches.

Os gelos de Éris devem ser compostos em grande parte de gelo de água, de gelo seco (CO2  congelado) e gelo de Metano. Os detritos em grande parte são resíduos de poeira e partículas expelidas pelo vento solar, ou de objetos como cometas dominantes no cinturão de Kuiper.

  
Os astrônomos
ÉRIS foi descoberto pelo Dr Brown  e sua equipe em 2005 

Segundo á equipe do Dr Brown, à inclinação da órbita fora dos conceitos pré concebidos foi à responsável por ÉRIS não ter sido descoberto até possuirmos um melhor avanço tecnológico. Até o final do seculo XX à maioria das pesquisas e buscas por corpos no sistema solar exterior concentravam-se no plano da eclíptica, onde se encontra a maioria dos planetas do sistema solar interior e exterior.

Éris possui um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 14.550 bilhões de km do Sol (97UA), em seu afélio. Como Plutão, sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 5.250 bilhões de Km do Sol no seu periélio (35UA). Apenas em comparação, a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Netuno fica por cerca de 30 UA.

Atmosfera de Éris

Éris parece ser algo análoga a Plutão e a Tritão de Netuno devido à presença de gelo de metano em sua superfície.



Ao contrário do aspecto avermelhado de Plutão, Makemake e parte da superfície de Hauema, o planeta anão Éris é cinzento, talvez devido à enorme distância em relação ao Sol, que pelo aquecimento faz com que o seu metano condense, cobrindo uniformemente toda a superfície.



O metano é um composto muito volátil e a sua presença mostra que Éris se manteve sempre nesta região distante do sistema solar. O metano assim se apresenta devido as temperaturas muito baixas não permitirem que seu estado congelado sublimasse.


ÉRIS talvez desfrute de uma fonte interna de metano que liberte seus gases para a tenue atmosfera; note-se que Haumea, um outro corpo celeste da mesma zona do sistema solar, revelou a presença de gelo de água, mas não de metano.


O Planeta Éris Anão possui uma magnitude aparente suficientemente brilhante para poder ser visto mesmo com um telescópio modesto, agora com sua orbita conhecida.


Dados obtidos junto ás observações do telescópio Hubble indicaram que Éris teria um albedo elevado, indicando que a superfície é composta de gelo puro. Mesmo o planeta anão se encontrando cerca de três vezes mais afastado que Plutão, ainda está suficientemente perto do Sol para que parte da superfície se descongele e forme uma fina atmosfera. Isto faz suas estações serem vinculadas a sua orbita do Sol, bem mais do que qualquer grau de inclinação e rotação que venha a possuir.

À  órbita oblonga de Éris varia de 37,8 UA (5 670 milhões de Km) até 97,61 UA (14 641 milhões de Km) de distancia do Sol, e entre os extremos as temperaturas se alternam entre -232 e os -248 graus célsius.

Éris está tão afastado do Sol que este último, nos céus daquele mundo, deverá aparecer apenas como uma estrela brilhante, ou talvez como Vênus em nosso céu no alvorecer.



Éris e seu satélite

Éris e Disnomia.

Ao contrário de Caronte, satélite de Plutão o satélite natural de Éris é bem menor que o seu planeta. Disnomia talvez seja um meteoro ou mais certo um cometa capturado pelo planeta anão. Como é visto nas imagens o satélite é bem menos observável pelos telescópios que Éris, isso se deve talvez por sua composição aliada ao seu tamanho. Disnomia circunda Éris uma vez a cada 14 dias.



Disnomia mede algo em torno de 300km de diâmetro.

Disnomia, foi descoberto em 10 de setembro de 2005. Estima-se que Disnomia seja oito vezes menor e sessenta vezes menos brilhante que Éris . O satélite de Éris está dez vezes mais próximo do planeta anão que orbita que a Lua da Terra.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

TOMO XLIII- OBJETOS TRANSNETUNIANOS - CINTURÃO DE KUIPER - MAKEMAKE


MAKEMAKE

Makemake é um dos três maiores corpos do cinturão de Kuiper, ao menos  até 2013.

Possui um diâmetro de 1434km, ou aproximadamente, 3/4. o de  Plutão. Possui um satélite conhecido, como Plutão e Sedna, o que o torna possuir satélites uma característica dos grandes corpos do cinturão de Kuiper. Sua superfície possivelmente deve ser coberta por metano, etano e talvez nitrogênio, devido à sua baixíssima temperatura.


Imagens com tons espectrais diferenciados de Makemake.

Makemake é classificado como um objeto clássico do cinturão de Kuiper, o que significa que sua órbita está longe o suficiente de Netuno para se manter estável. 
Ao contrário de objetos como Plutão que podem cruzar a órbita de Netuno devido a ressonâncias com este, os objetos clássicos de Kuiper têm periélio maior que Netuno, livres das perturbações do planeta. Objetos assim têm excentricidades orbitais relativamente baixas (inferiores a 0,2) e orbitam o Sol da mesma forma que os planetas o orbitam. 

Makemake, no entanto, é um membro da população quente dos objetos do cinturão de Kuiper, o que significa que ele tem uma inclinação orbital elevada em relação aos outros objetos da região.

Órbitas de Makemake (em azul), Haumea (verde), Plutão (vermelho) e a eclíptica (cinza). O periélio (q) e o afélio (Q) estão marcados juntos com as datas de passagem.

Makemake é o segundo planeta anão mais afastado do Sol trasnetuniano ( Ceres e Vesta fazem parte do sistema solar Interno) e o segundo mais brilhante. e no ano de  2013, estava a uma distância de 52,2UA (ou 7.830 bilhões de km) do Sol, quase atingindo seu afélio (53,074 UA). Makemake tem uma órbita parecida à de Haumea, altamente inclinada a 29° tendo um período orbital de aproximadamente 310 anos.

Geologia de Makemake

Makemake é considerado o terceiro maior planeta anão no sistema solar, devido à sua magnitude absoluta na banda V de -0,45 que praticamente garante que ele é grande o suficiente para alcançar equilíbrio hidrostático para tornar-se um esferoide oblato.

A distância de Makemake do Sol nos sugere uma temperatura de cerca de 30 ºK (-243,2 °C), e seu tamanho não é conhecido precisamente, embora observações em infravermelho com o Telescópio Spitzer e Observatório Espacial Herschel, combinadas com as semelhanças de espectro com Plutão, sugerem uma estimativa de diâmetro de 1 360 a 1 480 km.

 Análises espectrais da superfície de Makemake revelaram que o metano deve estar presente na forma de grandes grãos de pelo menos um centímetro de tamanho e também quantidades de etano e tolina que podem estar presentes, muito provavelmente, criados por ação da radiação solar sobre o metano. As tolinas provavelmente são responsáveis pela cor vermelha do espectro visível. 

Embora existam evidências da presença de nitrogênio na sua superfície, em nenhum lugar de Makemake há o mesmo nível de nitrogênio que há em Plutão e em Tritão, onde ele constitui aproximadamente 98% da crosta. A relativa falta de nitrogênio sugere que o fornecimento de nitrogênio acabou de algum modo durante a evolução do sistema solar.

Comparação em escala dos tamanhos de Plutão, Haumea, Terra e Lua com Makemake.

Análises feitas pelos telescópios Spitzer e Herschel revelaram que a superfície de Makemake não é homogênea. Sua maior parte é coberta por nitrogênio e gelos de metano, porém existem pequenas áreas de terreno escuro que compõem 3–7% da superfície.

Atmosfera

Os resultados mostraram que Makemake atualmente carece de uma atmosfera substancial e colocou um limite superior de 4-12 nanobar na pressão em sua superfície.

A presença de metano e possivelmente nitrogênio sugerem que Makemake pode ter uma atmosfera transitória, semelhante à de Plutão perto de seu periélio. O nitrogênio, se presente, é provavelmente o principal componente desta atmosfera efêmera. A existência de uma atmosfera também fornece uma explicação natural para o esgotamento de nitrogênio pois uma vez que a gravidade de Makemake é mais fraca do que a de Plutão, Éris e Tritão.

Uma grande quantidade de nitrogênio provavelmente foi perdida por causa do escape atmosférico, e sendo o metano menos leve que o nitrogênio, mas com uma pressão de se tornar vapor significativamente menor nas temperaturas registradas em Makemake (-243,2 °C a -238,2 °C), tem impedido sua fuga. O resultado desse processo é uma relativa abundância de metano.

Satélite de Makemake
S/2015 (136472) 1 ou simplesmente MK2.

Observações feitas em abril de 2015 com a câmera de campo largo (WFC3) do Telescópio Espacial Hubble detectaram um satélite orbitando o planeta anão, que foi provisoriamente denominado S/2015 (136472) 1 e apelidado de MK2. Seu diâmetro foi estimado em cerca de 160 km.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

TOMO XLII- OBJETOS TRANSNETUNIANOS - CINTURÃO DE KUIPER - HAUMEA


HAUMEA (2003 EL61)

Com seus 1900km, o esferóide Haumea é um dos maiores objetos transnetunianos.

Haumea está a aproximadamente 43.3 UA ou 6 495 000 de Km do Sol, e alcançará seu periélio em 2079. Sua característica mais observada é o aspecto ovoide, mesmo possuindo massa suficiente para obter o equilíbrio Hidrostático. Haumea pelo seu tamanho de mais de  1,900 km se inclui no grupo dos planetas anões e família  dos objetos semelhantes a Plutão do cinturão de kuiper.

                                                     Objetos Haumeanos confirmados como tais.

 O formato atípico de Haumea deu o nome a família de objetos do sistema solar com as mesmas características. Com á forma o próprio planeta anão temos mais 03 objetos confirmados.
Apesar de não terem as mesmas dimensões de Haumea, os outros objetos do sistema solar provavelmente tem a mesma composição estrutural do planeta anão.

Haumea possui uma rotação de 03 horas e 54 minutos o que é bem acelerado para seu tamanho e talvez a consequência de suas camadas externas mais maleáveis terem adquirido o formato oblongo do planeta anão. Um ano em Haumea, em sua orbita ao redor do Sol, é de 283,28 anos.

Em verde os objetos haumeanos.



Haumea possui uma inclinação de eixo orbital de 28,19 ggraus de inclinação em relação ao plano orbital ea 43,33 UA de distancia do Sol.

Geologia de Haumea

Haumea possivelmente tenha um núcleo esférico.

As análises do seu espectro revelaram uma cor avermelhada pouca presença de água congelada em sua fina superfície possivelmente cristalizada devido à sua baixíssima temperatura, em média de cerca de 30 ºK (-243,2 °C).

Apesar do formato ovoide Haumea possui um núcleo rochoso esférico recoberto por uma camada mista de  gelo e rochas.

Haumea fora descoberto em 2003 pela equipe do Dr. Bronw, astrônomo descobridor de Éris e da teoria da existência do planeta Nove. Seu nome é em homenagem a uma Deusa base da mitologia havaiana.


Satélites de Haumea
Os Haumea e seus satélites  em comparação com Plutão e a Terra

Haumea possui dois satélites identificados até o momento que se assemelham a grandes asteroides ou cometas capturado pelo planeta anão.




O maior Namaka de 320Km de diâmetro, se encontra a uma distancia de
60 000 km do planeta. O menor Hi’iaka de 140 km se encontra a apenas 9000 km de Haumea.
.

Orbita dos Satélites de Haumea.


O anel de Haumea



Uma ocultação estelar observada em 21 de janeiro de 2017 revelou a presença de um anel ao redor de Haumea, o primeiro sistema de anéis descoberto em um corpo transnetuniano. Esse anel tem um raio de 2287 km, largura de 70 km e é coplanar com o equador de Haumea e com a órbita do satélite Hi’iaka. Ele está próximo de uma ressonância 3:1 com a rotação de Haumea, completando uma revolução no tempo que Haumea faz três rotações.