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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

TOMO LII- O PRIMEIRO ÉON DA TERRA-PARTE 4



A DANÇA DAS PLACAS TECTÔNICAS

As fronteiras entre as placas tectônicas são conhecidas como falhas, onde ocorrem a maioria dos terremotos e se concentram os vulcões.

As placas tectônicas em seu movimento além de representar uma constante renovação de elementos na superfície libera gases e vapores para a atmosfera.

A movimentação também proporciona nas terras emersas variação de posição e consequentemente ora são favoráveis a vida na superfície ora são adversas. A ação orogênica somente seria evidenciado pelo efeito nas formas de vida com magnitude no final da era e pré-cambriana, na Terra bola de neve. 

 Abaixo veremos os três tipos de falhas mais importantes.







OS TERREMOTOS     

Vários são os relatos desde a antiguidade de tremores e convulsões da crosta que agiram na história humana. O afundamento de Atlântida, narrado por Platão, mesmo se mostrando uma lenda nos transmite o temor e respeito canalizados neste tipo de fenômeno.

Civilizações caíram mediante a estas ações da natureza, citando a cretense como um exemplo, mas em épocas imemoriáveis com certeza foram agentes que moldaram da vida em nosso planeta.

São os mais comuns os de movimentação de placas tectônicas por fricção, lateral ou por assentamento, e os não tão menos destrutivos como os por vulcanismo e os de movimentação de massa ígnea profunda.


O movimento tectônico libera grandes quantidades de gases e lava na crosta terrestre ate os dias de hoje.


 SUPERCONTINENTES



Supercontinente é quase o mesmo que um continente, com a diferença de serem os mesmos continentes atuais bilhões de anos no passado, quando tinham outra forma, supostamente unidos ou completamente diferentes. 

Esse fato ocorre devido a movimentação das placas tectônicas, onde se localizam os continentes, o que fazem estes se movimentarem junto e mudarem de lugar. Mas acontecem muito lentamente, as placas se movimentam no máximo 10 centímetros por ano, e assim continuam a moldar a face de nosso planeta.




No passado, os supercontinentes foram: Vaalbara, Kenorland, Columbia, Rodínia, Pannotia, Pangeia, Laurásia e Gondwana, com vários continentes menores surgidos de seus desdobramentos e junções.







terça-feira, 12 de novembro de 2019

TOMO LII- O PRIMEIRO ÉON DA TERRA-PARTE 3

Os Continentes
As primeiras massas de terra surgiram pelo vulcanismo na terra. No meio do mar global salpicavam ilhas vulcânicas que iam crescendo pelo acréscimo ígneo do interior da terra. Com o tempo estas massas se tornaram enormes e aos poucos foram sendo erodidas e substituídas por rochas diferenciadas das basálticas originais. O movimento tectônico aliado aos sedimentos depositado no leito marinho acabaria por formar o Granito, base dos continentes e toda uma gama nova de rochas que o constituiriam as massas emersas.
A crosta terrestre se fratura diversas vezes e dela afloram vulcões e plumas vulcânicas que por sobreposição começam a gerar ilhas por toda a superfície do planeta, pelo movimento tectônico das placas estas ilhas aos poucos iriam formar os primeiros continentes.
Vista da terra na formação continental, os continentes mais leves afloram acima do nível do oceano global.


Na atualidade os continentes se caracterizam por terem:
-Altas elevações se comparado a crosta oceânica;
-Amplo intervalo de rochas ígneas siliciosas, metamórficas e sedimentares;
-Crosta espessada e estruturas com baixa velocidade de ondas sísmicas comparadas a crosta oceânica;
-Limites bem definidos ao redor de áreas grandes suficientes para ser considerado um continente.

Os continentes são constituídos por:
- crátons ou escudos: grandes áreas continentais estáveis e planas com história geológicas variadas vistas serem muito antigas;
- plataformas: sequências sedimentares de origem marinha que cobrem os crátons;
- cadeias montanhosas: consequência da colisão entre duas placas litosféricas. Quando se dá entre a crusta continental e a oceânica, a segunda, por ser mais densa, subducta por baixo da primeira, deformando as rochas. A parte que subducta pode entrar em fusão originando atividade vulcânica.
  
Os fundos oceânicos são constituídos por:
- plataforma continental: extensão do continente que entra pelo oceano, partilhando características com o continente;
- talude continental: zona pouco extensa de declive acentuado;
- planície abissal: entre os taludes continentais;
- crista médio-oceânica: tem no centro um rifte (onde há criação de nova litosfera) que é intersectado por falhas transformantes;
- fossa oceânica: perto da base do talude continental, onde ocorre a subducção.
Durante o processo de arrefecimento de rocha no rifte(onde a crosta terrestre e a litosfera associada sofrem uma fratura), minerais ferromagnéticos adquirem a orientação do campo magnético vigente no momento da sua formação chamado de paleomagnetismo.Em ambos os lados do rifte, a polaridade está simétrica. Numa anomalia magnética, o Polo Sul geográfico coincide com o norte magnético e vice-versa.
Granitos tem composição félsica (minerais ricos nos elementos químicos leves, como silício, alumínio e alcalinas) e são mais comuns e recentes no tempo geológico em contraste à antiga história ígnea ultramáfica (baixo teor de sílica) da Terra. Rochas félsicas são menos densas que rochas máficas e ultramáficas, e, portanto, tendem a escapar da subducção, enquanto rochas basálticas ou gabroicas tendem a afundar no manto abaixo das rochas graníticas dos crátons continentais. Portanto, rochas graníticas formam o embasamento de todos os continentes terrestres.
  
Os Crátons
Crátons são unidades geológicas bastante antigas da crosta continental, tendo se mantido relativamente estáveis por no mínimo 500 milhões de anos. Por estabilidade entende-se que estes se mantiveram preservados e foram pouco afetados por processos tectônicos de separação e amalgamação de continentes ao longo da história geológica do planeta.

São formados por rochas muito antigas, com até 4,5 bilhões de anos de idade. São compostos por dois tipos de rochas: as magmáticas, que se formam com o resfriamento e a cristalização do material magmático; e as metamórficas, rochas preexistentes, que foram alteradas pela ação da pressão e das elevadas temperaturas geradas tanto nos deslocamentos das placas, quanto nos vulcanismos.
Quando falamos que os crátons são estáveis, não significa que estamos dizendo que eles não passam por transformações. Porém, neles, os agentes endógenos ou internos de transformação do relevo praticamente não atuam. Por isso, as rochas são, externamente, muito desgastadas, em virtude da ação dos agentes externos ou exógenos, tais como a água, o vento e o clima.
 Por essas razões, o relevo das áreas onde se localizam os crátons costuma abranger, em geral, regiões de planaltos com baixas altitudes e algumas depressões relativas.

Os crátons são divididos em dois tipos principais de estruturas: os escudos cristalinos e as plataformas.

Escudos Cristalinos: são também chamados de maciços antigos e caracterizam-se por serem compostos por rochas cristalinas (magmáticas e metamórficas). São tipos de crátons que afloraram na superfície, ou seja, não foram recobertos por outros tipos de estruturas geológicas.

Plataformas: são composições de crátons recobertas por outras formações estruturais, geralmente por camadas de sedimentos, as bacias sedimentares. São também conhecidas por embasamentos cristalinos e geralmente são formadas por regiões de depressões relativas, salvo quando a cobertura sedimentar é muito extensa.


Diques Máficos em Cristalinos.
Em geral, os crátons possuem uma grande importância para os estudos referentes à estrutura e ao passado geológico do planeta, pois apresentam uma elevada riqueza em termos de tipos e quantidades de minerais metálicos, como o ferro, o cobre, o alumínio e o estanho. Além disso, os crátons, por serem formações constituídas há muito tempo e estáveis, apresentam as mais antigas rochas do planeta.


Cráton no período Arqueano.



Configuração dos Crátons durante a era Mesozoica.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

TOMO - LII O PRIMEIRO ÉON DA TERRA-PARTE 2


UM PLANETA EM FORMAÇÃO

Passado o primeiro cataclismo sofrido pelo planeta terra ele voltaria à forma esférica, mas não tinha de nada semelhança com o que conhecemos agora.
Como durante sua formação o obre pelas leis da física teve em seu centro alojados os elementos de maior massa atômicos, em geral radioativos como urânio que por vezes eram expelidos para a superfície.

Estes elementos radioativos faziam com que a superfície do planeta chegasse a uma temperatura próxima ao da superfície do sol com mais de 4000 º, isto fazia tudo na superfície sublimar.



Porem aos poucos os elementos radioativos, bem mais pesados iria para o centro do planeta, onde ate hoje manteriam fluido o manto rochoso devido à decomposição atômica.
 Nos 100 milhões de anos seguinte impactos de cometas transportando água na forma de gelo. Associados, à queda na emissão radioativa e redução da temperatura superficial, faria com que aos poucos pequenas ilhas solidificadas começassem a surgir na superfície terrestre, eram basálticas e efêmeras logo se dissolviam ou afundavam.O processo de consolidação da crosta levaria mais 400 milhões de anos para se concretizar e finalmente se solidificar.


Esquema de um vulcão



Leito de lava basáltica solidificado

A solidificação da crosta terrestre não solidificou suas camadas inferiores, salvo o núcleo central de ferro solido, ficando as camadas acima deste liquidas e por tanto sujeitas à atração gravitacional do sol e da lua, o que fraturaria a por diversas vezes a crosta, como também imporia uma rotação ao redor do núcleo de ferro diferente do mesmo.


ESCUDO MAGNÉTICO


Como visto no Hadeano o núcleo terrestre se tornaria pela gravidade heterogêneo e pela rotação da massa de ferro liquida ao redor do núcleo solido criou-se um campo magnético que por final gerou um campo magnético protetor contra as tempestades de partículas do sol. Esta proteção da terra possibilitou uma atmosfera de temperaturas mais amenas e mais protegidas, estava se encaminhado para a próxima etapa, a da criação da vida. 

A proteção da atmosfera evita que a mesma perca elementos mais leves que se situam nas camadas mais altas, como o hidrogênio, assim mantendo o ciclo de formação da água e mantendo nossos oceanos. A ausência deste escudo foi o que aparentemente secou o planeta Vênus nosso irmão telúrico do sistema solar interno.


Pontos de emissão magnética do escudo protetor da Terra.

Aurora vista da superfície terrestre.      

Manto liquido rochoso e núcleo ferroso geram o magnetismo pela fricção entre as duas fronteiras, e isso gera o escudo magnético que nos protege das tempestades solares bem como criaram as auroras boreais e austrais.

  


FORMAÇÃO ATMOSFÉRICA


Com o resfriamento da crosta terrestre os gases contidos no manto do planeta escapam pelo vulcanismo intenso do período e fendas tectônicas. Resquícios dos gases da formação planetária como hidrogênio, hélio e nitrogênio terminam por incorporar a atmosfera primitiva. Metano e amônia se fazem presentes como nos demais planetas gasosos do sistema solar.

Como a Terra possuía massa suficiente para reter gases em sua superfície, aos poucos a camada gasosa foi se tornando espessa até ficar densa o suficiente para desenvolver os fenomenos atmosféricos conhecidos por nós como ciclones e tempestades elétricas.

 O planeta era tão quente quando surgiu, que tudo o que estava ao redor dele permanecia no estado de vapor. Era impossível ter algo na forma líquida, como as gotículas que constituem as nuvens. O vapor d'água começaria a se acumular também na camada gasosa até o ponto de saturação, iniciaria assim as primeiras chuvas.

As primeiras apareceram com uma composição bem diferente da que conhecemos hoje. Nelas não havia apenas água, pois muitos tipos de gases ainda permaneciam suspensos no ar. Eram formadas pela mistura de vários elementos químicos e como as nuvens eram muito carregadas, não tinha chuvisco, caíam sempre tempestades continuas. Essas chuvas ocorreriam continuamente durante milhões de anos, e aos poucos, foram criando os rios e os oceanos.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

TOMO LII - O PRIMEIRO ÉON DA TERRA-PARTE 1

Éon Hadeano


Esta fase da história da terra se iniciou há 4,54 bilhões de anos, quando se concluiu á formação dos planetas do nosso sistema solar. O processo completo terminou há 3,85 bilhões de anos, quando aparecem as primeiras rochas solidas, oriundas do resfriamento planetário.
O núcleo da terra deixava de ser homogêneo, a migração de materiais mais densos para o centro do planeta acabaria por formar o núcleo interno sólido, e o liquido externo.
Com um núcleo girando em uma massa sem fluídica magmática, o dínamo natural criado pelo atrito originaria o campo magnético terrestre. Este  escudo protetor permitiria que a vida como a conhecêssemos pudesse existir nos oceanos terrestres agora protegidos da radiação solar.
A União Internacional das Ciências Geológicas não reconhece esse éon geológico, englobando o intervalo de tempo a que ele se refere no Arqueano. Mas, a divisão 
Hadeano /Arqueano é amplamente aceita por vários autores.



INFÂNCIA DA TERRA


 No inicio nosso planeta girava sobre seu eixo muito rápido, com um dia completo que durava cerca de seis horas. Hoje, bem mais lenta a rotação, devido a frenagem lunar, o planeta gira ao redor de seu eixo em cerca de 23 horas e 56 minutos, o que significa uma velocidade de rotação de 1700 km por hora.

 Além da sua rotação a terra gira ao redor de sua estrela uma orbita elíptica que tem uma distância media de 149 milhões de Km do Sol. A velocidade desta orbita esta na ordem de 107 mil km por hora levando para realizar uma volta completa em 365 dias e seis horas.

O mais impressionante mesmo é que a Terra,, os planetas vizinhos bem como o Sol, estão girando também, só que ao redor do núcleo galáctico à uma velocidade espantosa, algo em torno de 100 milhões de km por hora. Apesar de toda essa velocidade não temos a mínima noção que estamos nos movendo a não ser pela rotação da terra e pela mudança das estrelas com as estações.

Este obre que nada mais é que um grão de areia no litoral do universo, a mais de 04 bilhões de anos atrás começaria a se consolidar de um amontoado de poeira interestelar oriundo da nebulosa que gerou o Sol.


Um Mundo Vulcânico por 200 Milhões de anos.

Superfície fluída


 A terra na sua infância não parecia em nada com a que conhecemos. Fora açoitada por ventos solares da sua estrela constantemente, e apesar de ser trinta por cento mais fria do que hoje, ainda seria uma força muito considerável a atuar sobre a superfície do planeta. 

Fora a ação da estrela mãe, á Terra também era bombardeada por cometas, asteroides e outras sobras da formação do sistema solar que partiam do cinturão de Kuiper, que ma atualidade circunda o sistema solar externamente na orbita além de Netuno.

Bombardeios constantes de cometas e asteroides




Éon Arqueano


Um dia arqueano...
Amanhece... um sol radiante num céu composto por nuvens pesadas e pouco esparsas. Uma luz difusa faz as rochas das raras massas de terra, que se sobressaem do mar, terem diversas sombras sendo que, ao horizonte, põe-se uma enorme Lua, mesmo sugerindo a fase crescente,  gigantesca e cobrindo boa parte do céu matinal.

Tempestades são frequentes, e momentos de calmaria como este onde se vislumbra um céu alaranjado, saturado de umidade e irrespirável (ao menos para nós atualmente) são raros.
  
Colunas de fumaça saem do oceano indicando intensa atividade vulcânica, e a temperatura é escaldante. No fundo dos mares estava se formando pequenas gotículas de material orgânico com uma nova e surpreendente capacidade, a de se perpetuar.

A calmaria logo sessaria e teríamos novamente chuva, esta lavraria a pouca terra exposta e assorearia a foz efêmera de rios caudalosos e curtos em percurso, levando nova vaga de detritos ao mar onde anteriormente foram formados.

As massas de terra são efêmeras, brotam dos oceanos e para eles retornam rapidamente, pela ação da erosão, ao menos em termos geológicos.


O mar que agitando os detritos acabavam por deixar parcialmente opacos as águas litorâneas primordiais. Aos poucos nestas águas estes materiais se acumulariam tornando os mares rasos  e uma constante pelo globo.

 Tudo isto ocorrera rapidamente, não pela velocidade dos fenômenos, mas sim pelos dias ainda muito curtos. Nossa atmosfera era exposta constantemente a novas chuvas de meteoritos e cometas, comuns percorrerem as noites joviais do nosso planeta. Estes aerólitos, ricos em material orgânico estelar, serviriam para incrementar e por que não, alimentar as novas formas de vida que estavam surgindo nas chaminés submarinas..

Por fim, após apenas 06 horas o ocaso do astro rei em seu brilho um terço menos intenso de um verde amarelado se esvanece pela noite que se aproxima. Um enorme Luar toma conta do céu obscurecido por nuvens de tempestades que se aproximam trazendo nova onda das frequentes tempestades que acoitam o oceano global primitivo.
O Autor


   Se você pudesse viajar no tempo para visitar a Terra durante o arqueano, você provavelmente veria a cena citada acima e pouco ou nada reconheceria nosso planeta.

 O Arqueano propriamente dito começou há 3,85 bilhões de anos, com a formação das primeiras rochas e consequentemente da crosta terrestre, e terminou há 2,5 bilhões de anos. O interior da Terra era, no início desta fase de sua história, muito quente, com um fluxo de calor três vezes maior que hoje e muito deste escapava para a superfície.
Neste éon inicia-se a historia terrestre propriamente dita, de sua consolidação ate a explosão da vida unicelular.
Fora uma era muito conturbada, com chuvas de meteoritos e cometas, vulcanismo intenso alterações radicais atmosféricas e o surgimento das primeiras massas continentais, enfim uma metamorfose ocorreria desde seu inicio ate seu epilogo, como veremos a seguir.

 Na superfície terrestre, as temperaturas não eram muito diferentes das atuais, porque, acreditam os astrônomos, o Sol apesar de ser mais brilhante era um terço menos quente que a atualidade. A jovem estrela também estava se contraindo ainda e gradativamente iria se assemelhar ao nosso atual astro rei.
Das rochas formadas nesse éon, poucas existem hoje, devido às grandes transformações que a crosta terrestre sofreu desde então. São rochas principalmente ígneas intrusivas e metamórficas oriundas das primeiras massas de terra emersas do planeta.
A atividade vulcânica era consideravelmente maior que hoje. Não houve grandes continentes até a fase final desse éon, apenas pequenas porções de terra que não conseguiam se unir em massas maiores dadas a intensa atividade geológica do planeta. A atmosfera era rica em dióxido de carbono (CO2) metano e amônia e praticamente sem oxigênio.
A vida no Arqueano já existia, mas era representada provavelmente pelos procariontes, organismos unicelulares primitivos, que não apresentavam seu material genético delimitado por uma membrana. Os eucariontes, animais em que o núcleo da célula está rodeado por essa membrana, não foram identificados em rochas desse período, mas podem ter existido e não terem ficado preservados. 

As chaminés submarinas eram favadas e possivelmente serviram de exoesqueleto para o material genético e orgânico dos primeiros seres vivos. Assim teria sido até eles desenvolverem suas próprias estruturas como os estromatólitos(Cianobactérias) ou membranas celulares como nas bactérias.



Nossos fósseis mais antigos datam de aproximadamente 3,5 bilhões de anos sendo constituídos de micro fósseis dos precursores dos unicelulares modernos, possíveis descendentes dos coacervados complexos dos quais evoluíram.

Exemplo clássico iniciado no arqueano tivemos os Estromatólitos que constituem colônias por todo o globo. onde foram encontradas como fósseis na África do Sul e na Austrália ocidental. Estas colonias foram abundantes em todo Arqueano, mas raras atualmente. Possivelmente grande parte da oxidação atmosférica da terra fora causada por estas colônias neste período.



"A vida começaria a evoluir e a modificar o planeta pouco a pouco."

O Éon Arqueano divide-se em quatro eras:
Divisão do Período Arqueano

- Eoarqueano (3,85-3,6 bilhões de anos), segunda fase em que a Terra fora muito bombardeada por meteoritos. Vestígios desta era são observados principalmente nas crateras lunares.
Paleoarqeano (3,6 a 3,2 bilhões de anos), quando surgiram os primeiros continentes. Lembrando que o continente do período era massa emersa de terras pouco maior que algumas ilhas de hoje em dia. Mais para o final desta era, embora ainda no plano teórico, teria se formado um supercontinente, chamado Vaalbara. Provavelmente já havia placas tectônicas se movendo, e sua movimentação era mais intensa que hoje. Bactérias de 3,46 bilhões de anos bem preservadas foram encontradas na Austrália.
Mesoarqueano (3,2 a 2,8 bilhões de anos). No final desta era, o supercontinente Vaalbara começou a se partir. Nos mares rasos e litorais os estromatólitos proliferavam pela Terra. As primeiras massas graníticas começaram a se formar pelo circulo metamórfico do tectonismo das placas continentais. Como eram mais leves que os enclaves basálticos, literalmente começaram a navegar sobre a crosta, ficando quase imunes a convecção magmática e o retorno ao manto liquido da terra, devido a isso começaram a aumentar em numero. Seu único inimigo era um inimigo implacável, o mesmo que havia corroído as massas emersas basálticas e originado os sedimentos que originariam as massa graníticas. Mas o metamorfismo lhe dera uma leveza proporcional a sua dureza, tanto que temos exemplares rochosos destas massas continentais primitivas ainda hoje, os Crátons.
Neoarqueano (2,8 a 2,5 bilhões de anos). Era em que a tectônica de placas pode ter sido bastante similar à de hoje pois se verifica em bacias sedimentares bem preservadas e evidência de fraturas intracontinentais, colisões entre continentes e eventos orogênicos de âmbito global bem disseminados. Surgiria e desapareceria outro supercontinente. A água era predominantemente líquida e havia bacias oceânicas profundas que dariam origem a formações ferríferas bandadas, devido a intensa produção de oxigênio pelos seres unicelulares do período. Temos também os depósitos de chert, sedimentos químicos e basaltos na forma de pillow lavas (lavas em forma de almofadas).

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

TOMO XLVIII-2 OBJETOS TRANSNETUNIANOS - DISCO DISPERSO



Objetos entre o Disco disperso e a Nuvem de Oort interna




A nuvem de Oort interna é a parte entre o disco disperso e a nuvem de cometas propriamente dita. Nela estima-se que deva existir cerca de 900 corpos maiores do que o planeta anão Sedna. Devemos lembrar que a Nuvem de Oort em sí é uma camada de gelo ao redor do Sistema Solar que se inicia talvez a 5.000 UA do Sol, e contém trilhões de cometas, diferentemente da Nuvem de Oort interior.



A população total de objetos na Nuvem de Oort interior, de fato, pode exceder a população do Cinturão de Kuiper e do principal cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, disseram os pesquisadores.

Alguns objetos da Nuvem de Oort interna podem ter tamanhos equivalentes ao da Terra, ou ao de Marte. Isso ocorre porque muitos dos objetos da Nuvem de Oort interior estão tão distantes que mesmo aqueles grandes seriam muito difíceis de serem detectados com a tecnologia atual.



Sedna e 2012 VP113 comparados com a Lua


Objetos situados entre o final do cinturão de Kuiper e a nuvem de oort interna no chamado “disco disperso” acreditava-se serem impossíveis de possuir dimensões significativas pela escassez de matéria nesta região, mas pelo visto são apenas a ponta do Iceberg.

O que auxiliou esta crença fora o fator de que Planetoides distantes como Sedna e 2012 VP113 são incrivelmente difíceis de serem detectados, e os astrônomos só tem uma chance de observá-los quando os corpos estão próximos de sua maior aproximação com o Sol.



SEDNA



Sedna é um objeto transnetuniano que se encontra após o cinturão de Kuiper, foi descoberto em 2003, e está situado cerca de três vezes mais longe do Sol que Netuno. Sua órbita é extremamente excêntrica, com cerca de 144 bilhões de km (ou 960 UA) e um período orbital de cerca de 11 400 anos. 

O ano de Sedna o torna um dos objetos mais distantes conhecidos no Sistema Solar, além de cometas de longo período é claro. Sedna é quase certamente um planeta anão. O problemas é que mesmo com aproximadamente 1 000 km de diâmetro, sua distância do Sol dificulta a determinação de sua forma, então não se sabe se este se encontra em equilíbrio hidrostático, ou se assemelha mais a um objeto vestóide.



Superfície de Sedna




Concepção Sol visto de Sedna



Sedna ao que parece é composto principalmente de uma mistura de gelo de água, metano e nitrogênio com tolinas. Sua superfície é uma das mais vermelhas no Sistema Solar, semelhantemente a de Tritão. Há análise espectral de Sedna, tendendo para o vermelho, indica altas concentrações de material orgânico superficial.


Á analize dos elementos quimicos como o metano em suas fracas bandas de absorção indicam que este é antigo, e não recém-depositado. Pela distãncia estas observações significam que em Sedna deve ser muito frio para o metano evaporar de sua superfície e então cair de novo como neve, como acontece em Tritão e Plutão.
Órbita e rotação


A órbita de Sedna (em vermelho) comparada com as órbitas de Júpiter (laranja), Saturno (amarelo), Urano (verde), Netuno (azul), e Plutão (roxo). Sua orbita em muito se assemelha ao de cometas de longo curso como o Halley.











Sedna visto da Terra.



2012 VP113


O objeto 2012 VP113.



Registrado como 2012 VP113, o objeto com diâmetro estimado em 697km o segundo encontrado na parte interna da Nuvem de Oort.


A órbita do 2012 VP113, que tem um periélio de cerca de 80 UA, fazendo dele o objeto mais distante conhecido e nova “fronteira” do Sistema Solar, e afélio de mais de 452 UA. O ano sideral de 2012 VP113 é de 4178 anos.


Orbita do objeto 2012 VP113.


Mais do que isso, no entanto, o ângulo entre o periélio e o ponto onde o 2012 VP113 e o Sedna cruzam o plano do Sistema Solar é similar e próximo também do verificado nos objetos mais distantes do Cinturão de Kuiper.


Scott Sheppard e Chadwick Trujillo, astrônomos do Instituto Carnegie para Ciência e do Observatório Gemini foram os responsáveis pela descoberta do novo planeta-anão.







As imagens foram coloridas artificialmente em vermelho, verde e azul, o que faz com que o 2012 VP113 apareça como três pontos coloridos distintos, enquanto as estrelas e galáxias ao fundo, que não se mexeram, são brancas devido à combinação das três cores - Scott Sheppard/Carnegie Institution for Science




O 2012 VP113, junta-se ao planeta anão Sedna como um residente confirmado de uma região longínqua e inexplorada que os cientistas chamam de "Nuvem de Oort interior". Além disso, 2012 VP113 e Sedna podem ter tido suas órbitas alongadas por um grande planeta ainda não localizado, mas previsto matematicamente, o Planeta Nove.




Sedna e 2013 VP113 são apenas a ponta do iceberg pois existem em uma parte do Sistema Solar que os astrônomos acreditavam ser quase desprovida de matéria. Isto demonstra o quão pouco realmente sabemos sobre o nosso Sistema Solar e o leque de descobertas que ainda nos aguardam nas próximas décadas.