Tradutor

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

TOMO LVI - ÉON PROTEROZOICO

Éon Proterozoico
O Proterozoico é dividido em três eras:
Paleoproterozóico (de 2,5 a 1,6 bilhões de anos), quando surgiram os primeiros seres eucariontes.
Mesoproterozoico (de 1,6 a 1,0 bilhão de anos). Era em que se formou o supercontinente Rodínia  bem como a reprodução animal sexuada.
Neoproterozoico (1,0 bilhão de anos a 542 milhões de anos). No final dessa era, termina o éon Proterozoico e a longa fase da história da Terra que se chamava até recentemente de Pré-Cambriano. Este nome compreende o conjunto dos três eóns mais antigos da história do nosso planeta, intervalo que abrange nada menos de 7/8 da história da Terra.
  O Proterozóico começou há 2,5 bilhões de anos e estendeu-se até 542 milhões de anos atrás. São dessa época rochas como as que formam o Grand Canyon, no Colorado (EUA). Fora uma fase de transição, em que o oxigênio se acumulou na litosfera, formando óxidos, principalmente de silício e ferro. Os mares estavam se oxidando, e seu excedente partiria para a atmosfera, começando um lento deposito que alteraria a cor dos mares do esverdeado para o nosso atual azul. As camadas de óxido de ferro formaram-se, sobretudo em torno de 2,5 a 2 milhões de anos.

Exemplos da terra primordial, temos hoje em dia extremófilos (do Lago Mono) onde fora descoberta espécie de bactéria que consegue crescer usando arsênio no lugar do fósforo.
A vida evolui com o incremento respiratório á base de oxigênio. A fermentação não fornece nem de perto a mesma energia que a queima de oxigênio proporciona aos novos seres unicelulares que evoluíram dos primitivos. Surgem os eucariontes e, a dois bilhões de anos atrás, vários outros tipos de algas começaram a aparecer, incluindo algas verdes e vermelhas. A produção do gás outrora venenoso se intensifica. O reino autotrófico se consolida como base da cadeia alimentar do planeta.
 Cerca de 900 milhões de anos atrás os continentes estavam reunidos novamente em uma única massa, chamada Rodínia. Este período ficou conhecido como Terra Bola de Neve, e com este quase se findou a vida da Terra. Rodínia acabou se fragmentando no final desse éon, originando os paleocontinentes Laurentia (América do Norte, Escócia, Irlanda do Norte, Groenlândia), Báltica (parte centro-norte da Europa), Sibéria unida ao Cazaquistão e Gowduana (América do Sul, África, Austrália, Antártida, Índia, Península Ibérica - sul da França).
Dos períodos desse éon, merece destaque o mais recente, o Ediacarano, pela importância dos fósseis encontrados em rochas de Ediacara, no sul da Austrália, a chamada Biota Ediacarana. Ali, animais multicelulares marinhos, depois descobertos também em outras regiões, viveram cerca de 700 milhões de anos atrás. Aparentemente, esses animais sofreram extinção em massa ainda nesta era. O Neoproterozóico era chamado, até recentemente, de Vendiano.



PRIMEIROS SUICÍDIOS

Células produtoras de oxigênio

Havia um problema, as células durante milhões de anos se alimentaram da sopa primitiva, dos elementos que os mares primitivos tinham dissolvidos em sua composição, mas estes nutrientes estavam acabando e os que viviam da fermentação ou de alimento para os primeiros predadores também. Os dejetos, gases (como o próprio oxigênio) e excrementos digestivos intoxicavam os primeiros seres vivos.

Como sempre a natureza acha uma forma de contornar um ecocídio, surgem então os seres autotróficos, tirando do meio seus elementos não utilizáveis por outros unicelulares e com a luz solar criando o próprio alimento. Estes novos unicelulares começaram a interagir com o meio, e o resultado do processo era expelido na forma de um gás oxidante que  que por incontáveis gerações não importunaria a vida no planeta.

Os microrganismos se diversificaram muito desde os primeiros que se alimentavam somente do caldo primitivo, aos que depois começavam a se alimentar de outros seres unicelulares e agora os que se auto alimentam. Mas para uma célula gerar energia foi preciso uma inovação evolutiva, em vez de gerar alimento em alguns casos, a absorção de outro individuo não se concretizava por diversos fatores como resistência da presa, incapacidade de absorção do predador, enfim, surgia uma espécie de simbiose entre os organismos unicelulares que beneficiava a ambos. 

Com o tempo a divisão de ambos passaria a ser conjunta, e que em alguns casos terminou por originar um único individuo com ambas ou parte das características dos antigos organismos.

Verificamos atualmente nas células vegetais com cloroplasto, como exemplo, este possui RNA próprio e estrutura interna característica de outro individuo mesmo que residual; também verificamos isto nas células animais com as mitocôndrias, sem as quais a célula moderna  não poderia dispor de toda a energia que necessita para criar no futuro colônias e dar inicio aos seres pluricelulares!

Estruturas formadas por estromatólitos fosseis

Através da fotossíntese a vida resolve em parte seus problemas de alimentação, altera também a cadeia alimentar tornando os seres autotróficos sua base. Graças a clorofila pode-se produzir glicose(a molécula que da a energia) por meio da água e bióxido de carbono utilizando a então abundante radiação solar ( CO² + H²O + ENERGIA = GLICOSE ).

Neste período os unicelulares capazes de realizar tal feito eram representados pelas cianobactérias representadas pelos estromatólitos que deixaram varias marcas na superfície terrestre de sua passagem e predominância durante milhões de anos.

Algas azuis ou Cianobactérias

Cianobactérias.

Cyanobacteria (do grego: cyano, azul + bacteria, bactéria) pertence ao Reino Monera, são popularmente denominado cianobactérias ou algas azuis, que inclui organismos aquáticos, unicelulares, coloniais ou filamentosos fotossintéticos. Possuem forma de cocos, bastonetes, filamentos ou pseudofilamentos, apresentando coloração azul em condições ótimas, mas são frequentemente encontradas apresentando coloração de verde oliva a verde-azulado.






Na terra primitiva algo estava acontecendo sob os oceanos, a lava quente anteriormente  subia a superfície e ali criava uma crosta basáltica que por vezes apontava para cima da crosta  e logo desaparecia devido a erosão e ao seu elevado peso; mas agora esta lava entrava em contato com a água do oceano primordial e se solidificava muito mais rápido e devido a este processo muito mais resistente que o basalto, surgiria o granito.

O granito além de mais resistente era também era mais leve e começou a apontar acima do nível do mar. Pela sua constituição sofria menos com a erosão e aos poucos foram se criando enormes ilhas basálticas acima do leito oceânico.

Ao redor dos pequenos continentes ficavam mares rasos claros  e quentes, um ambiente muito propício para as melhores condições de vida dos primeiros seres vivos autotróficos se desenvolverem usando esta energia. Os estromatólitos criaram verdadeiras ilhas, camada por camada com sua composição mineral ao longo de milhões de anos consecutivos se espalhando pelas regiões costeiras e liberando enormes quantidades de oxigênio na água oceânica.


Fosseis unicelulares


(E) Glococapsa colonia de quatro célula, (F) Glocodiniopsis de 1.55 milhões de anos


(G)Entophysales e (H)Eoentophysales Cianobactérias coloniais de 1.5 bilhões de anos.



PROBLEMA RESPIRATÓRIO

Os unicelulares autotróficos iniciaram um processo que mudaria a cara do nosso planeta, pois a atmosfera primitiva estava lentamente sendo consumida por estes seres mediante troca de gases via respiração primitiva, tanto que num prazo aproximado de 01 bilhão de anos a maior parte de dióxido de carbono, ficara preso pelo processo da fotossíntese nas rochas, bem como o metano ficaria congelado no fundo do leito oceânico já a milhões de anos, estes gases haviam dado lugar a um gás novo corrosivo e altamente nocivo o oxigênio que aumentava sua concentração de forma alarmante na atmosfera!

 Novamente boa parte dos os seres vivos do Proterozoico tinha de encontrar uma forma de lutar contra a autodestruição, só a inversão respiratória conseguiria eliminar o perigo representado pelo oxigênio e ao mesmo tempo abrir o caminho para seres mais desenvolvidos.

O oxigênio é um gás que proporciona para as células extrair muito mais energia dos alimentos do que o método da fotossíntese e muito mais eficiente que a fermentação. Agora em vez de usar a energia do sol para quebrar proteínas e gerar glicose expelindo o Oxigênio, os novos unicelulares usavam o oxigênio para quebrar a glicose e produzir energia para a célula, estava aberto o caminho para um novo salto na evolução o surgimento do reino animal.

A Oxidação dos mares e a atmosfera de oxigênio


No seu epílogo surgiriam as primeiras formas multicelulares vegetais e dos primeiros animais.

De início com a produção abundante de oxigênio a atmosfera não teve quantidade significativa do gás em questão pois como este elemento é altamente reagente primeiramente interagiu com os demais elementos da superfície terrestre.

A oxidação foi intensa, as principais jazidas de minério de ferro são oriundas deste período. Mas não só com ferro interagiu. A oxidação se deu com as rochas, com o cálcio, cobre entre outros elementos suscetíveis a interação química com o oxigênio puro. Milhões de anos se passariam antes que o gás começasse a se acumular na atmosfera, mas por fim o mundo de mares esverdeados de céu alaranjado deu espaço ao céu e oceanos azuis.

   
PRIMEIRA EXTINÇÃO EM MASSA

Resquícios do impacto de um asteroide na superfície da Terra.

A aproximadamente 2 bilhões de anos um asteroide caiu no sul do que hoje é o continente africano gerando a maior cratera que registrada na terra. O diâmetro da cratera ultrapassa os 150 quilômetros sendo maior até que a do evento K-T dos dinossauros. No seu centro, como se verifica em crateras semelhantes na Lua, se formou um conjunto de montanhas que hoje estão muito desgastadas pela ação do tempo e quase desmentem a sua origem.

Com o impacto milhões de toneladas de detritos devem ter sido arremessados para a atmosfera e ao caírem incinerando a superfície e deixando acido os oceanos, talvez ai tenhamos uma das primeiras extinções em massa, mas pouco se tem dos registros fósseis para verificarmos se alterou significadamente a forma e as relações dos seres unicelulares que dominavam o ambiente no período.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

TOMO LV - Orogenia Arqueana



Ur
Ur é o continente mais antigo confirmado (Diferente de Vaalbara que é apenas teoria) Era formado por algumas partes da Austrália, África e Índia. Foi formado cerca de 3.0 Bilhões de anos.

Ur foi um supercontinente formado há 03 bilhões de anos atrás, durante o final do éon Arqueano. Ur sobreviveria enquanto entidade única até ser separado quando o supercontinente Pangeia se fragmentou em Laurásia e Gondwana.

As rochas deste continente são agora partes de África, do Continente Australiano e do Subcontinente Indiano. Durante o primeiro período da sua existência, Ur foi provavelmente a única massa emersa da Terra, (é considerado um supercontinente por não haver outras massas de terra a lhe fazerem companhia), embora tenha provavelmente sido menor do que a Austrália é hoje. 

Enquanto foi o único continente na Terra, toda a restante massa terrestre encontrava-se na forma de pequenas ilhas graníticas e pequenas massas de terra, não tendo dimensão suficiente para serem consideradas em continente.



O ultimo Supercontinente do Arqueano
Kenorland

.Há 2.700 milhões de anos, a acreção de crátons, as primeiras massas terrestres, forma um único e maciço supercontinente, Kenorland. Um dos supercontinentes propriamente dito, mais antigo conhecido, continha rochas do que hoje são parte a América do Norte, Austrália ocidental, Groenlândia e África do Sul.

A imagem da terra primitiva estava com os dias contados. Ao sair deste período nosso planeta seria bem mais semelhante ao atual. Dos mares esverdeados e da Terra Oxidada Iriamos para os mares azulados com os aumentos de O² atmosférico e a diminuição dos gases do efeito estufa como metano e CO².

Acredita-se que tenha se formado durante a Era neoarqueana á. 2,72 bilhões de anos atrás pela adição de crátons neoarqueanos e a formação de uma nova crosta continental. A orogenia estava em alta com a formação das placas tectonicas e a quantidade de terras emersas aumentou exponencialmente.

Kenorland era formado pelo que mais tarde se tornaria Laurentia (o núcleo da América do Norte e Groenlândia de hoje),  Báltica (atual Escandinávia e o Báltico),  Austrália Ocidental e  Kalahari. Também formou uma parte substancial de Nena ou Columbia, o supercontinente que surgiria na proxima junção de terras emersas.

O núcleo de Kenorland, o Escudo Báltico(Fennoscandian), remonta suas origens a mais de 3,1 bilhões de anos. O Yilgarn Craton (atual Austrália Ocidental) contém cristais de zircônio em sua crosta que datam de 4,4 2 bilhões de anos.



Á Separação

Estudos paleomagnéticos mostram que Kenorland estava em latitudes geralmente baixas até que o rompimento tectônico por plumas de magmaticas, ocorridas entre 2,48 e 2,45 bilhões de anos atrás. A 2,45 bilhões de anos atrás o Escudo Báltico estava sobre o equador e se uniu a Laurentia (o Escudo Canadense), e com os crátons Kola e Karelia. 

A prolongada dissolução de Kenorland, que durou entre a Era Neoarqueana ao final da Paleoproterozóica,  deixaria sua marca em diques máficos, bacias sedimentares e margens-fendas por alguns continentes.


O evento de plumas magmáticas bimodal no manto profundo no início da Terra era comum na crosta arqueana e que auxiliou na  formação dos novos continentes.

O período de tempo geológico em torno do rompimento de Kenorland é considerado por muitos geólogos como o começo do ponto de transição do método da formação de continentes no planalto profundo do Hadeano para o Arqueano Primitivo (antes da formação final do núcleo interno da Terra, núcleo e manto em duas camadas), para a subsequente teoria de convecção tectônica de placas. No entanto, as descobertas de um continente anterior, Ur, e um supercontinente de cerca de 3,1 bilhões de anos o Vaalbara, indicam que esse período de transição pode ter ocorrido muito antes.

A 2.45 bilhões de anos já não existia mais um supercontinente e á 2.515 bilhões de anos existia um oceano entre os crátons Kola e Karelia. A evidencias que em algum momento durante a separação, que o escudo do lago do Escravo e crátons do lago Superior, no atual Canadá, não faziam mais parte do Kenorland. Anteriormente  teriam sido duas massas diferentes, como um supercratons, em ambas extremidades  opostas do Kenorland. Subsequentemente viriam a se unir os crátons do Escravo e do  Superior formando as porções noroeste e sudeste do atual Escudo Canadense.


A fragmentação do continente Kenorland foi contemporânea com a glaciação Huroniana, que persistiu por 60 milhões de anos. Uma das primeiras  glaciações registradas. As formações ferríferas bandadas (BIF) mostram sua maior extensão neste período, indicando um aumento maciço no acúmulo de oxigênio de 0,1% da atmosfera para 1%. O aumento nos níveis de oxigênio causou o desaparecimento virtual do gás metano do efeito estufa (oxidado em dióxido de carbono e água) e assim a terra ficaria azul.

A ruptura simultânea de Kenorland provavelmente aumentou a precipitação continental em todas as suas regiões, aumentando assim a erosão e reduzindo ainda mais o dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa. Com a redução dos gases de efeito estufa, e com a produção de energia solar sendo inferior a 85% de sua potência atual (devido à juventude de nosso sol), a Terra foi levada a um cenário do primeiro caso de “Terra bola de Neve”, o próximo seria registrado somente com o supercontinente Rodínia. As temperaturas médias em todo o planeta despencaram abaixo de zero, e apesar da anóxia indicada pelo BIF, a fotossíntese continuou, estabilizando os climas em novos níveis para o planeta, durante a segunda parte da Era Proterozoica.


O primeiro registro da Terra bola de neve fora quando Kenorland se fragmentara, durou 60 milhões de anos mas não derrotaria a vida que continuava ativa.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

TOMO LIV - AS PRIMEIRAS TRANSFORMAÇÕES NA SUPERFÍCIE TERRESTRE


O primeiro Supercontinente.

Vaalbara:
Vaalbara é o nome do primeiro supercontinente primeiro teorizado da Terra.

Com a crosta terrestre consolidada, o nosso mundo era um oceano global composto por varias pequenas ilhas que representavam as únicas terras emersas do planeta. 
Com o aprofundamento do tectonismo e da formação das placas tectônicas no fundo dos oceanos paulatinamente essas pequenas ilhas começavam a se aglutinar. 

A elas se aliavam as esporádicas plumas magmáticas que emergiam das profundezas da terra e despertavam periodicamente milhares de vulcões pelo globo. Derrames de lava constantes acabavam por preencher o espaço entre as massas de terra e a erosão alargando os litorais.
   
E assim surgiria o primeiro continente global da terra Vaalbrara. Também chamado supercontinente, pois englobou todas as terras emersas do planeta. Vaalbara foi um supercontinente completo há 3.1 bilhões de anos depois de iniciar seu processo de formação há 3600 milhões de anos.

O antigo supercontinente consistia do leste do Cráton Kaapvaal com o Cráton Pilbara a noroeste da Austrália Ocidental. Para os curiosos Vaalbara basicamente era um monte de terra sem vida.

Ainda é incerto quando ele começou a se dividir; evidências geocronológicas e paleomagnéticas mostram que os dois crátons tiveram uma separação rotacional latitudinal de 30° no período de 2780 até 2770 milhões de anos no passado, que indicaria que eles não eram mais únicos depois de 2800 milhões de anos.



As primeiras moléculas da vida

Com o surgimento da vida a terra nunca mais seria a mesma. Raios quebram as moléculas no ar e são transportadas para a sopa primordial onde ocorreria reações e combinações de elementos químicos.

Tempestades que açoitavam o Obre terrestre durante a gradual cheia dos oceanos. A cada novo relâmpago, raio ultravioleta solar cada erupção vulcânica era dada mais condições ao desenvolvimento da vida sob a atmosfera primitiva da terra. Naquele vasto oceano estes elementos por ordem natural começaram a se combinar.

O intenso bombardeio cósmico dos milhões de anos anteriores diminuiria e o saldo deixado, fora inúmeras moléculas orgânicas pelos aerólitos transportados para a terra. Fora os sais e moléculas d’água chegaram pela panspermia aminoácidos os tijolos para a vida.
  


Chaminés vulcânicas


A sopa fervia nos mares principalmente pela grande quantidade de chaminés vulcânicas, no fundo jovem dos oceanos. Ali na rocha porosa favada iria se acumular as primeiras moléculas orgânicas e estas reentrâncias lhes serviriam de célula para ali começarem os primeiros ensaios para a vida.

Após cessarem as chuvas primordiais o que teríamos agora era um oceano global rico em ferro de cor esverdeada com pequenas ilhas basálticas de pouca duração, e uma atmosfera avermelhada.

A terra não possuía camada de ozônio ainda, e os raios ultravioletas entravam sem grandes obstáculos em contato com a superfície, a temperatura estava longe da primordial, mas ainda quente, chegando na zona equatorial a 90ºC, ajudando a quebrar mais componentes e proporcionar novas recombinações de moléculas menores em moléculas gigantes como aminoácidos.




Microesferas de protenóides.

Base dos seres vivos os aminoácidos através de inúmeras combinações estes se aglomeraram em esferas semelhantes a bolhas, os protenóides.
 Em ambientes fechados em balões de vidro dentro de laboratório recriamos as condições da terra primitiva, e assim obtivemos aminoácidos componentes de todas as proteínas atuais.

 Mas os seres vivos não são somente feitos de aminoácidos são compostas de polímeros, moléculas gigantes com centenas e por vezes milhares de unidades semelhantes aos aminoácidos e nucleotídeos.

Possivelmente numa oscilação constante entre evoluções vantajosas e desvantajosas ao longo de inúmeras eras, as moléculas orgânicas do caldo primitivo se tornariam precursoras das moléculas gigantes que constituem a base da vida.
Os polímeros se agrupam em cadeias duplas como zíperes onde o ponto de contato entre as cadeias sempre esta presente um átomo de hidrogênio.

  

Enzima.



Nos seres vivos modernos a função de fecho bioquímico e realizado pelas enzimas estas são também moléculas gigantes formadas por proteínas. As macromoléculas proteicas são compostas por vinte aminoácidos diferentes, seis nucleotídeos formam a espiral de que se originaria a dupla hélice da substancia genética ADN (acido desoxido ribonucleico).

Na terra primitiva não havia enzimas nem muito menos qualquer ser vivo, para tanto os nucleotídeos tiveram que depender de outros fatores para se juntar e originar polímeros. Julga-se que tanto aminoácidos como nucleotídeos devem ter reagido com determinados minerais que desempenharam o papel de enzimas, depois de milhares de tentativas uma destas macromoléculas deve ter conseguido se reproduzir, mas sem outra substancia como proteína ou acido nucleico deve ter sua copia tido tantos erros que a maioria das principais informações acabaria se perdendo, os primeiros ensaios para a vida não foram muito animadores.

 Supõe-se que tanto proteínas e acido nucleicos devem ter surgido ao mesmo tempo e em estreita relação (uma não surgiria se a outra não existisse) .
Estas moléculas especiais povoaram rapidamente todos os nichos ecológicos, onde mutações casuais e as adaptações ao meio em que viviam acabariam por formar grupos moleculares com duas classes de moléculas diferentes:

-Os ácidos nucleicos, responsáveis por guardar informações.
- As proteínas, portadoras de funções.



Exemplo moderno, os príons interagem  atualmente com as células por vezes infectando as e destruindo as, não passa de uma única molécula gigante sem membrana nem genes em geral com apena 20 000 átomos. São medidos em bilionésimo de milímetro.

  
NEM VIVO NEM MORTO

Coacervos.

Novamente após inúmeras combinações os protenóides de que falamos mais acima, se combinavam quimicamente até que assumiram a forma de  proto seres chamados de coacervo, que são bolhas coloidais semelhante a células.

Os coacervo são substâncias intermediárias entre matéria inanimada e o que hoje chamamos de vida, ainda estavam longe de se reproduzir ou de se manter por muito tempo, pois se nutria se assim poderia dizer por osmose, com o ambiente externo!
Estas bolhas para formarem células autênticas, vivas, teriam que seguir um longo caminho ainda. Acredita-se que desta ordem de substancias descenderiam os vírus modernos que seria um passo acima das bolhas coloidais.



Os virus, exemplos modernos

Vírus da poliomielite com 25 milionesimos de milímetros.
Proteína com genes o vírus não pode se reproduzir sozinho é varias vez menor que uma bactéria as quais primeiramente parasitaram, mas poderia ser um descendente de um elemento intermediário da vida como a conhecemos.

  

OS PRIMEIROS SERES VIVOS

Bactérias se alimentando por fermentação.

Quando a atmosfera terrestre se acomodou um pouco mais em suas tormentas, a Lua estava a aproximadamente 100 000km mais afastada e com isto os dias estavam mais longos e as experiências químicas puderam se estabilizar um pouco mais também, assim neste meio surgiu por reação química algumas cadeias em hélice, de composição próxima ao acido ribonucleico(RNA).




Unicelular fossil

Absorvida pelo coacervo do caldo primitivo e a eles incorporado em vez de digeridos, surgia assim o primeiro unicelular procarionte (sem membrana nuclear) com capacidade de se dividir, agora que podiam se perpetuar, os erros e acertos levariam pela evolução, uma quantidade cada vez maior de seres que se alimentavam do caldo onde nasceram, (como fazem as leveduras nos dias de hoje) dando origem aos seres que chamamos de vivos.



 Nas chaminés do fundo dos mares, onde as falhas tectônicas das placas continentais se encontram ou em montanhas submarinas, micro-organismos vivem nas mesmas condições que os primitivos habitantes do planeta, e para completar todo um ecossistema se forma ao redor destes seres numa forma nova de coexistência.

Logicamente após longo período, o poder de sustento dos oceanos estava diminuindo e na primeira crise alimentar alguns dos unicelulares primitivos aprenderiam a se nutrir de outros unicelulares que não tinham a mesma capacidade ou não eram armados biologicamente para se defender, surgiam os primeiros predadores.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

TOMO LIII - UM PLANETA MUTÁVEL -PARTE 4


O Ciclo das Rochas

Os Resíduos

A rocha erodida e facilmente levada da superfície da terra para o fundo dos oceanos.Os detritos minerais mais comuns são o quartzo e o feldspato, o primeiro claro ou transparente e o segundo escuro, mas no geral todos os minerais são observados entre os resíduos.





Os resíduos são compostas por sedimentos carregados pela água e pelo vento, acumulados em áreas baixas de planície ou litorâneas. Estas áreas correspondem a 80%  dos continentes e é nelas que foi encontrada a maior parte do material fóssil.
A sedimentação se caracteriza:
-Pela deposição das partículas originadas pela erosão de outras rochas - rochas sedimentares de origem por detritos e clásticas;
-Pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares de origem química;
-Pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogênicas.


Tipos de Solos


Os primeiros solos são rochas sedimentares não consolidadas, seus detritos não estão ligados entre si, como no caso acima de diversos tipos de solo.

Solos de montanhas

São aqueles que o solo é jovem.

Solo lixiviado

São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre (pobre de potássio, e nitrogênio).

Solo árido


São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo.




                                                          

Solos arenosos

São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, de tamanho entre 2mm e 0,05mm, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Os solos arenosos têm boa aeração e capacidade de infiltração de água. Certas plantas e microrganismos podem viver com mais dificuldades, devido à pouca capacidade de retenção de água.

 Solos Siltosos

São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002mm, geralmente são muito erosivos. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves. São geralmente finos.

Solo Latossolo

Geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela a vermelha escura. São solos zonais típicos de regiões de clima tropical úmido e semiúmido, como Brasil e a África central. Sua coloração pode ser vermelha, alaranjada ou amarelada. Isso evidencia concentração de óxidos de Fe e Al em tais solos. São profundos, bastante porosos e bem intemperados.

Solos argilosos

São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração argila, de tamanho menor que 0,002mm (tamanho máximo de um coloide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó-de-café e isso lhes dá certas características similares ao arenoso.


ROCHAS SEDMENTARES (Solos Consolidados)

As rochas sedimentares ou Consolidadas possuem os detritos ligados por um cimento, como é o caso do xisto ou das brechas;

xisto
Brecha
A Rocha sedimentada dos continentes e ilhas acaba sendo compactada em camadas no fundo dos oceanos.

Montanhas de rochas sedmentares escavadas pelo rio colorado do grand Quenion, EUA.






ROCHAS METAMÓRFICAS

Em geologia, chamam-se rochas metamórficas àquelas que são formadas por transformações físicas e/ou químicas sofridas por outras rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra, num processo denominado metamorfismo.






As rochas metamórficas são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química ou física, e também ambas, da rocha inicial.



A Gnaisse

É uma rocha metamórfica de grande abrangência e duração nos continentes. Possui uma granulometria média a grosseira, muito semelhante ao granito original. Sendo composta predominantemente de feldspato, quartzo e mica biotita, orientados segundo direções preferenciais e formados em ambiente de pressões e temperaturas elevadas. Caracterizada pela segregação de seus minerais escuros dos claros (quartzo e feldspato) dando origem a um bandeamento metamórfico. Os minerais escuros são ferro magnesianos. A Granada e magnetita são sempre comuns como minerais acessórios.
Com o intenso tectonismo primordial do planeta e na era atual, pela ação geológica as rochas acabam saindo do âmago terrestre e sendo expostas a nova erosão. Algumas das rochas mais antigas do mundo são gnaisses. Um exemplo de formação rochosa em gnaisse é o Pão de Açúcar, é a rocha mais abundante no Estado do Rio de Janeiro, tendo sido formadas em sua grande maioria há cerca de 600 milhões de anos atrás, no processo de colisão de placas tectônicas do desmembramento do supercontinente Rodínia.