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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Aspecto Autista - Sindrome de Aspergers e Mitomania




Autistas também crescem, ficam adultos, envelhecem e morrem anônimos na nossa sociedade. São muitos e estão quem sabe ao teu lado. Eles crescem aprendendo a se camuflar entre os neurotípicos. São aqueles que em geral todo mundo gosta pois escutam bem o que as pessoas falam. Não se intrometem em suas vidas, não costumam visitar sem serem convidados e mesmo quando o são relutam em incomodar. preferem o seu mundinho seguro que não os sobrecarrega cognitivamente.

Além disso, há vários graus diferentes de autismo, e por isso os especialistas preferem o termo “doenças do espectro autista”. A síndrome de Asperger é uma dessas formas mais leves e das mais funcionais, uma das condições menos graves do espectro. Quando crianças, os aspergers aprendem a falar na idade normal, mas têm problemas para se integrar à sociedade. Porém, mesmo dentro do grupo dos que têm essa mesma doença, há diferentes níveis de isolamento.


Asperger e a mitomania



Quem vivencia o Asperger tende a administrar muitos conflitos internos e por vezes constrangedores. Pela dificuldade em socializar e se comunicar (muitas vezes) as pessoas com essa síndrome acabam se isolando e não desenvolvendo tão bem seu repertório de habilidades sociais. Portanto, quando usam a "mentira" para evitar estar em situações que os expõe, em alguns casos, isso se torna um comportamento habitual e repetir sempre que sentir necessidade se tornando uma mitomania. Gerando futuramente uma distorção da realidade, podendo ampliar ainda mais as suas dificuldades na interação social.

Uma das grandes diferenças do mentiroso esporádico ou tradicional para o mitômano, é que no primeiro caso, a pessoa mente para ter proveito ou vantagem em alguma situação, enquanto o mitômano mente com o objetivo de disfarçar a sua própria realidade. Nessa situação, o ato de mentir é para se sentir confortável com a própria vida, parecer mais interessante ou ter assuntos que se encaixe em um grupo social que o mitômano não se sente capaz de entrar. Com o intuito de evitar conflitos e sempre estarem "por dentro" das realidades que não são as próprias  muitos aspergers desenvolvem esta condição para serem aceitos socialmente, sempre se adaptando ao assunto e a situação que se encontram.

O autista mitômano são sente culpa ou medo do risco de ser descoberto; e histórias tendem a ser muito felizes ou muito tristes. Desenvolvem grandes estórias por vezes sem motivo aparente ou ganho e respondem de forma elaborada a perguntas rápidas e fazem descrições extremamente detalhadas dos fatos. Os Asperger em geral por terem geralmente uma boa memória conseguem se manter fieis aos relatos com grande pormenores sem comprometer suas estórias mesmo depois e longos períodos sem tocar naquele assunto. extremo de caso de super dotação de autismo mitômano é o de Frank Abagnale, que dos 17 aos 21 anos incorporou 08 pessoas diferente criando suas vidas e vivendo elas. Fingiu ser Um piloto de Avião da Pan Am, Médico, advogado, professor etc. Exercendo por vezes a profissão apenas com o que observava de forma introspectiva.


Existem alguns Autistas Mitômanos que conseguem romper essa dificuldade de se adaptar, e tem outros em que não têm o que se fazer, não se adaptam nunca. Tudo depende da auto aceitação de suas limitações e de sua condição.

Autismo clássico, aquele de Rain Man, no entanto, não vêm acompanhados dessa outra condição do espectro, pois tem dificuldades em formular mentiras. Nesses casos, o autismo é o problema em si a ser tratado. Já os demais do espectro entram no bolo das doenças do espectro autista que podem desenvolver a mitomania.


Outros problemas relatados aos portadores da condição autista:

 

Sabe-se que os distúrbios gastrointestinais estão entre as condições médicas mais comuns associadas ao autismo. É comum que apareçam constipações (prisões de ventre), diarreias e refluxos gastrointestinais, entre outras condições. Esses problemas intestinais podem afetar pessoas com autismo de qualquer idade. 

O Adulto autista, mesmo com habilidades cognitivas adequadas, tende a isolar-se socialmente devido também a estes distúrbios.

Os autistas que adquirem habilidades verbais podem demonstrar déficits persistentes em estabelecer conversação, tais como falta de reciprocidade, dificuldades em compreender sutilezas de linguagem, piadas ou sarcasmo, bem como problemas para interpretar linguagem corporal e expressões faciais.

Os padrões repetitivos e estereotipados de comportamento característicos do autismo incluem resistência a mudanças, insistência em determinadas rotinas, apego excessivo a objetos e fascínio com o movimento de peças (tais como rodas ou hélices). No adulto autista, há uma melhora na adaptação a mudanças, mas os interesses restritos persistem, e aqueles com habilidades cognitivas adequadas tendem a concentrar seus interesses em tópicos limitados, tais como horários de trens/aviões, mapas ou fatos históricos, etc., os quais dominam.

 Deve-se enfatizar que a principal intenção dos critérios propostos para diagnosticar autismo e distúrbios relacionados deve ser a de reduzir as divergências entre pesquisadores e clínicos a respeito da delimitação desses distúrbios em um nível comportamental (tipologia) ou biológico (etiologia).


Cérebro de um Autista Típico





Estudos de neuroimagem sugerem um padrão anormal de desenvolvimento cerebral em autistas, com um crescimento acelerado durante os primeiros anos de vida seguido por uma desaceleração em algumas regiões do cérebro, enquanto em outras áreas há uma parada do crescimento.

Em um grupo de autistas entre 8 e 46 anos de idade comparado a um grupo controle, foi encontrado aumento no volume cerebral dos autistas entre 8 e 12 anos de idade, mas não naqueles com mais de 12 anos 47. cerca de 90% de meninos autistas entre 2 e 4 anos de idade tinham um maior volume de substância branca cerebral e cerebelar e de massa cinzenta cerebral em relação a controles, o que não foi observado em autistas de mais idade. O aumento do volume cerebral em crianças autistas muito jovens parece seguir um gradiente ântero-posterior: os lobos frontais são os que mostram crescimento maior, e o oposto ocorre nas regiões ocipitais.

Principais Sintomas

 




No comportamento os Aspergers podem ser  agressivos, fazer automutilação, possuir um comportamento antissocial, gritos, hiperatividade, impulsividade, inquietação, isolamento social, movimentos repetitivos ou repetição persistente de palavras ou ações.

Fisicamente o asperger tende a ter incapacidade de coordenar movimentos musculares mais precisos, desenvolver  tique ou falta de jeito para diversas atividades como amarrar um cadarço.

A nivel cognitivo desenvolvem  ansiedade, apreensão, raiva ou solidão que por fim leva a  depressão. Possuem certa dificuldade de aprendizagem auditiva sendo esta mais efetiva visualmente, gagueira, interesse acentuado em um número limitado de coisas. Nos asperger adultos os pesadelos ou sensibilidade ao som, bem como irritabilidade tendem a aumentar com a idade.

Um número significativo portadores da condição relatam tem problemas relacionados com o sono, mas há poucos estudos sobre distúrbios do sono em autismo principalmente em crianças. Um trabalho recente com crianças não-autistas, mas com outros distúrbios de desenvolvimento sugere que há uma relação estreita e quantificável entre alterações na arquitetura do sono e resultados de testes neuropsicológicos que avaliam atenção, concentração, velocidade psicomotora e funções cognitivas altas. O relacionamento entre distúrbios do sono e as manifestações comportamentais e cognitivas do espectro autista é uma área que requer mais pesquisa.

Em adolescentes e adultos, a possibilidade de que movimentos anormais, tiques entre outros  podem ser relacionados ao uso de neurolépticos deve ser considerada. Um estudo mostrou que as estereotipias típicas observadas em autistas não podem ser diferenciadas, com certeza, de discinesias. Este achado salienta a importância de caracterizar e quantificar movimentos anormais antes de se iniciar o uso de medicações.


Mortalidade de Autistas Adultos:



A partir de estudos científicos, começou a se perceber que a população com TEA se mostrava muito afetada pela depressão. Isso se comparada aos demais grupos da população é a maior comorbidade que fataliza pessoas dentro do espectro autista.

Esse percentual varia de estudo para o estudo. No entanto, a média geral é que os autistas são 3 a 9 vezes mais propícios e vulneráveis à depressão do que o resto da população. 

Esse se torna um problema maior para os autistas com maior desenvolvimento intelectual e social como Aspergers e Savants. Afinal, eles possuem consciência de si próprio e também de suas dificuldades de socialização.

Inclusive, a exposição social que o autista recebe pode gerar conflitos de emoções, assim como discriminação e rejeição de seu diagnóstico.

Segundo estudos, os autistas que possuem maiores atrasos sociais e intelectuais tendem a sofrer muito menos com essa doença. Isso indica que quanto maior o intelecto, maior é potencializada a fraqueza emocional que pode levar à depressão.

No autista adulto  o Índice Padrão de Mortalidade (IPM) ocorre quando com ansiedade, um maior risco de arritmias cardíacas. Mas á morte por suicídio entre autistas é quase o dobro que entre os neurotípicos.  Há incidência cumulativa de suicídio na população com autismo foi de 0,17%.na década passada segundo o IBGE.  O número é significativamente maior do que na população geral, que fora estimado em  0,11%.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

TOMO LVIII - PALEOZOICO- PERÍODO ORDOVICIANO - MOLUSCOS - PARTE 1

 MOLUSCOS DO ORDOVICIANO

 

Grande diversificação ocorre no limite Cambro-Ordoviciano em uma

radiação atrasada em que os organismos aumentam de tamanho.

 

Durante o Ordoviciano, ocorre uma expansão e diversificação dos animais conchíferos como os Braquiópodes, Bivalves  e Cefalópodes com o surgimento dos moluscos nautiloides como predadores. Nos mares do ordoviciano algumas espécies aumentaram muito de tamanho atingindo vários metros de comprimento se tornando o topo da cadeia alimentar. Podemos, pois considerá-los os reis dos mares do ordoviciano.   As conchas destes cefalópodes eram divididas por septos tal como acontece no atual Náutilos.

 Assemelhados aos moluscos, os braquiópodes constituem um filo de animais exclusivamente marinhos, com cerca de 260 espécies viventes. Foram descritas quase trinta mil espécies fósseis das eras paleozoica e mesozoica, que atingiram seu apogeu na última e, depois, diminuíram rapidamente.

  

Os Primeiros Molúsculos

Calvapilosa kroegeri

No Ordoviciano , há 478 milhões de anos, havia uma grande variedade de gastrópodes em mais de um habitat aquático. No Marrocos foram encontrados no Anti-Atlas vários fósseis de lesmas marinhas, que foram chamados de Calvapilosa kroegeri. 

                                

Calvapilosa kroegeri teria sido uma espécie de lesma, com uma única concha na extremidade da cabeça, um ser ancestral da linhagem dos quítons e dos Gastrópodes. Segundo os especialistas, o número das conchas dos quítons aumentou com o tempo, portanto é provável que o antepassado de todos os moluscos fosse de casca simples e coberto de espinhas como esta lesma.


Os Quítons

São os moluscos da classe Polyplacophora, caracterizados por suas conchas compostas por oito valvas sobrepostas e paralelas, e pelo cinturão muscular à volta de sua concha.

 Os quítons são espécies antigas, primitivas que apareceram pela primeira vez na Terra há mais de 500 milhões de anos e atualmente são seres vivos de aproximadamente 7,5 centímetros de comprimento. Os Quítons vivem exclusivamente em ambientes marinhos. São caracterizados por serem revestidos por uma valva com oito partes sobrepostas na parte dorsal, desprovidos de tentáculos e têm cabeça minúscula desprovida de olhos. A maioria vive em águas relativamente rasas. Alimentam-se de algas e plantas do substrato.


 

Quíton fóssilHá suspeitas que os Kimberella e os Wiwaxia sejam ancestrais Cambrianos dos quítons..

 

 Os olhos de um Quíton

                                   

No registro fóssil se comprova que, no entanto a cerca de 25 milhões de anos, os quítons começaram a desenvolver estruturas semelhantes á olhos. Estes animais possuem centenas de estruturas semelhantes a um olho padrão, mas suas lentes são elaboradas com aragonita – um tipo de rocha.

os olhos do quíton ainda são uma anomalia na evolução da visão. As retinas são estruturalmente similares às retinas de caracóis e lesmas. Mas, as retinas de caracóis e lesmas respondem ao aparecimento de luz, enquanto as retinas de quíton só podem responder à remoção de luz, uma diferença que talvez valesse a pena dar um enfoque a sua vida bentônica, preso as rochas no fundo marinhas.

Em experiências fora visto que grande parte das estruturas oculares é formada por células com proteínas e quitina. Apesar de poderem identificar a presença de objetos, os cientistas acreditam que existam limitações quanto à nitidez das imagens.

Olhos dos Moluscos


Os gastrópodes

 

Poleumita do limite ordovice-silúrico.

Os gastrópodes (univalves) eram caracóis marinhos que se difundiram nos mares da Era Paleozoica depois da revolução cambriana até a extinção K-T. Após o início da era Cenozoica ocuparam os ambientes aquáticos de água salgada, doce e úmidos terrestres, ocupando nichos entre os dois círculos polares.

Os gastrópodes (pé na barriga) são conhecidos popularmente como Lapas, lesmas, caracóis e caramujos, sendo o grupo de moluscos mais numeroso e diversificado atualmente. Estes invertebrados inclui a maior parte das espécies do filo dos Moluscos, do qual é a classe mais diversificada com 65 000 a 80 000 espécies vivas.

 No Ordoviciano, há 485 milhões de anos, havia uma grande variedade de gastrópodes em mais de um habitat aquático. No entanto, restos fósseis tão antigos não estão em condições boas o suficiente para que os pesquisadores os identifiquem corretamente. Isso não os impediu de descrever espécies do passado, particularmente do Paleozoico; por exemplo, sabemos de quinze espécies diferentes pertencentes ao gênero Poleumite, datando de 444 milhões de anos, no limite do Ordoviciano-Siluriano.

 


Os gastrópodes modernos como as lesmas de couro e os caracóis de jardim, mantém ainda em sua família, espécies com a concha vestigial em diversas fazes de crescimento e ou redução de tamanho, principalmente nas espécies terrestres. Ao certo podem ser o caso de espécies que saíram do mar no Ordoviciano convergentemente para o ambiente úmido continental.


 

Lingulada



Lingulada é uma classe de braquiópodes, entre os mais antigos de todos os braquiópodes que existem desde o período Cambriano. Eles também estão entre os mais morfologicamente conservadores dos braquiópodes, tendo durado desde a primeira aparição até o presente com muito poucas mudanças de forma.

No Ordoviciano grupo atinge maior diversidade e se torna um componente secundário dos ecossistemas deste então, se mantendo inalterado e sobrevivido as 05 grandes extinções.

Tem sido um fóssil-vivo por quase todo o Fanerozoico, muito devido a habitar áreas restritas à outros organismos.

 

Lingulada fóssil.

 

Braquiópodes

    




Braquiópodes são animais que apresentam um órgão especial para captura de alimento, o lofóforo, em torno da boca e com numerosos tentáculos ciliados. Como os moluscos, possuem um manto que segrega uma concha calcária com duas valvas. Nos braquiópodes, entretanto, as valvas ficam nas partes dorsal e ventral do corpo, enquanto nos bivalves elas se colocam lateralmente. Na maioria das espécies, a valva ventral é maior do que a dorsal e apresenta um pedículo que a fixa ao substrato. Certos gêneros, como Discinisca, têm a valva dorsal plana, de modo que o animal é achatado.


Reconstrução paleosinecológica da Formação Inajá considerando o hábito de vida dos braquiópodes  e  bivalves  que  compõem  a  comunidade.  1.  Sanguinolites  pernambucensis e  S. rochacamposi  (respectivamente  da  esquerda  para  direita).  Semi-infaunal  ou  infaunal  rasa, susupensívoro;  2. Leptodesma  (Leptodesma) langei.  Semi- infaunal,  suspensívoro;  3. Cypricardella petrolandensis.  Infaunal  escavador;  4.  Lingula  aff.  scalprum.  Infaunal,  suspensívoro; 5.  Edmondia philipi. Infaunal, suspensívoro; 6. Nuculites aff. oblongatus. Infaunal, sedimentívoro; 7. Hamburguia ? sp. Epifaunal séssil  pedunculado, suspensívoro; 8. Orbiculoidea sp. Epifaunal fixo, suspensívoro; 9. Spathella brevis. Epifaunal, suspensívoro; 10.  Camarotoechia jatobensis. Epifauna séssil penduculado, suspensívoro; 11. Streblopteria antiqua. Epifaunal bissado, suspensívoro.

 

Os braquiópodes são animais marinhos, bentônicos e sésseis. Sua fixação ao substrato pode ser feita através do pedúnculo ou por cimentação direta. Algumas espécies, entre elas a Lingula, vivem em substratos enterrados, arenosos ou moles. São animais filtradores que recolhem as partículas nutritivas da água através do lofóforo.

 Os braquiópodes atuais estão limitados a águas frias, no fundo dos oceanos ou perto dos polos, embora no passado geológico tenham ocupado outros nichos ecológicos. Os braquiópodes articulados surgiram no Cambriano e tornaram-se bastante diversos e abundantes no ordoviciano. Ó Lingula já existia no período ordoviciano, e manteve-se quase inalterado desde a era paleozoica.

 


Também por analogia com as formas vivas, estes animais poderiam controlar a profundidade a que se encontravam bem como nadar ativamente. Noutras formas, as conchas parecem indicar que algumas formas foram predadores bentônicos ativos não podendo nadar livremente na coluna de água.

Os Braquiópodes surgiram no período Cambriano Inferior e depois disso teriam sempre os mais abundante registro  dos macro fósseis do período Paleozoico.

 


Strophomenida

          




Grupo de braquiópodes que surgira no Ordoviciano e se extinguiu no Jurássico, Frequentemente as formas fósseis são cimentadas ao substrato. Sua extinção não fora totalmente gradual, e no limite do Permo-Triássico já apresentava uma grande redução da diversidade de sua espécie.

Com a grande extinção do permiano por fim á maioria dos grupos e espécies de moluscos acabaram sendo extintos por completo.

Outros Braquiópodes.

Spiriferida(Ordoviciano–Jurássico): Braquídio em forma de espiral (derivação do nome)

 



Rhynchonellida(Ordoviciano–Recente):Dobra dorsal e sulco ventral bem marcados

Comissura denteada

 

  


O Terebratulida representa  bem a maior parte dos braquiópodes viventes com o Deltírio (abertura triangular da valva peduncular pela qual o pedúnculo protrui) geralmente fechado pelas placas deltidiais e um pedículo funcional que emerge pelo forâmen umbonal.


 

 Bivalves

Pojetaia runnegari-South Austrália

Formas primordiais dos bivalves do Cambriano são minúsculas cerca de 5 mm, mas no Ordoviciano já atingem tamanhos variados em  centímetros, e tendem a aumentar de tamanho durante o Paleozoico inferior. Sua concha é formada pelo mineral de aragonita ou calcítica. O Plano simétrico passa entre as valvas (que entretanto podem ser distintas).

Morfologia dos Bivalves.

 


Concha aragonítica ou calcítica.

Plano de simetria passa entre as valvas (que entretanto podem ser distintas)


Todos grandes grupos dos Bivalves surgem no Ordoviciano onde tem uma Explosão adaptativa, onde invadem as águas continentais no Devoniano. Possuem pouca diferenciação desde então e sobrevivem até a atualidade.

No Paleozóico os braquiópodes se destacam mas com preferência por mares epicontinentais rasos, mas não avançaram nos continentes. Essa exclusão talvez fora  devido à competição com bivalves.

 

 

Rostroconquia

Os Rostroconchia provavelmente tinham uma vida sedentária. Havia provavelmente mais de 1000 espécies desta classe.

 

Rostroconquia é uma classe extinta de moluscos que datam do começo do período cambriano até o fim do permiano. Foram inicialmente incluídos na classe Bivalvar, mas acabaram ganhando sua própria classe. Eles normalmente têm uma concha pseudo-bivalva guardando o manto e o pé. A parte anterior da concha provavelmente tinha um vão por onde o pé emergia.



quinta-feira, 26 de maio de 2022

TOMO LVIII - PALEOZOICO- PERÍODO ORDOVICIANO - CNIDÁRIOS - PARTE 1

 

Celenterados Ordovicianos

Colunariida


As colunariidas ou colunarias possuíam uma teca delgada com forma de cone é comum nos registros fósseis do Ordoviciano até as formações do devoniano. 



Os conulariídeos, que são organismos extintos atualmente e foram pertencentes ao grupo dos cnidários. Eram animais fixos ao substrato, habitavam as plataformas continentais marinhas e apresentavam um corpo no formato de cone, também chamado de teca, (simetria tetramitara) de quatro faces ou mais. Os conulariídeos representam um dos mais primitivos celenterados e, em conjunto com braquiópodes, entre outros, compunham o grupo de animais das barreiras de recife da época Ordoviciana.

 


A reconstrução predominante do organismo faz com que pareça superficialmente como uma anêmona do mar sentada dentro de um cone angular e duro mantido perpendicular ao substrato.

Conulariídeos produziam pérolas dentro de suas conchas, semelhantes à forma como moluscos como ostras fazem hoje. Estas pérolas dão uma pista sobre a anatomia interna do animal conulariide.

Um A-braquiópodes e conulariídeo preservados agrupados; B. teca praticamente completa de um conulariídeo.

 

 

 

Exoconularia

 


Todos os organismos pertencentes Cnidário são constituídos por células eucarióticas especializadas e, portanto, são considerados organismos multicelulares. Os Cifozoários passam a maior parte, ou toda à sua existência na fase de medusa, ou seja, de vida livre. Todos atualmente são predominantemente carnívoros.



Os animais modernos possuem simetria tetraradial, o que implica que o corpo pode ser dividido em quatro partes exatamente iguais, como nos conulariídeos e no caso da Exoconularia, a semelhança fisiológica fizeram os pesquisadores as incluírem no clado dos Cifozoários. Os fósseis são bastante abundantes em rochas em outros locais como a china.

  

Antozoários Ordoviciano

 


 


Os antozoários distinguem-se dos restantes cnidários por terem uma vida inteiramente fixa sem estado livre de medusa. São formadores de corais. Os membros da classe dos antozoários são cnidários pólipos; o estágio de medusa encontra-se completamente ausente.

Coral fóssil da espécie Halysites, esses animais viveram do Ordoviciano ao Siluriano (de 449,5 a 412 Ma.

 O pólipo antozoário é mais especializado que o dos hidrozoários, que apesar de terem muitos tipos de células, formam apenas dois tipos de tecidos para os seus corpos, epiderme e gastroderme., fora a sua mesogleia celular. Os Antozoários com sua cavidade gastrovascular septada, seus cnidócitos nos filamentos gástricos e suas gônadas gastrodérmicas apontam uma relação filogenética mais íntima com os cifozoários do que com os hidrozoários. Os cifozoários não exibem cefalização, mas em algumas espécies, a células receptoras de estímulos e de pontos sensíveis à luz. que localizam-se ao longo da margem do sino da medusa, esta por sinal difere das medusas dos hidrozoários por possuírem uma camada de células chamadas de véu,

 

Os antozoários possuem uma  actino-faringe, é uma garganta tubular que se estende desde a boca até algum ponto do cnidário. A actino-faringe da maioria das espécies contém pelo menos um canal longitudinal histologicamente especializado, flagelado, chamado sifonóglifo, que conduz a água para o interior dos celenterados.

 Na maioria das anêmonas e corais do mar, dois sifonóglifos estão situados diametralmente opostos um ao outro na actino-faringe. Sifonóglifos e suas estruturas associadas conferem uma simetria bilateral ou birradial ao pólipo.

 

Rugosa



Rugosa, também conhecidos como tetracorais, surgiram no período Ordoviciano e viveram até a grande extinção do Permiano. Formaram o grupo mais diversificado de corais do Paleozoico com cerca de 1.000 gêneros. Viviam de forma solitária e colonial onde possuíam um tamanho variado, desde poucos milímetros ou até quase 1 m. de comprimento. Varias foram sua Forma onde os  solitários apresentavam formato de chifre, discoide ou turbinal.




Pode se perceber nos fósseis um rejuvenescimento da espécie no período de escassez de alimento, quando formas solitárias reabsorvem seus próprios tecidos.

Formas coloniais podem ser tanto fasciculadas como coralitos cilíndricos e separados ou como maciços como coralitos poligonais e em contato.

Tabulata


Os Tabulatas foram corais Paleozoicos de vida coloniais com esqueleto de calcita. Seus coralitos(no coralo colonial, coralito é a estrutura formada por um pólipo individual), são mais simples que os dos rugosos pois possuem septos reduzidos ou ausentes e à tabula é abundante.



O nome "tabulata" ("corais do solo") vem das plaquetas horizontais no esqueleto dos pólipos individuais (do latim, tabulatus ou painel). Dos 300 descritos, exclusivamente os gêneros coloniais da Tabulata, estavam ao lado dos Rugosos (corais enrugados) como os primeiros construtores de recifes celenterados.




Prosperaram a partir do Devoniano superior, devido ao forte aumento do nível do mar conhecido como evento Kellwasser, os corais rugosas e tabulatas foram reduzidos quase a extinção, com a morte de 90% dos espécimes das águas rasas e 50% das formas de águas profundas. Na grande extinção em massa na fronteira Permiano/Triássico, eles finalmente se extinguiram como muitos outros seres vivos.

Zoantários

O zoantários, também chamado hexacoraliários são uma subclasse da classe de antozoários. Possuem tentáculos e septos em número de seis ou um múltiplo de seis.


Estes Celenterados são pólipos, conhecidos como os verdadeiros corais ou corais de pedra. Podem ser descritos como miniaturas de anêmonas-do-mar (classe de antozoários) que vivem em taças calcárias que os próprios segregam.

Apresentam um número variável de tentáculos, mas nunca em número de oito. A cavidade gastrovascular está subdividida por septos dispostos em múltiplos de seis (hexâmeros). O pólipo vivo pode retrair-se no interior da taça quando não se está se alimentando. Como o calcário que constitui a taça é segregado pelo tecido vivo, este material é um exoesqueleto.



Coral Fóssil.

 

Corais multicoloridos e a vista das Zoantelas que proporcionam esta pgmentação no corpo do animal que é translucido.


Nos corais coloniais os esqueletos podem unir-se se tornando maciços, onde crescem sempre para cima durante vários anos, com os corais vivos formando um tapete na superfície. As cavidades gastrovasculares dos diferentes pólipos podem ligar-se nesta cobertura onde contribuem de base para formação de recifes e atóis.

Coral em estado natural, sem a pigmentação das Zooxantelas.

Sua cor viva e diversificada na realidade não lhes é própria, pois são translúcidos. As Zooxantelas são algas simbióticas que vivem no interior dos tecidos dos corais e outros invertebrados marinhos. A simbiose se dá través da fotossíntese alimentam o coral com açúcares, aminoácidos e oxigênio e recebendo dele dióxido de carbono e nutrientes que o animal excreta, como nitrogênio, fosfato e amoníaco.