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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

TOMO LIII - UM PLANETA MUTÁVEL -PARTE 4


O Ciclo das Rochas

Os Resíduos

A rocha erodida e facilmente levada da superfície da terra para o fundo dos oceanos.Os detritos minerais mais comuns são o quartzo e o feldspato, o primeiro claro ou transparente e o segundo escuro, mas no geral todos os minerais são observados entre os resíduos.





Os resíduos são compostas por sedimentos carregados pela água e pelo vento, acumulados em áreas baixas de planície ou litorâneas. Estas áreas correspondem a 80%  dos continentes e é nelas que foi encontrada a maior parte do material fóssil.
A sedimentação se caracteriza:
-Pela deposição das partículas originadas pela erosão de outras rochas - rochas sedimentares de origem por detritos e clásticas;
-Pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares de origem química;
-Pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogênicas.


Tipos de Solos


Os primeiros solos são rochas sedimentares não consolidadas, seus detritos não estão ligados entre si, como no caso acima de diversos tipos de solo.

Solos de montanhas

São aqueles que o solo é jovem.

Solo lixiviado

São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre (pobre de potássio, e nitrogênio).

Solo árido


São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo.




                                                          

Solos arenosos

São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, de tamanho entre 2mm e 0,05mm, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Os solos arenosos têm boa aeração e capacidade de infiltração de água. Certas plantas e microrganismos podem viver com mais dificuldades, devido à pouca capacidade de retenção de água.

 Solos Siltosos

São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002mm, geralmente são muito erosivos. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves. São geralmente finos.

Solo Latossolo

Geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela a vermelha escura. São solos zonais típicos de regiões de clima tropical úmido e semiúmido, como Brasil e a África central. Sua coloração pode ser vermelha, alaranjada ou amarelada. Isso evidencia concentração de óxidos de Fe e Al em tais solos. São profundos, bastante porosos e bem intemperados.

Solos argilosos

São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração argila, de tamanho menor que 0,002mm (tamanho máximo de um coloide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó-de-café e isso lhes dá certas características similares ao arenoso.


ROCHAS SEDMENTARES (Solos Consolidados)

As rochas sedimentares ou Consolidadas possuem os detritos ligados por um cimento, como é o caso do xisto ou das brechas;

xisto
Brecha
A Rocha sedimentada dos continentes e ilhas acaba sendo compactada em camadas no fundo dos oceanos.

Montanhas de rochas sedmentares escavadas pelo rio colorado do grand Quenion, EUA.






ROCHAS METAMÓRFICAS

Em geologia, chamam-se rochas metamórficas àquelas que são formadas por transformações físicas e/ou químicas sofridas por outras rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra, num processo denominado metamorfismo.






As rochas metamórficas são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química ou física, e também ambas, da rocha inicial.



A Gnaisse

É uma rocha metamórfica de grande abrangência e duração nos continentes. Possui uma granulometria média a grosseira, muito semelhante ao granito original. Sendo composta predominantemente de feldspato, quartzo e mica biotita, orientados segundo direções preferenciais e formados em ambiente de pressões e temperaturas elevadas. Caracterizada pela segregação de seus minerais escuros dos claros (quartzo e feldspato) dando origem a um bandeamento metamórfico. Os minerais escuros são ferro magnesianos. A Granada e magnetita são sempre comuns como minerais acessórios.
Com o intenso tectonismo primordial do planeta e na era atual, pela ação geológica as rochas acabam saindo do âmago terrestre e sendo expostas a nova erosão. Algumas das rochas mais antigas do mundo são gnaisses. Um exemplo de formação rochosa em gnaisse é o Pão de Açúcar, é a rocha mais abundante no Estado do Rio de Janeiro, tendo sido formadas em sua grande maioria há cerca de 600 milhões de anos atrás, no processo de colisão de placas tectônicas do desmembramento do supercontinente Rodínia.




quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

TOMO LIII - UM PLANETA MUTÁVEL -PARTE 3


EROSÃO EÓLICA
Erosão eólica é um tipo de erosão pelo vento com a retirada superficial de fragmentos mais finos. Este processo só se intensificou com o aumento das terras emersas e do surgimento dos primeiros continentes.

Na terra assim que emergiu a primeira massa de terra exposta a atmosfera se iniciou a erosão eólica. Os ventos primordiais quase não tinham obstáculos orogênicos para frená-los e portanto tinham sua intensidade potencializada drasticamente. Com o erguimento dos continentes o processo de erosão faria com que surgissem  os primeiros desertos de dunas e a ação dos ventos auxiliaria a mudar a face de nosso planeta.

A diminuição da velocidade do vento ou deflação ocorre freqüentemente com o contato com a superfície. Em regiões de campos de dunas a deflação ocorre com a retirada preferencial de material superficial mais fino (areia, silte), permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície erodida.

Pode ocorrer forte erosão associada à deflação, esculpindo nas rochas formas reniformes e outras feições típicas de regiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.

Em locais de forte e constante deflação podem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos rasos (playa), secos na maior parte do tempo; lama endurecida ou camadas de sal atapetam muitas vezes essas playas.

 O LOESS


O loess significa solo solto, sendo constituído de espessos pacotes de sedimentos finos (fração argila e silte) transportados em suspensão pelo vento a grandes distâncias. Em geral as áreas fontes destas partículas são depósitos não consolidados de sedimento glaciais pouco alterados quimicamente, o que permite sua mineralogia diversificada: quartzo, feldspato, anfibólio, mica, argila e alguns carbonatos. 

Os grãos são pouco polidos e angulosos, facilitando um grande acúmulo de material com declives íngremes. No entanto é um material muito friável e muito susceptível à erosão, mesmo não sendo perturbado pela ação do homem. 

Solos formados sobre loess são bem drenados, e em função de sua composição mineralógica diversificada, são muito férteis, apesar de serem facilmente erodidas. Perdas anuais de até 25 toneladas por hectare têm sido reportadas, mesmo em áreas bem manejadas, podendo chegar a 100 toneladas anuais por hectare se não forem tomados os cuidados de preservação necessários. 








Na China, ao longo do Rio Amarelo, depósitos de loess tem sido cultivados por milhares de anos, mantendo uma alta fertilidade, em função de boas práticas agrícolas. Devido à sua capacidade de poderem ser facilmente esculpidos, mantendo paredes íngremes, os depósitos de loess da China são escavados pelos camponeses locais, fornecendo originais e típicas cavernas-residências. 



Na Europa, grandes pacotes de loess são encontrados na Hungria, na Bulgária, Bélgica e Alemanha, formando altas falésias. Na foto acima vemos uma falésia formada de material proveniente da Ásia.








Nos Estados Unidos loess é encontrado em Iowa, Nebraska e Mississipi. 










TORNADOS E FURACÕES

Na natureza existem diferentes fenômenos resultantes das ações dos ventos, das variações da temperatura, da umidade, do clima e de muitos outros fatores. Alguns desses fenômenos são muito temidos pela sua agressividade e pelos impactos por eles gerados. Os principais deles são os furacões, os tornados e os ciclones.

Eles caracterizam-se por serem ventos muito fortes, com velocidades que podem ultrapassar 120 km/h, com um diâmetro que pode variar entre 200 km e 400 km. Por outro lado, os tornados são mais intensos e destrutivos que os furacões, porém apresentam tamanhos e duração menores.

Furações e Tufões

São a forma mais destrutiva, em curto período, da ação eólica na superfície da Terra.  


Em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Furacão e o Tufão são o mesmo fenômeno, porém em localizações distintas. Quando ocorre na porção leste do Oceano Pacífico ou no Oceano Atlântico, é chamado de Furacão, quando ocorre na porção oeste do Pacífico, é chamado de Tufão. Eles caracterizam-se por serem ventos muito fortes, com velocidades que podem ultrapassar 120 km/h, com um diâmetro que pode variar entre 200 km e 400 km.
São a forma mais destrutiva, em curto período, da ação eólica na superfície da Terra. 

Fruto da ação erosiva do vento. Deflação

Tornados
Destruição por tornardos

Os tornados são mais intensos e destrutivos que os furacões, porém apresentam tamanho e duração menores. O seu diâmetro não ultrapassa 2 km e a sua duração é, em média, de 15 minutos, enquanto os furacões podem durar por vários e vários dias. Apesar disso, as velocidades dos tornados são bem maiores, podendo ultrapassar 500 km/h, o que eleva o seu poder de destruição. Os tornados só podem ser considerados como tal se tocarem o solo, caso contrário, são chamados apenas de “funis”.

Um tornado pode ser percebido inteiramente a olho nu, enquanto os furacões são grandes demais para isso. O primeiro forma-se geralmente em terra e o segundo, nos oceanos. Quando os tornados se formam na água, eles passam a ser chamados de tromba d’água.

Por fim, é importante lembrar que tornados, furacões e tufões são apenas alguns dos tipos de ciclones. Na verdade, essas denominações são subtipos dos ciclones tropicais, isto é, aqueles ciclones que ocorrem ao sul do Trópico de Câncer e ao norte do Trópico de Capricórnio, existindo também os ciclones extratropicais.

Erosão marinha em zona de furacões é bem mais acentuada do que em áreas de tempestades esparsas. O grau de aplanamento da superfície e bem mais acentuado onde ocorrem sazonalmente os ciclones.


terça-feira, 26 de novembro de 2019

TOMO LIII - UM PLANETA MUTÁVEL -PARTE 2


FORMAÇÃO DOS SEDMENTOS
-Ciclo das Águas

Lava vulcânica expelindo toneladas de vapor d’água entre outros gases.



  
“E O ESPIRITO DE DEUS PAIRAVA SOBRE AS AGUAS”




A mais ou menos 3,5 bilhões e anos, depois da solidificação frágil da crosta terrestre, esta se rompe e libera jatos de gases, seja pela pressão interna seja pela influencia da Lua com as marés internas. Toneladas de gases começam a formar nossa atmosfera primitiva. Uma chuva torrencial se iniciaria e duraria por milhões de anos num dilúvio global num processo de auto alimentação até o arrefecimento do planeta.

Boa parte da nossa massa liquida de agua veio das estrelas. Na época da solidificação da crosta, iniciou-se um intenso bombardeamento de cometas pelo sistema solar. Estes astros traziam dentro de si moléculas de água. O ataque cósmico duraria no mínimo 50 milhões de anos e após este período os oceanos nasceram em definitivo em nosso mundo.

Um grande volume de água que a Terra dispõe ficou retido em seu interior, numa profundidade de mais ou menos 1000 km da superfície, no manto esponjoso. Este volume de água é cerca de 02 terços maior que o volume de toda a capacidade pluvial da superfície do nosso planeta.

Mar Lindrebrock.

O mar Lindrebrock realmente existe não necessariamente igual ao do livro “viagem ao centro da Terra”, mas com um volume surpreendente de água.

Nossa superfície terminou por fim sendo coberta por uma camada de água que englobaria todo o planeta. Em um lugar e outro surgiria uma ilha esporadicamente, mas demoraria milhões de anos ainda para formar uma massa expressiva de terra emersa.




Origem das aguas.
A  Lua á 3,5 bilhões de anos atrás nesta ilustração, já havia sofrido os impactos deste período conturbado de chuvas de meteoritos, estes restos do início do sistema solar. Nosso satélite trás marcas que até hoje se perpetuam na  superfície como uma cicatriz por vezes muito profunda!

Neste período geológico a terra continua sendo constantemente bombardeada por meteoritos, algo perturbara a orbita, destes aerólitos que contém cristais de sais como o cloreto de sódio, e dentro deles vem de carona em seu interior pequena gotícula de água. Soma-se teoricamente cerca de 50 milhões de anos de bombardeio ininterrupto para que esta água acaba-se por formar pequenas possas de água inicialmente.


  

As pequenas poças acabaram por se juntar em lagos, os lagos em mares, os mares por fim em oceanos. Toneladas de gases como dióxido de carbono, metano, amônia e vapor d'água fariam que á atmosfera ficasse espessa, gerando uma pressão na superfície gigantesca. 

Em determinado momento começaria a cair chuvas torrenciais que por fim terminaram por preencher as reentrâncias mais fundas da sua superfície ao longo de milhões de anos consecutivos.

A terra se tornara uma bola esverdeada com um oceano global, açoitado por violentas tempestades frutos da proximidade da Lua.


Cenário da terra com seus lagos primitivos se iniciavam assim o enchimento.



  
Primeiros Tsunamis.

A terra após o primeiro dilúvio, o caminho para a vida estava preparado para a vida. A terra disfrutava de um oceano global. Nosso planeta era literalmente uma gota d’agua no sistema solar e pela ação da Lua, bem mais próxima que a atualidade as tempestades assolavam o planeta. Tremores de terra constantes, impacto de meteoritos e a ação do clima geravam enormes paredes de agua que circundavam o planeta antes do surgimento dos primeiros continentes.




MAREMOTOS ou TSUNAMES
Frutos dos fenômenos tectônicos, como deslocamento da crosta ou vulcanismo, os maremotos são um efeito secundário a um tremor de expressão de tão grande impacto quanto o seu agente causador.

As ondas aumentam de tamanho conforme se aproximam da plataforma continental, ou seja, o mar fica mais raso.




Erosão marinha
 A erosão marinha tem grande influencia no transporte de detritos para o fundo oceânico bem como na alteração da configuração dos litorais.

O vento se encontra com a superfície do mar provocando pequenas ondulações, continuamente as ondas terminam por se tornarem mais compridas e altas. Quando o vento para, o efeito é uma ondulação regular que continua mar afora.

As marés e os ventos em conjunto aceleram e muito a deterioração das zonas litorâneas por vezes adentrando continentes e escavando suas estruturas.

  

EROSÃO PLUVIAL


A chuva associada a caudalosos rios iniciavam a escavação das novas massas de terra emersas que ainda não mereceriam ser chamadas de continentes, Em milhares de anos levando bilhões de toneladas de detritos para as regiões costeiras.

 Estes detritos se acumulavam nos litorais e afundavam a zona costeira a cada ano. Ao passar de milhões de anos o acumulo de material sedimentar reduzia as massas emersas de peso e dimensão, o inverso se dava com os mares costeiros que começavam a ter um aplanamento e consequentemente uma redução da profundidade.

 O peso gerado pelos sedimentos afundava aquela região da crosta enquanto os continentes se elevavam.

Por fim estas regiões acabariam por iniciar o ciclo das rochas sedimentares formada pela compactação e pressão. Com as ações orogênicas estas novas rochas acabariam se tornando o cume das novas montanhas reiniciando o processo erosivo.




  
Erosão glacial


A erosão glacial ocorre quando, em épocas de temperatura muito fria, a água que no verão penetrou entre as rochas se congela, quebrando-as, devido ao aumento do volume.
Também é glacial a erosão provocada pelos blocos de gelo que, desprendidos das geleiras, deslizam pelas encostas atritando-se contra elas e desgastando-as. Esta ação vai acumulando montes de detritos no final de cada geleira bem como arrastando enormes pedras nos vales adentro, no momento de sua expansão, e expondo-os na retração.
Abrasão e atrito



As geleiras não são muito ativas nas primeiras formações continentais e nas cadeias montanhosas da geogênese, por isto tratarei de expor mais detalhes no final do período Hadeano na era da terra bola de neve.