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sexta-feira, 2 de junho de 2017

TOMO XXVI-5 - PLANETAS EXÓTICOS - INFLADOS

Planeta Inflado


Kepler-7b

7O que seria um planeta inflado? Um exemplo seria um planeta da  Estrela Kepler-7 e
embora Kepler-7b tem apenas metade da massa de Júpiter, possui um volume oito vezes maior.
Ele seria um planeta inflado, também denominado de Saturno quente, devido à sua densidade semelhante à de Saturno, pois assim agora também  são chamados os planetas gigantes gasosos com um grande raio e com densidade muito baixa.
Os planetas inflados orbitam perto de sua estrela ou ainda estarem em fase de contração assim gerando grande calor interno.
Em geral, o intenso calor da estrela aliado ao aquecimento interno do planeta  expandem a sua  atmosfera. Alguns planetas candidatos, possuindo um raio grande o suficiente e de baixa densidade foram detectados pelo método de trânsito planetário sendo considerados planetas inflado: HAT-P-1b, COROT-1b, TrES-4, WASP-12b,  KELT-4Ab e Kepler-7b. 

HAT-P-1b
HAT-P-1b está localizado a cerca de 453 anos-luz de distância a partir da Terra, na constelação de Lacerta. e está entre os exoplanetas menos denso dos conhecidos.

HAT-P-1b é um planeta significativamente maior do que o previsto, por isto pode indicar a presença de uma fonte adicional de calor dentro do planeta.
Um possível candidato é o aquecimento por marés devido a uma órbita excêntrica, uma possibilidade que não foi descartada a partir das medições disponíveis.

COROT-1b

Comparação entre COROT-1 e Júpiter.

COROT-1 eria um planeta extrassolar a aproximadamente 1.560 anos-luz de distância na constelação de Monocercos. O planeta foi descoberto orbitando a estrela anã amarela COROT-1 em 2008 e se encontra próximo o suficiente para ser comedido dos fatores que o classificariam como um planeta inflado.

TrES-4


TrES-4 se encontra localizado na constelação de Hércules, orbitando a estrela GSC02620-00648, estando esta á uma distância de 1.435 anos-luz da Terra.

TrES-4 possui uma densidade 70% maior que a de Júpiter, e atualmente se classifica como o maior planeta conhecido do nosso universo. Este planeta faz uma revolução completa em volta de sua estrela-mãe a cada 3,55 dias, ou seja, seu ano estelar não chega a 04 dias dos nossos aqui na Terra.


Visualização do Planeta TrES-4 orbitando sua estrela.

A sua atmosfera é extremamente quente com uma temperatura aproximada a 1,3 mil °C. Aliado a isso ou consequência disso, possui uma densidade de apenas 0,2 gramas por centímetro cúbico(semelhante a uma rolha), e por isso, o planeta foi apelidado de Planeta-cortiça.

WASP-12b 


Um enorme planeta extrassolar que orbita a estrela WASP-12.

 WASP-12b possui um raio próximo a  83%  o de Júpiter e sua massa 39% maior. O planeta está a 3,44 milhões de Km (0,0229 UA) de sua estrela e por isso, leva aproximadamente um dia para orbitá-la em seu ano sideral.
WASP-12b está tão perto de sua estrela,  que as forças de maré da estrela estão distorcendo-o em uma forma oval e puxando sua atmosfera a uma taxa de cerca de  189 quatrilhões de toneladas por ano.
Devido ao aquecimento de marés e à proximidade de WASP-12b, a temperatura de WASP-12b é de cerca de 2 500 K (2 200 °C), sendo assim o planeta extrassolar mais quente já descoberto.

KELT-4Ab 

 KELT-4Ab e seu triplo sistema estelar.

 KELT-4A é uma estrela que faz parte de um sistema estelar triplo localizada a cerca de 685 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Leão, possuindo um exoplaneta possivelmente inflado em sua orbita..



O exoplaneta KELT-4Ab  foi localizado através do método de trânsito sendo classificado como um Júpiter quente. É o quarto planeta descoberto que orbita uma estrela em um sistema similar a este, mesmo processo efetuado com o de  Gliese 667 Cc a ser comentado melhor e artigo posterior.
 Como KELT-4A é a hospedeira mais brilhante  de um Júpiter quente em um sistema estelar triplo encontrada até agora. Os pesquisadores acreditam que este planeta  pode ser útil futuramente para a aprendizagem sobre os planetas inflados.


DUPLA CLASSIFICAÇÃO

Alguns Júpiter quente detectado por velocidade radial poderia ser planetas inchados. A maioria destes planetas estão duas vezes abaixo da massa de Júpiter por isso se enquadrariam nos planetas inflados.
A maioria dos planetas tipo Júpiter, Saturno e Netuno quente, são em geral também  parte da classificação de planetas Inflados.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

TOMO XXVI-7 PLANETAS EXÓTICOS - COMPOSTO DE HÉLIO

Planeta de Hélio


Um planeta de hélio é um tipo teórico de planeta que pode se formar através da perda de massa de uma estrela anã branca de pouca massa. Planetas gigantes gasosos ordinários como Júpiter e Saturno consistem primariamente de hidrogênio, sendo o hélio um componente secundário.


Composição tipica de Planetas Gasosos


Mas um planeta de hélio poderia se formar em um ambiente em que todo o hidrogênio fora transformado em hélio ou outros elementos mais pesados, através da fusão nuclear.
Um cenário envolve uma estrela binária simbiótica composta por duas estrelas anãs brancas de núcleo de hélio circundadas por um disco de acreção circumbinário, formado durante a transferência de massa da anã branca menos massiva para a mais massiva. Após ter perdido a maior parte de sua massa, a anã branca menos massiva pode se aproximar da massa de dimensão planetária.


Infográfico exibindo a possível evolução de uma estrela anã branca em um planeta de Hélio


Prevê-se que os planetas de hélio possuam o mesmo diâmetro de planetas de hidrogênio da mesma massa. Mas os planetas de hélio mais pesados que 13 massas de Júpiter continuariam sendo planetas, não anãs marrons, pois eles não contém deutério e portanto não são mais capazes de fundir qualquer elemento.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

TOMO XXVI-4 - PLANETAS EXÓTICOS -ESFERAS DE FERRO



Um planeta de ferro é um tipo de planeta que consiste principalmente de um grande núcleo e pequeno manto rico em ferro,  ou nenhum manto, só ujma crosta fina recobrindo a esfera ferrínea.

Mercúrio considerado um planeta Laconiano como vimos anteriormente, é o maior corpo celeste desse tipo no Sistema Solar, mas exoplanetas maiores ricos em ferro podem existir. Falaremos mais detalhadamente sobre mercúrio no artigo sobre o sistema solar,

Estes obres podem ser os restos de planetas rochosos normais de metal/silicato, cujos mantos rochosos foram arrancados por impactos gigantescos. Modelos atuais da formação de planetas preveem que planetas ricos em ferro se formem em órbitas próximas de estrelas massivas onde o disco protoplanetário, presumivelmente, consista de um material rico em ferro.
Estes planetas são menores e mais densos do que outros tipos de planetas de massa comparável.
 Tais planetas, como se esfriam rapidamente após a formação, não teriam tectônica de placas ou um forte campo magnético. Como a água e o ferro são instáveis na escala de geológica de tempo, planetas de ferro úmidos na zona habitável de uma estrela podem ser cobertos por lagos de carbonila de ferro ou outras substâncias exóticas, em lugar de água, mas passiveis de reterem atmosfera e ciclo hídrico, mesmo que de constituição alheia a nossos conhecimentos atuais.

Alguns planetas extrassolares candidatos a serem compostos principalmente de ferro são KOI-1843 b, Kepler-70b e Kepler-10b.


 KOI-1843 


Este astro está tão próximo da sua estrela-mãe que a sua órbita  demora somente 4,2 horas, ou seja, esse é o ano do astro. Ele está 40 vezes mais próximo da sua estrela que Mercúrio está do Sol.
A sua temperatura à superfície é de cerca 2315ºC . Esta é uma temperatura que permite que a rocha derreta…
A sua superfície no lado virado para a estrela pois este tipo de planetas devem ter sempre a mesma face virada para a estrela, devido a imensa gravidade, teria rocha derretida, formadas pelas intensas marés gravitacionais.

Parece existir uma fina camada de atmosfera no planeta. Quase ausente no lado exposto a estrela mãe e condensada no lado escuro do planeta.

No lado diurno, temos a rocha quente a derreter, com o vapor se forma uma tênue atmosfera sempre fugindo do obre em direção a sua estrela mãe.
Devido aos movimentos atmosféricos, parte deste vapor irá em direção ao lado escuro é muito mais frio. O vapor atmosférico de rocha derretida quando chega a esse lado mais frio, se condensa em algo parecido com neve formada por rocha magmática.

kepler 70b 
Era anteriormente denominado KOI-55., é um planeta descoberto orbitando uma estrela sub anã  chamada Kepler-70. Orbita a sua hospedeira juntamente com outro planeta, Kepler-70c, ambos os quais estão muito próximo da sua estrela mãe. Kepler-70b completa uma órbita em torno da sua estrela em apenas 5,76 horas, apenas antecedido por KOI-1843b e PSR 1719-14 b com um período de 2,2 horas. A sua densidade é de 5500 kg/m3, não muito diferente da Terra, mas ao que tudo indica num a esfera próxima ao tamanho de Marte.

Kepler-10b
Fora o primeiro planeta rochoso descoberto, dendo um diâmetro estimado 1.4 vezes maior do que a Terra e uma massa estimada em 2.29 vezes a da Terra.
A ampla gama de incerteza na massa e, densidade se deve à dificuldade na obtenção de medições de velocidade radial, suficientemente precisas para  um objeto tão pequeno. A densidade de Kepler-10b é substancialmente mais elevado do que a da Terra, e é comparável a do ferro.

Sistema Kepler 10
No caso de ser menos denso que a estimativa da densidade, Kepler-10b ainda seria mais denso que a Terra. Ele orbita a sua estrela, a Kepler-10, em menos de um dia, estando pelo menos a um vigésimo da distância de Mercúrio do Sol. Sua temperatura de superfície do lado dia da estrela é de cerca de 1.833 K° que é tão quente que poderia derreter ferro.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

TOMO 0 ETERNO

Multiverso



Iniciaremos este assunto de uma forma suscetível a erros, por ser o ideal de origem que permeia aquilo que acredito que seja o cosmos.

Seria tudo o que existia, existe e existira. a criação constante eterna de tudo, um mar sem fim de energia movido pela gravidade repulsiva.

Sabemos que a energia e uma força que nos envolve e que dispomos dela para viver, sua natureza ainda é incerta, mas sabemos que existe pela sua interação em nosso dia a dia e o X da questão e o mais importante... toda a matéria se origina desta.

O Big Bang basicamente não e mais uma teoria, todos os fatores matemáticos qu previram o fenômeno até a atualidade foram durante décadas paulatinamente comprovados.
Desde a expansão cósmica, o afastamento das galáxias, radiação de fundo entre outros. Mas o que havia antes da hecatombe nem suposição tinham, ate como físicos de mente mais eclética teorizaram sobre o assunto.




Gravidade repulsiva

 
Força gravitacional tradicional.

 O multiverso seria um mar de energia repleto de bolhas que seriam universos distintos. para se ter uma vaga ideia do que seria este mar de energia, desde a década de 1960 conhecemos a radiação de fundo. pois bem este mar que nos atinge de todas as direções a temperaturas superiores ao zero absoluto foi fruto do Big Bang. A impressão digital da criação do nosso Universo. Se retirássemos o sol, e a luz das estrelas, e pudéssemos "ver" com nossos próprios olhos o espaço, veríamos um céu com um brilho avermelhado em qualquer local que olhássemos. Não seria a escuridão que nos depararíamos, mas sim com esta radiação que nos permeia. O oceano em eterno movimento de energia seria algo parecido mas infinitamente mais ativo. gerando um sem numero de esferas como num queijo suíço!!

O cosmo seria uma infinita nuvem de energia em eterna expansão, Um exemplo disso teria sido em menor escala a expansão do nosso universo apos o Big Bang de uma molécula para algo semelhante a via láctea em bilionésimo de segundo.
Muitos perguntam, mas isso não quebraria as regras da impossibilidade de algo ir mais velozmente que a luz?

Em resposta diríamos sim a lei física neste aspecto e imutável, pois a luz e inalcançável em velocidade no espaço... mas  NO ESPAÇO. Agora estamos falando no que criou o espaço. Tudo o que esta fora daquilo que chamamos de espaço não esta sujeita às regras deste, então este crescimento não inviabilizaria a teoria da inflação cósmica.


A constante cosmológica.

 
Acesso a outro Universo

É uma densidade de energia inerente ao espaço, que dentro da teoria geral da relatividade de Einstein cria uma gravidade repulsiva. Conforme o espaço se expande mais e mais, torna a sua repulsa mais forte em relação à gravidade. Partículas físicas até parecem fornecer uma origem para ela, em partículas virtuais que aparecem e desaparecem no vácuo quântico incerto.

O cosmos estaria sempre em expansão e ao se expandir geraria algo semelhante a descargas elétricas. Do ponto onde partiram estas descargas de energia se cria um ponto de matéria que no primeiro segundo mantem a expansão inflacionaria alucinante do mar de energia  mas que paulatinamente vai arrefecendo e diminuindo seu processo de expansão.

O Universo organizado para a vida.

Nosso universo se organizou de uma forma que tudo nele ao menos na nossa região do cosmos possibilita a formação da vida, um dos fatores preponderantes e o do valor de atuação da energia escura.

Energia escura

Energia escura esta por traz da expansão do universo e que a sua expansão não está desacelerando, mas, ao contrário, está se acelerando. E uma forma de  energia que preenche uniformemente todo o Universo, tem uma pressão negativa, que atua como uma força gravitacional repulsiva.

Esta energia tenha uma ordem de grandeza que é escrito com um zero e vírgula seguido por 122 zeros antes de o número um. No entanto, este valor extremamente pequeno, embora menor do que o esperado pelas equações, explica por que a matéria existe no nosso  Universo da forma como a observamos. Se só retira 03 ou 04 zeros, o que é muito pouco, a aceleração seria tão rápido que a matéria não poderia organizar-se para formar  estrelas e galáxias. No mesmo principio se nos acrescentássemos  mais 02 zeros  que o universo não poderia formar átomos complexos e viveríamos num mar de hidrogênio e Hélio com estrelas gigantescas destes elementos somente.

 Neste conceito cada valor da energia escura para mais ou para menos representa um universo diferente. Como a formação dos diferentes universos e constante e eterna, obviamente em dado momento teríamos as mesmas condições que observamos em nosso cosmos em outras esferas estelares. Mesmo com um numero tão elevado de variações da energia escura sua forma de se apresentar tem limites se comparadas com as eternas Gêneses Universais.

A energia escura é uma constante no tempo e no espaço, mas não sabemos o que é de fato, e entender a verdadeira natureza dessa energia talvez seja o maior desafio da Física hoje. A melhor explicação atual para a inesperada aceleração do Universo é por força da energia escura, uma forma de energia cuja densidade é praticamente ou talvez exatamente a mesma em toda a parte e sempre. Sua persistência proporcionaria uma força repulsiva constante ao Universo, acelerando assim a sua expansão.

Energia do vácuo

Um mar de energia.


A explicação mais aceita sobre a natureza da energia escura é a de que ela seria a energia do vácuo, uma energia perfeitamente uniforme presente nos espaços vazios em qualquer lugar do Universo. A autoria dessas ideias remonta a Einstein, que introduziu a “constante cosmológica” na sua Teoria da Relatividade Geral em 1917. Na época, os astrônomos pensaram que o Universo não estava nem em expansão nem em desaceleração, e ele então utilizou a constante cosmológica para compensar a atração gravitacional da matéria. Quando Edwin Hubble descobriu a expansão cósmica em 1929, Einstein percebeu que a constante cosmológica não era necessária e descartou o conceito, que viria depois a chamar (segundo o físico George Gamow) de “o seu mais crasso erro científico”.

Não seria um gás, um fluido ou qualquer outro tipo de substância; está mais para uma propriedade do espaço-tempo em si. É simplesmente a quantidade mínima de energia presente em qualquer região do espaço, a energia que permanece quando removemos todo o tipo de “tralha” daquela região. Na relatividade geral, essa quantidade pode ser positiva ou negativa, sem qualquer razão especial para ser zero.

O mundo microscópico obedece as leis da mecânica quântica. Os campos de energia, portanto, flutuarão mesmo no espaço vazio, uma vez que não podemos determinar que o espaço vazio possua zero de energia. Nessas “flutuações do vácuo”, partículas virtuais aparecem e desaparecem em frações de segundo. Tais partículas contribuem para a energia do vácuo, mas não é a sua única causa. Flutuações semelhantes só que em escalas fora da concepção humana seriam a que originaram no Multiverso os universos.

Uma suposição é a de que a energia escura observada não é a energia do vácuo, mas alguma outra forma sutil que evolui lentamente.

Vários candidatos foram apresentados, mas nenhum parece ser completamente natural. Um dos favoritos é a quintessência, um campo invisível (similar aos campos eletromagnético e gravitacional) que muda lentamente à medida que o Universo se expande. Imagino que quando Universo tinha apenas frações de segundo de existência, talvez um tipo de campo similar à quintessência o tenha inflado, só que com muito mais energia. A energia que desencadeou a expansão acabou por tornar-se matéria e radiação, também em frações de segundo após o Big Bang.

Uma dos principais objetivos da cosmologia contemporânea é determinar se a energia escura é dinâmica como a quintessência ou algo estritamente constante como a energia do vácuo, bem como algo impossível em termos atuais de se verificar como se,  a energia escura poderia assumir a forma de ondas de rádio trilhões de vezes maiores do que o universo observável.

A Teoria das Cordas


Foi formuladas décadas  atrás com a promessa de resolver problemas complicados da física fundamental, como a incompatibilidade notória entre o espaço-tempo perfeito de Einstein e os pedaços quantificados de material que compõe tudo nesse mesmo espaço-tempo.


Infográfico sobre á Teoria do que seria a primeira forma de matéria depois de deixar de ser energia.

A teoria era simples demais para não ser verdade: bastava substituir partículas infinitamente pequenas com pequenos (mas finitos) pedaços de corda vibrantes. As vibrações produziriam harmonia ente todos os ingredientes necessários para preparar o mundo cognoscível.

Evitar o infinitamente pequeno significava evitar uma variedade de catástrofes. Por um lado, a incerteza quântica não poderia rasgar o espaço-tempo em pedaços, por outro, era uma teoria funcional da gravidade quântica.

cordas formando uma partícula subatômica.

De acordo com a teoria das cordas, os quarks são formados por pequenos filamentos de energia semelhantes a pequenas cordas vibrantes, daí o nome dado à teoria. Essas cordas vibrariam em diferentes padrões, com frequências distintas, produzindo as diferentes partículas que compõem o nosso mundo.

Para facilitar a compreensão, podemos fazer uma analogia entre essas cordas e as cordas de um violão pois da mesma forma que as diferentes vibrações das cordas de violão produzem sons diferentes, as vibrações desses pequenos filamentos de energia produzem partículas diferentes.

Ao afirmar que tudo que forma o universo é constituído de uma única forma, a teoria das cordas consegue unificar todas as teorias da Física. Já que todas as partículas que formam a matéria são formadas por apenas uma entidade, todas elas podem ser explicadas por apenas uma teoria. É por isso que a teoria das cordas também pode ser chamada de teoria de todas as coisas.

Até agora quase todas as partículas que falamos são chamadas partículas puntiformes. Quarks e fótons existem como um ponto, um minúsculo ponto, com dimensões zero. A teoria das cordas sugere que estas partículas elementares não são pontos, mas cordas, ou fios com uma dimensão. A teoria das cordas substituiriam as dos préons, que falaremos mais adiante, como os blocos construtores dos quarks, e em um nível maior tudo permaneceria igual. 

E na teoria das cordas, uma corda pode se tornar qualquer coisa dependendo de sua forma. Se for uma linha aberta, se torna um fóton. Se as pontas se conectam formando um laço, a corda se torna um gráviton, assim da mesma forma que um pedaço de madeira pode se tornar uma casa ou uma flauta. 

 

Existem, na física, muitas teorias das cordas e cada uma delas prediz um número diferente de dimensões. A teoria mais aceita declara existirem onze dimensões, mas a teoria atual das supercordas pede vinte e seis. Nestas outras dimensões, a gravidade tem uma força igual ou maior que as outras forças fundamentais, o que explicaria porque ela é tão fraca em nossas três dimensões espaciais.

Mas nem tudo se refere a boas notícias, pois a principal consequência da teoria das cordas portanto está na sua demonstração prática.

Isso quer dizer que fica muito difícil se verificar existência de sete dimensões espaciais que não conseguimos perceber e que vão além da altura, comprimento e largura. Isso representa uma nova visão do universo bem diferente do que já conhecemos, mas outro fator de comprovação é que estas dimensões extras estariam a nível subatômico.

Apesar de todos os avanços já apresentados, a teoria das cordas é, ainda, apenas uma ideia e não pode ser demonstrada experimentalmente. Espera-se que, com o avanço das pesquisas em torno dos aceleradores de partículas, seja possível comprová-la nos próximos anos.

Mesmo sem a experimentação prática, por um tempo, muitos físicos acreditavam que a Teoria das Cordas ainda seria a única de combinar a mecânica quântica e a gravidade. Em seguida, os físicos começaram a perceber que o sonho de uma teoria singular parecia uma ilusão. As complexidades da hipótese, todas as suas permutações possíveis, recusavam-se a se reduzir a um único momento que descrevesse o nosso mundo.

O Ressurgimento


 Conforme amadurecia, a Teoria das Cordas ficou difícil de manusear, mas muito influente. Seus tentáculos atingiram tão profundamente tantas áreas da física teórica que ela tornou-se quase irreconhecível.

A matemática que saiu da teoria foi colocada em uso em diversos campos, como a cosmologia e física da matéria condensada, o estudo de materiais e suas propriedades.


Matemática
O campo que mais ganhou mais a partir da Teoria das Cordas foi a matemática. O que pareciam ser antes problemas intratáveis foi resolvido ao imaginar como a questão pode parecer uma corda.

Por exemplo, quantas esferas cabem dentro de um coletor de Calabi-Yau (a forma dobrada complexa esperada para descrever como o espaço-tempo é compactado) Os matemáticos não sabiam.

Usando a intuição física oferecida pela Teoria das Cordas, porém, os físicos produziram uma poderosa fórmula para obter a resposta a essa questão, e muito mais.

Após os teóricos encontrarem uma resposta, os matemáticos a provaram em seus próprios termos. A solução era correta e até gerou prêmios.

Cosmologia e a teoria do  multiverso


A teoria das cordas também fez contribuições essenciais para a cosmologia. O papel que tem desempenhado na reflexão sobre mecanismos por trás da expansão inflacionária do universo é surpreendentemente forte.

Modelos inflacionários se emaranharam na Teoria das Cordas de várias maneiras, não menos do que o multiverso.

 O nosso universo seria um de uma série infinita de universos, criado pelo mesmo mecanismo que gerou o nosso próprio. O efeito de seleção seria uma explicação muito natural de por que o nosso mundo é do jeito que é. Isto levava os teóricos a uma gigantesca incerteza, pois tudo se encaixava perfeitamente nem a mais nem a menos para a constituição de nosso cosmo.

Com base no multiverso,  em um universo um pouco diferente, não estaríamos aqui para contar a história.

Pela teoria das cordas seria  possível uma gama astronômica de combinações que gerariam universos nem em sonhos possíveis a mente humana. As combinações de frequência que as cordas de matéria poderiam vibrar e formar partículas subatômicas especifica e singulares seria algo como o numero 1 elevado a 500. Mesmo assim num cenário de um multiverso eterno chegaria um momento que as combinações iriam tender para o nosso “perfeitinho” universo e repeti-lo  com poucas alterações ou exatamente igual, com pessoas como eu e vocês neste exato momento. Num eterno movimento de criação universal acabaríamos por ter universos paralelos.

A teoria dos universos paralelos não é apenas matemática. No mínimo, é a versão madura da Teoria das Cordas (com suas ferramentas matemáticas que permitem que os pesquisadores olhem para os problemas de novas maneiras ) que tem proporcionado poderosos métodos para ver como descrições aparentemente incompatíveis da natureza podem ser ambas verdadeiras.

A descoberta de descrições duplas do mesmo fenômeno resume isso. Um século e meio atrás, James Clerk Maxwell viu que a eletricidade e o magnetismo eram dois lados da mesma moeda. A teoria quântica revelou a conexão entre partículas e ondas.

Agora, os físicos têm cordas. Se é muito difícil ir de A para B utilizando a teoria quântica de campos, é só tratar o problema com a Teoria das Cordas, e temos um caminho novo.

Na cosmologia, a Teoria das Cordas anexa  modelos físicos de uma forma que é mais fácil pensar sobre eles. Pode demorar séculos para unir todos esses fios soltos e tecer um quadro coerente.

Talvez simplesmente ainda não seja possível captar o universo de uma forma facilmente definida, autossuficiente. Einstein também tentou e não conseguiu encontrar uma teoria de tudo, e isso não diminui em nada a sua genialidade.

 Cada vez mais cientistas encontram evidências teóricas de múltiplos universos. Especialistas encontraram uma anomalia chamada  de “cold-spot” (mancha-fria), a qual se estende por bilhões de anos-luz, e eles acreditam que poderia ser a causa de uma colisão com outro Universo.

A mancha fria foi descoberta na já comentada radiação cósmica de microondas de fundo (CMB).

Nas últimas duas décadas, esta radiação ‘antiga’ tem sido extensivamente pesquisada pelos pesquisadores no mundo todo. A CMB possui um espectro de corpo negro à temperatura de 2,72548±0.00057 K° e, como apontado pela Sociedade Astronômica Real (Reino Unido), ela tem algumas anomalias em sua extensão e uma delas é a Mancha Fria.


Cold-spot


A característica da anômala está em ser aproximadamente 0,00015 mais fria do que seu redor, e que anteriormente pensava-se ter sido causada por um quase vazio de matéria no espaço.

Cientistas da  Royal Astronomical Society (RAS), dizem que a mancha fria pode ser evidência de outro universo interagindo com o nosso. Durante anos, os cientistas estiveram confusos com esta estranha anomalia no espaço, e que não era pequena, com cerca de 1.8 mil milhões de anos-luz de diâmetro, e astronômico o isolamento da região em questão.

Teoricamente este espaço poderia ser mais frio simplesmente porque tinha menos matéria do que a maioria das regiões do espaço. A região era chamada de enorme super-vazio, com menos de 10.000 galáxias.

Os astrônomos da RAS acreditam que as galáxias neste Ponto Frio estão agrupadas à volta de pequenos vazios, que povoam o ponto frio como bolhas de sabão. Mas estes pequenos vazios, no entanto, não podem explicar a diferença de temperatura observada.
Embora o estudo da RAS tenha uma grande margem de erro, as simulações sugerem que há apenas uma probabilidade de 2% de este “Ponto Frio” se ter formado aleatoriamente.


Este Ponto Frio no Universo pode ser a primeira evidência de que vivemos num multiverso

É claro que não podemos excluir completamente que esta região do nosso universo  tenha sido causado por uma flutuação basicamente improvável, explicada pelo modelo padrão.

A mais emocionante das possíveis explicações é que “o ponto frio poderia ter sido causado por uma colisão entre nosso universo e um outro universo. Ou até o ponto de colisão que originou nosso cosmos. O Ponto Frio pode vir a ser a primeira evidência de um multiverso, mas ainda necessitamos de muito mais provas até podermos sair das suposições teóricas e confirmar que o nosso universo é na realidade um de entre muitos, mas já é um começo bem promissor.

E o aspecto mais curioso é que, se vivemos de facto num multiverso, então em alguns dos outros Universos os cientistas já conseguiram evidências derradeiras desta teoria – e sabem que não estão sozinhos.

Passeios entre Universos

 

Um teórico buraco de minhoca

Devaneios a parte, teoricamente poderíamos sermos catapultados para outros universos via buracos de minhoca, mas ainda é uma teoria que só jornada nas estrelas poderia nos proporcionar.

Com nossa tecnologia atual mal conseguiríamos ir a marte, e literalmente com as calcas na mão, imagina outro universo.
Seria possível...matematicamente sim…. E se não nos exterminarmos antes talvez a saída para a eternidade da raça humana seja ir para um universo mais novo com as mesmas características que o nosso.
Hawking já está teorizando sobre os buracos negros velozes em rotação, e ao que tudo indica quanto mais rápidos estes astros girarem mais chances de nosso esmagamento quântico ser tão rápido que não teria danos ao sermos lançados a outra saída.
Fora isso não podemos nos esquecer que a possibilidade de sermos incompatíveis com a física de partículas do outro universo e também astronômica. Mas com tecnologia de migrar para outros cosmos, isso seria ainda o menor de nossos problemas.

Com o advento de novas tecnologias parece que finalmente estamos adentrando no conhecimento do multiverso.


As Evidências 

Foi descoberto na primeira decada do século XXI uma área misteriosa pode ser a prova que precisávamos para a existência de universos paralelos.

Uma área como um ponto de encontro com 13 bilhões de anos luz de comprimento por 1,8 bilhão de anos-luz de diâmetro com uma temperatura diferente de todo o restante de nosso cosmos. Com 0,0001 grau de temperatura média, mais fria que seu entorno resultado de analises feitas na Universidade de Durham, no Reino Unido. Esse ponto frio pode ter sido causado por uma colisão entre o nosso universo e um universo de bolhas.

Por conta dessas propriedades, que são consideradas “insondáveis” pelos astrônomos, esta pode ser a primeira pista da existência de um universo paralelo.

Fora levantada outra hipótese: a de que houve uma flutuação improvável da física de partículas, algo que os pesquisadores não tiveram como comprovar. Se esta teoria fosse comprovada, como não foi o caso, isso significaria que o universo pode se comportar de maneiras diferentes em certos pontos. 

Um grande passo já foi dado mas só o futuro dirá se nossa família cósmica e apenas astronômica ou infinita!!!


DEUS PAI


A imagem aqui representada de Deus, na única forma que nossa mente pode assimilar, mesmo de forma abstrata e carregada do fator antropocêntrico que nos permeia.


Essa ultima parte do artigo sobre multiverso, ao meu ver é a mais polêmica. O que vou discutir aqui pode ofender 
os mais radicais em termos religiosos, mas é apenas uma teoria, fruto da minha imaginação muito fértil e ao mesmo tempo muuuito limitada.

Imaginemos este contexto... se o cosmo é um mar ou sopa de espuma borbulhante de energia repulsiva, que a cada ondulação deste surge uma bolha nova, numa infinita sucessão de bolhas. Estas bolhas nascem, se expandem e por final se esfriam, mas isso é irrelevante, a energia que causa a expansão do cosmos a mantem com a mesma densidade na expansão rumo ao infinito. Este seria um resumo do Multiverso descrito acima, agora vem o ponto... em infindáveis origens pretéritas, teria se originado a energia consciente a qual chamamos de Deus, devido á numero astronomicamente gigante de trilhões e trilhões de possibilidades de universos e energias, seria...teoricamente falando... viável que esta entidade, não criada conseguisse de alguma forma em eras inomináveis ter evoluído para um criador de seres vivos.
Primeiramente em seu universo, depois em outros, e por fim incitando novas gêneses conforme sua vontade e senciência.

Seria Eterno, parte do cosmos mas fora dele em essência, teve um principio, mas não um criador, foi e sera onipotente, tudo o que existe seria fruto de sua vontade.
O grande Arquiteto, um mar de energia, a força do universo, o grande Espírito, Deus Pai, o Grande Eu Sou entre outros Adjetivos para o Criador!!!!


O Cosmos seria a mente suprema de tudo e de todos 


Devaneios a parte, seria uma boa explicação para tudo que vemos, sua origem. Parece pretensioso...sim mas impossível? Algo sempre me diz que eu estar vivo é impossível...tudo a nossa volta é impossível...mas existe...segue regras e não as viola.
A teorias que o Cosmos teria uma forma senciente o qual chamamos de  Deus. 
Como algumas sociedades Panteístas pregam, alegando que a visão humana antropocêntrica 
de Deus atrapalha nossa real entendimento de quem Ele realmente É!!!





terça-feira, 23 de maio de 2017

TOMO XXVI-3 - PLANETAS EXÓTICOS - BINÁRIOS

Planeta duplo
 
Como o baricentro do sistema Terra-Lua encontra-se abaixo da superfície da Terra, estes dois corpos são informalmente referidos como um sistema planeta-satélite
São um sistema de dois planetas de massa comparável orbitando um em redor de outro. O termo "planeta duplo" é informalmente utilizado para descrever um planeta que tem um satélite considerado grande o suficiente para ser um planeta por direito próprio, caso se encontrasse isolado em uma orbita estelar própria. 
É uma comum definição também dos objetos que orbitam o centro gravidade de que está acima de suas superfícies.
 Apesar da Lua ser bem menor que a Terra; em comparação com os demais planetas do sistema solar; o satélite natural da terra é bem volumoso. 
Quimicamente e geologicamente ambos os objetos são bem semelhantes, e possivelmente compartilhem a composição estrutural interna. 
Este aspecto difere enormemente dos demais obres solares, pois estruturalmente são totalmente heterogênios os demais sistemas Planeta-satélite solares.
O termo formal é sistema binário para este bale de iguais. Similarmente, existem também, asteroides duplos tais como 90 Antíope, e sistemas de objetos duplos do Cinturão de Kuipper tais como (79360) 1997 CS29 e 1998 WW31. 
Até o ano de 2009, não existiam oficialmente o termo planeta-duplo.
 Plutão e Caronte são um caso bem peculiar de sistema planetário binário, são dos maiores objetos transnetunianos, Se plutão não tivesse sido rebaixado a planeta anão, com certeza seria o melhor candidato para um SPD(sistema planetário duplo).

 
 Plutão e seu parceiro estelar