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terça-feira, 9 de maio de 2017

TOMO XXV-3 - PLANETAS TELÚRICOS AQUECIDOS

 
Planetas telúricos aquecidos, também são uma constante no universo. Podem possuir ou não água em estado líquido em sua superfície. Como exemplo temos o nosso planeta, a Terra representando a própria categoria no nosso sistema solar, e Marte um Subterra representando também a sua própria categoria. No nosso sistema solar não possuímos nenhum Mercurianos aquecido e nenhuma Super-terras.
Podem apresentar diferentes formas e peculiaridades, dependendo do tamanho, massa e tipo de estrela mãe que estes corpos dispõem, mas todos possuem uma característica em comum, se encontram em zonas habitáveis de seus sistema solares!
  
Mercurianos Aquecidos
São planetas rochosos, Superficialmente não possuem atmosfera, quanto muito, podem possuir gases dispersos por vulcanismo ocasionais.
Podem possuir água em estado sólido em crateras de impacto profundas ou nas regiões polares, mais achatadas e menos propensas a incidência direta dos raios solares. Temos como exemplo de comparação no nosso sistema solar, não um planeta, mas um satélite, a nossa Lua.

Ao contrário de seus primos quentes, os representantes de Mercúrio aquecidos devem possuir rotação diferenciada da translação.
Seu aspecto superficial compara-se ao da Lua, repletos de crateras, cadeias montanhosas, planaltos oriundos de plumas, antigos rios de lava e vastas planícies basálticas, frutos de tempos pretéritos, intocadas pela ausência de erosão atmosférica.
Terras Aquecidas

Na ilustração acima verificamos que o planeta terra, pode ter varias formas durante sua evolução geológica, aqui retratamos o período durante o ultimo bilhão de anos. Obviamente desde sua origem ate o final do período pré cambriano tivemos mais ou menos a mesma constituição ou fenômenos geológicos, mas com o diferencial de termos alterado a composição atmosférica de Amônia, CO2 e Metano para a rica em oxigênio. A fazes mais curtas de milhares a milhões de anos que alteram drasticamente a superfície planetária e por vezes até a composição atmosférica, como registradas no intenso vulcanismo oriundo de plumas e super plumas magmáticas que afloram na superfície do obre e cobrem vastas regiões com lençóis de lava. 

A provável aparência da Terra durante a extinção do período Permiano

Planetas do tamanho da Terra, com características geológicas similares. São planetas com aspectos iguais ou diversos ao do nosso planeta, pois como este já possuiu diversas fases de desenvolvimento e por tanto características bem diferentes das que possui atualmente, possivelmente veremos mundos jovens e outros já bem mais avançados geologicamente.
Não podemos nos esquecer da influência da estrela mãe sobre estes obres, bem como sua localização no universo, fatores estes que podem alterar toda a perspectiva que temos até o momento.
Muitos destes planetas são de composição atmosférica diversa da nossa. Como já ocorreu com a Terra no passado, com camada gasosa, rica metano, hidrogênio e amônia ou em CO², bem como carregada de vapores d’água; enfim, diversas combinações que nosso próprio mundo já passou, o poderá ainda passar!

Gliese 581-G

Primeiro planeta tipo Terra descoberto fora do sistema solar pelos astrônomos! É o quarto planeta do sistema e se encontra na zona habitável da estrela anã vermelha Gliese 581  na constelação de Libra a 20, 3 anos luz de distância da Terra.

SUPER-TERRAS AQUECIDAS
Planetas tipo super-terra aquecidas podem possuir aspectos bem peculiares, como exemplo, uma atmosfera densa, compacta recoberta de nuvens, onde gerariam em sua superfície uma luz difusa, sem sombras e de clima tropical, repletas de lagos! A atmosfera espessa serve como uma barreira de ar contra meteoros e raios nocivos emitidos pela estrela mãe.
Geologicamente ativos, devido a maior massa, estes planetas possivelmente teriam um campo magnético forte o suficiente para gerar uma magnetosfera e com isso um escudo ante vento solar.
Sua superfície deve modelar-se constantemente, renovando os compostos químicos do solo, por vulcanismo, orogenia e pela própria ação climática própria de um mundo aquecido.
Na zona aquecida estes planetas podem se tornar oásis para a vida, e ao que parece são abundantes no universo, tanto quanto os planetas tipo Terra.


MUNDOS NEBULOSOS

O exoplaneta GJ 1214b, foi descoberto pela primeira vez em 2009, tem 2,7 vezes o tamanho da Terra, orbita a sua estrela anã vermelha uma vez a cada 38 horas  está relativamente perto de nós, a apenas 42 anos-luz da Terra, os astrônomos não podiam decidir exatamente o que ele era, um mini-Netuno, com uma atmosfera com gases estendida, ou um planeta feito em grande parte de água, com uma atmosfera mais compacta rica em vapor de água.
As novas observações revelaram que GJ 1214b estava definitivamente encoberto com nuvens feitas não de vapor de água, mas sim de cloreto de potássio, ou talvez sulfeto de zinco.
Enquanto é incrível que agora sabemos que GJ 1214b – e, possivelmente, outras super-Terras – está coberto de nuvens, há uma desvantagem: As nuvens obscurecem o que se encontra abaixo. Para detectar vida, os astrônomos provavelmente vão ter que se concentrar em tentar encontrar “bioassinaturas”, tais como oxigênio, mas as nuvens atmosféricas elevadas aparentemente perpétuas de GJ 1214b podem encobrir o oxigênio e outros gases atmosféricos mais baixos.

MUNDOS AQUÁTICOS
 
Temos nesta categoria planetas tipo Terra e Super-terras, podendo ser composto por diversos lagos rasos a um oceano global de grandes profundidades. Tudo isso é claro dependendo da distância que se encontram da estrela mãe, próximo ao centro da zona habitável.

 No fundo do oceano global sob uma pressão de mais de 1000 atmosferas comprime a água liquida para um estado de solides chamado de gelo 07* que possui as moléculas ordenadas, diferente do nosso gelo doméstico.
 

A organização estrutural do gelo 07 assume uma característica diferente do gelo comum de estrutura molecular. Esta forma de gelo lembra um cristal, tipo halita conhecido como Sal de Rocha.
 


 Gliese 581C

Como candidato a possuir um planeta oceano, temos no sistema Gliese 581 que é uma estrela muito menos brilhante que o sol por ser uma Ana Vermelha, Gliese 581c possui sua trajetória orbital na chamada Zona de Habitabilidade. Ficando a 20 anos luz de distância na constelação de virgem, Gliese 581 C é o menor dos planetas tipo Terra, mas ainda com 05 vezes a massa da terra.

 

 É a região em que um planeta não fica nem muito quente, nem muito frio, e pode abrigar água em estado líquido, principal característica essencial à vida.



O grupo de astrônomos liderado por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, n
a Suíça, estima que a temperatura média nesse mundo fique entre 0 e 40 graus Celsius, não muito diferente da Terra, cuja temperatura média é de 15 graus.
 “Modelos de analise sugerem que ele pode ser o que se chama de planeta-oceano com muito mais água do que a Terra.” disse o astrônomo.
No Sistema Solar, não existe nenhum exemplo de planeta-oceano, mas um satélite de Júpiter, no caso de Europa. A ocorrência de oceanos congelados na superfície e ao que tudo indica água liquida sob a vasta crosta de gelo. Mas a composição de Europa não se enquadra na dos mundos Telúricos devido a ser uma bola aglomerada de gelo e rocha.


 O segredo para surgir um mundo oceânico é que o planeta ou satélite se formasse mais distante da estrela, onde há mais gelo, e depois migrasse para o interior do seu sistema estelar. Sendo estas migrações, e como veremos,  mais comum do que parecem. 
Uma bela porção da massa total criaria um oceano global, com muitos quilômetros de profundidade.
 *A forma solida da água tem quinze estruturas cristalinas conhecidas, ou quinze fases sólidas, que se formam sob várias condições de temperaturas e pressões. Estas formas de gelo possuem características que se alteram, desde o solides e cristalização a características metálicas de condutividade.

 Mundos Desérticos
 
São planetas tipo Terra ou Super-terras semelhantes a Marte em constituição, arenosos e ricos em carbono, mas ao contrário deste, sua atmosfera é bem mais densa, assim, obviamente, possuindo maior atividades climática.
Seriam planetas coberto de fina poeira, ar pesado e irrespirável sob condições normais, superfície coberta periodicamente por fino nevoeiro de partículas carregadas pelo vento.
 A presença de água liquida é possível, mas sob atenuantes:

 Se muito próximos dos limites quentes, possivelmente a água se concentraria sob a forma de densas nuvens de vapores na atmosfera e pouco ou ocasionalmente se precipitaria sobre a árida superfície, possivelmente se combinaria com outros compostos. Assim como vemos em nossos desertos, nuvens carregadas no ar, e o solo rachado erodido pelo vento.

Tempestades de areia dificultariam mais ainda a umidificação do solo, temperaturas escaldantes, mas não extremas o suficiente para enviar para o espaço seu estoque hídrico planetária.
Se o planeta se encontra próximo à fronteira fria da zona habitável, possivelmente teria água congelada abaixo da superfície, formando uma mistura semelhante a um gel com as partículas de areia e detritos do subsolo, que se moveriam gerando rios e lagos subterrâneos. Sua constante se daria conforme a incidência das estações, bem como pela orogênia, e deriva continental. A formação de calotas polares seria possível separadamente ou sob uma mistura de gelo e dióxido de carbono.
A atmosfera seria bem mais clara pela ausência de umidade no ar e pela menor ação dos raios estrelares sobre o clima, salvo quando ondas de vulcanismo alterassem a composição atmosférica.
 

A composição geológica interna geral dos planetas áridos, possivelmente não tenha um núcleo ferroso liquido  para criar uma magnetosfera totalmente eficaz. A atmosfera desempenharia um papel mais importante de proteção contra os raios UV do que o campo magnético
 Nos mundos áridos sua localização na zona habitável definiria sua temperatura superficial, se próximo da extremidade interna da zona habitável, seria quente, com temperaturas acima dos 30º, sem formação de gelo. Já caso oposto, como Marte, sendo frio possuindo temperaturas próximas ao zero grau ºC, mas ainda sim com possibilidade de água na superfície planetária, na forma de gel de lama ou gelo!












domingo, 7 de maio de 2017

TOMO XXV-2 - PLANETAS TELÚRICOS QUENTES



Planetas Telúricos da Zona Quente


São planetas rochosos que se encontram muito próximos a sua estrela, e devido a essa proximidade sofrem com a temperatura calcinante irradiada do astro!


São dos planetas mais abundantes descobertos até o momento, juntamente com os gasosos da mesma categoria.

No sistema solar temos como dois exemplos de mundos quentes os planetas Mercúrio, representante único até agora da própria categoria, e Vênus!


Planetas tipo Mercúrio quente


Mundos frenados rotacional mente ou com a mesma muito lenta, de pequena massa, sem atmosfera, são áridos quase sem atmosfera, arenosos sujeitos a ação constante dos ventos solares. Nessa zona planetária a principal característica é não encontrar água em estado líquido, água somente em raros vapores,  inconstantes convulsões geológicas gravitacionais; água, somente congelada, na forma de um lago congelado, vindos de fatores externos como cometas, situados em alguma cratera perto das zonas polares, como o observado na Lua!

Apesar de nos referirmos a Mercúrio como modelo para planetas rochosos perto da sua estrela mãe, Mercúrio em si nem sempre foi um planeta telúrico. Ele faz parte de uma classe de astros recentemente descobertas, e no caso sua forma atual e o final do ciclo destes planetas, ao quais iremos falar agora.

Planeta ctônico
Um planeta ctônico, também conhecido por planeta ctoniano, é um planeta que se formou como um gasoso gigante. Possuindo atmosfera de hidrogênio e hélio que paulatinamente fora removida devido a ter-se aproximado demasiado da estrela que orbita. O núcleo metálico ou rochoso fica  descoberto, o que lembraria um planeta telúrico em vários aspectos. Já foi discutido um dos futuros candidatos a essa situação nos artigos anteriores, no caso o Gigante Gasoso Osíris.

Sub Terra quente


Nesta gravura vemos um planeta tipo Marte Aquecido, com vulcanismo aflorando via rios e lagos de magma pela superfície semissólida.


Planetas do tamanho e massa aproximada acima a de Mercúrio e a de Marte, situados em zona quente.Poucos vapores atmosféricos que poderiam reter, teriam ou não uma rotação orbital diferenciada da translação, dependendo do quão próximo estariam da estrela mãe! 

Poderiam dispor de atividade geológica limitada, mas presente, devido a proximidade do astro central do seu sistema planetário, o vulcanismo poderia ser uma de suas marcas, além de fraturas ocasionais da crosta planetária oriundas do efeito de maré.
O Planeta basicamente conteria silício e carbono em sua superfície, e rochas basálticas predominariam vem como leitos ativos e secos de rios de lava.


Planeta MOA-2007-BLG-192L



Imagem: NASA Exoplanet Exploration Program


Astrônomos descobriram um planeta extra-solar, sub Terra, que tem apenas três vezes a massa da mesma. Este é o menor planeta extra-solar já encontrada e que é rochoso, em contraste a quase totalidade das descobertas anteriores era de planetas gigantes gasosos, como Júpiter.


Outra novidade é que o novo planeta orbita uma estrela muito pequena, com uma massa equivalente a apenas 20 por cento da massa do Sol, numa evidência incontestável de que virtualmente qualquer tipo de estrela pode ter planetas.


O novo sistema planetário está a 3.000 anos-luz da Terra. A estrela ainda não pôde ser catalogada com precisão, podendo ser do mesmo tipo que o Sol, com luz própria gerada por fusão nuclear, ou mesmo uma anã-branca, um corpo celeste classificado como uma estrela, mas sem combustível suficiente para sustentar reações de fusão.


Fora descoberto pelo efeito conhecido como lente gravitacional (ou macrolente gravitacional), utilizado para a descoberta de planetas extra-solares, ocorre quando um objeto que passa à frente de uma estrela brilhante ao fundo causa uma variação na luminosidade dessa estrela.


A gravidade do corpo celeste que passa à frente age como uma lente, ampliando a luz da estrela de fundo. Os cientistas calculam que o fenômeno das lentes gravitacionais pode ser utilizado para detectar planetas com até um décimo da massa da Terra.

Planetas tipo Terra e Super-terra Quente


Planetas tipo terra e Super-terras quanto aestrutura, mas devido a estarem na zona quente, podem ou não ter ainda atmosfera.
Também dependendo de quão próximas estão da estrela mãe, são sujeitas as ações constantes do vento solar e reações climáticas extremas, a presença de água, quando muito, em estado gasoso na atmosfera, mas com a crosta árida.  Mundos escaldantes e impróprios para a vida como a conhecemos.



No nosso sistema solar temos um representante tipo terra na zona quente (ou quase). Vênus nos mostra bem o que é um mundo já na fronteira da zona quente, por diversos fatores a parte, com o qual fora castigado, possui um clima muito quente, aquém do que sua posição lhe proporcionaria. Mas nos da uma boa ideia de como seria um astro, sem os traumas geológicos que este obre passou, em áreas com a proximidade de Mercúrio da estrela mãe!

Nas descobertas planetárias até o momento, a maioria esmagadora se encontra na região quente, tanto telúricos como gigantes gasosos.


Planeta GJ1214b




Um grupo de astrônomos, dirigido por Zachory Berta, professor do Harvard Smithsonian Center for Astrophysics dos EUA, confirmou a existência de um planeta-oceano, em 2009, e que tem uma atmosfera consistente de vapor de água.

O planeta encontra-se a uma distância de 40 anos-luz da Terra em direção à constelação de Serpentário (Ophiuchus). O seu diâmetro é quase 2,7 vezes maior do que o da Terra, a sua massa equivale a 7 massas terrestres, orbitando uma estrela anã vermelha a uma distância de 02 milhões de Km.

A proximidade da estrela gera uma temperatura na superfície do planeta supera 200°C e dados do telescópio orbital Hubble, pode-se confirmar que ele consiste na maior parte em água.

Ninguém sabe como é a estrutura interior do GJ1214b, mas cientistas sugerem que a temperatura e a pressão altas criam na superfície do núcleo formas exóticas da matéria, assim como o gelo quente, e a água extra fluente. Água extra fluente é uma característica da água em forma coloidal, mais consistente e densa, em estado natural e sem sais em sua composição. O gelo quente se originaria nas regiões profundas dos mares sob grande pressão; a composição da água extra fluente sob estas condições se organizaria da mesma maneira que o gelo a 01 atmosfera a 0ºC na Terra.

PLANETA KEPLER 20F


O planeta Kepler-20f orbita sua estrela a cada 19,6 dias, o que torna inviável a existência de vida, pois a temperatura média atinge os 444ºC, mas ainda com temperaturas inferiores a Vênus, ao que se assemelha mais no fator climático.

No fator químico segundo os pesquisadores, o Kepler-20f possui uma atmosfera composta principalmente por vapor d’água, e com prováveis fenômenos climáticos intensos, se estive-se na zona habitável seria forte candidato a abrigar a vida como a conhecemos.

Kepler-20f está a localizado a 1.000 anos-luz de distância da Terra e com quase o mesmo tamanho, é o planeta mais parecido com o nosso em termos de tamanho.

KEPLER-78B



A densidade dos tanto da Terra quanto do kepler-78b, é de cerca de 5,5 gramas por centímetro cúbico, o que significa que possui um interior rochoso e um núcleo de ferro como do nosso planeta.

Kepler- 78b orbita uma estrela semelhante ao sol na constelação de Cygnus, a cerca de 400 anos-luz de distância da Terra, e possui uma peculiaridade incomum até para mundos quentes ele circunda sua estrela em uma distância de apenas 1.5 milhões de quilômetros (apenas 1% da distância entre a Terra e o Sol), completando uma volta a cada 8,5 horas. A temperatura superficial de Kepler-78b atinge 2.000 graus Celsius, Howard disse, a mais alta até agora suposta para um mundo quente.

Teoricamente Kepler-78b não deveria existir onde ele está, porque a sua estrela hospedeira era significativamente maior quando o planeta surgiu. Mas certo mesmo é que a gravidade da estrela deve atrair cada vez mais o planeta, até que um dia irá desintegrar o corpo celeste, algo que deve acontecer daqui a 03 bilhões de anos, segundo as estimativas dos pesquisadores.

Planeta Kepler 10-b


O planeta Kepler-10b é um obre tipo Terra de tamanho parecido e da zona quente, cujas temperaturas giram em torno de mais de 1.380ºC, tamanha a proximidade com sua estrela. A alta temperatura faz com que o ferro (seu principal elemento) se torne líquido, podendo correr em rios pela superfície incandescente. Localizado à 560 anos-luz da Terra, o planeta Kepler 10-b orbita sua estrela em menos de um dia terrestre, e seu tamanho e somente um pouco maior do que nosso planeta.

Kepler 22-b




É um planeta tipo Super-Terra, também considerado uma das grandes descobertas do Telescópio Kepler, está localizado à 600 anos-luz da Terra.


Esse planeta foi o primeiro encontrado na zona habitável de sua estrela, que é similar ao Sol, foi descoberto no final de 2011. Provavelmente o planeta seja rochoso com um diâmetro de 2,38 vezes maior que o da Terra e 9,9 a massa do nosso planeta e 1,75 de gravidade. Aparentemente é coberto por nuvens em como Vênus, , sua temperatura superficial é de aproximadamente 304ºK e demora 290 dias para orbitar sua estrela.

Gliese 832c



Gliese 832c foi descoberto ao notar pequenas oscilações que a gravidade do planeta provocava no movimento da sua estrela hospedeira.

Gliese 832c é uma "super-Terra" com pelo menos cinco vezes a massa do nosso planeta, e completa uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 36 dias. Mas essa estrela é uma anã vermelha, muito mais ténue e fria que o nosso Sol, por isso Gliese 832c recebe aproximadamente a mesma energia estelar que a Terra, apesar de orbitar muito mais perto.

De facto, segundo uma medida normalmente usada, Gliese 832c é um dos três exoplanetas mais semelhantes à Terra já descobertos, comenta Abel Mendez Torres, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo.



"Isto torna Gliese 832c um dos três planetas mais parecidos com a Terra, de acordo com o ESI (isto é, com respeito ao fluxo estelar e massa da Terra) e o mais próximo da Terra dos três - um objecto ideal para observações de acompanhamento," acrescenta a equipe liderada por Robert Wittenmyer, da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália.



"Até agora, os dois planetas de Gliese 832 são uma versão reduzida do nosso próprio Sistema Solar, com um planeta potencialmente tipo-Terra mais interior, e um planeta gigante mais exterior, parecido com Júpiter," acrescenta Mendez.

No entanto, de momento não se sabe quão Gliese 832c se assemelha com a Terra. De facto, os seus descobridores pensam que o mundo recém-descoberto pode ser mais parecido com Vénus, com uma espessa atmosfera que levou a um efeito estufa descontrolado.

"Dada a grande massa do planeta, parece provável que tenha uma grande atmosfera, o que pode tornar o planeta inóspito," escreve Wittenmyer e sua equipa no artigo científico, aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal. "Na verdade, é mais provável que GJ [Gliese] 832c seja um 'super-Vénus', com um significativo efeito estufa."

TOMO XXV-1 - PLANETAS TELÚRICOS

PLANETAS ROCHOSOS

A água tem papel fundamental na formação dos planetas telúricos além de torna-los hospitaleiros a vida.

São planetas que variam ao pequeno de tamanho como o da Lua, a próximo ao tamanho de Netuno. Podem ser formados basicamente por rochas com ou sem atmosfera. Em nosso sistema solar temos os planetas interiores como representantes desta categoria, ricos em carbono e oxigenio. Alguns podem ser fósseis de planetas gasosos gigantes, núcleos nus, como se supõe ser Mercúrio. Ricos metais, silicatos e carbonatos como a Terra. Além da presença de água em algum momento de sua história geológica, na forma liquida, solida ou gasosa.

 Indiferente de serem planetas solitários, como Vênus, sistemas duplos como a Terra e a Lua ou um Satélite ao redor de um gigante gasoso. Todos os objetos com tamanho suficiente para serem considerados planetas fazem parte desta categoria.
Temos também uma sub classificação que incluem planetas anões como Seres neste grupo. Mas devido ao tamanho, pouca luminosidade e influencia gravitacional em sua estrela, ainda não dispomos de tecnologia suficiente para detectar estes objetos.
Devido a isso, no capitulo sobre o sistema solar iremos pormenorizar estes astros com maior quantidade de dados. 

Na busca de exoplanetas similares a Terra é útil procurarmos por evidências e padrões que possam servir na delimitação das categorias dos sistemas onde exoplanetas em zonas habitáveis poderão eventualmente ser encontrados.
Em um estudo que ajuda a explicar as origens da água na Terra, astrônomos da Universidade de Michigan defendem a tese de que o vapor d’água pode formar-se espontaneamente nas zonas habitáveis dos sistemas solares e que desenvolve uma capa na atmosfera do planeta que ajuda proteger as outras moléculas de água e os compostos orgânicos da danosa radiação estelar.
Como já observado em nuvens com protoestrelas em formação jatos d água são intensamente produzidos por estrelas em formação agregando ao seu disco planetário este elemento que ficara retido na periferia em sua maioria na forma de cometas e plantas anões. Estes objetos depois do nascimento estelar irão bombardear os planetas em formação levando para os telúricos grandes quantidades deste liquido precioso. Basta saber se o obre terá capacidade de armazena-la por um éons suficientes para gerar vida.
As moléculas orgânicas tais como os açúcares e os aminoácidos são elementos precursores da vida e ao que parece são bastante abundantes em nosso Universo. Os objetos no limiar dos sistemas estelares servem de semeadores para o terreno que se encontra entre eles e a estrela(s) mãe!
Alguns satélites do sistema Solar se enquadram nesta classificação como Titã. Tritão, Calisto. Provavelmente descobriremos satélites deste porte com condições de abrigar a vida como a conhecemos. Titã, parece ser apto a abrigar formas devida mas seriam tão exóticas devido a condição totalmente diversa das concebidas aqui na terra.

 O diagrama acima compara os tamanhos dos primeiros dois planetas com tamanho similar ao da Terra que orbitam um Sol como o nosso, Kepler 20e e Kepler 20f. Kepler 20e é menor que Vênus (que tamanho igual a 87% da Terra) e Kepler 20f é ligeiramente maior que a Terra (103%). Vênus tem 95% do tamanho da Terra. Antes desta descoberta o menor mundo conhecido era Kepler 10b com 1,42 vezes o diâmetro da Terra (2,9 vezes o volume). Crédito: NASA/Ames/JPL-Caltech.


São muitos os sistemas extra-solares diferentes do nosso sendo encontrados. A descoberta de dois novos exoplanetas que tem tamanho similar ao da Terra confirma o sentimento de que, em uma galáxia de tamanha fecundidade, cada sistema solar que olhamos tem suas peculiaridades próprias a nos revelar e deliciar. Chega agora à vez de falarmos sobre estrela Kepler 20 (nome este designado em função do observatório espacial Kepler que estuda trânsitos exoplanetários, responsável pela descoberta.




TIPOS DE PLANETAS TELÚRICOS
Planetas telúricos tipo Mercúrio

São planetas e satélites acima da categoria de Planetas anões, possuem baixa massa e rara atividade geologia, está, só se verificando quando estes estão próximos da estrela, ou estão ao redor de um planeta gigante, onde o fator gravitacional produz o efeito de marés internas. São similares a astros como Mercúrio, a Ganimedes e a Lua.
Possuem uma atmosfera rarefeita quase inexistente em geral, nas regiões mais próximas a estrela, nas zonas frias, e sob efeito de mares podem reter alguma Atmosfera, como Io, mas muito volátil.

Planeta tipo subterra
São planetas de tamanho comparado a Marte, de pouca atividade geológica, quando já fora das fazes iniciais; podem reter água em estado líquido nas zonas aquecidas, ou cobertos de uma camada de gelo nas zonas frias dependendo do estágio evolutivo que se encontra o planeta.
São ricos em carbono de atmosfera tênue, mas com atividades climáticas perceptíveis também dependendo da proximidade da sua estrela.
Como Marte podem ser ricos em silício e carbono, calotas polares, rios subterrâneos líquidos ou congelados, ou seja já com a quebra da monotonia de astros como Mercúrio.

 Planetas tipo Terra
Planetas tipo a Terra, possuem características bem definidas, principalmente quanto ao tamanho e massa! No nosso sistema Solar temos como exemplo de planeta tipo da Terra, Vênus.
São planetas com atividade geológica, evidente, orogenia, placas tectônicas (Vênus ainda não confirmado) e vulcanismo. Possuem atmosfera densa e com fatores climáticos evidentes, tempestades, furacões, principalmente na zona aquecida. Na zona fria podem congelar por completo a atmosfera, ou perde-la dependendo da proximidade da estrela.
Os planetas como a Terra mudam com o passar das eras sua superfície e a composição atmosférica. Podem ser desérticos, mundos aquáticos, mundos repletos de lagos, tropicais ou congelados.
COROT-7b
Uma equipe de astrônomos da Universidade de Genebra, integrada por pesquisadores de diversos países, entre eles o Brasil, anunciou na semana passada a descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar que não é formado por gases

Primeiro planeta tipo terra a ser confirmado pelo sonda francesa do mesmo nome. Semelhante a terra pelo fato de ter de fato uma superfície sólida confirmada, ao invés da grande maioria de gasosos já descobertos. o Corot- 7b distancia-se de nós em 500 anos-luz (um ano equivale a 9,6 trilhões de quilômetros) e estima-se que ele seja cinco vezes maior que a Terra.
O grande fascínio dos cientistas deve se ao seu solo rochoso e à sua densidade.


Planetas tipo Super-terra

Um planeta tipo super-terra é considerado aquele com uma massa 10 vezes maior que a massa da Terra, mas menor que a massa dos gigantes gasosos do Sistema Solar. Independentemente do seu clima, temperatura, ou elementos de maior abundancia nestes obres, o que os classifica como tal sempre será sua massa. A possibilidade de alguns destes planetas serem dotados de água em sua superfície e serem rochosos como a Terra. 

Alguns dos planetas Classificados como Super-terra descobertos pelos astrônomos.
Podem as Super-terras serem como Marte, arenosas; Planetas Oceanos, onde rochas não afloram acima dos níveis das águas; mundos tropicais ou congelados, tudo dependendo do local em que a mesma se encontra no seu sistema estrelar, como nos demais casos já citados.
Sua atmosfera é bem mais densa e suscetível a alterações climáticas extremas, logicamente dependendo do quão perto de seu astro rei o planeta se encontra, bem como a composição e interação dos gases ali concentrados.
 São até o momento exemplares destes planetas inexistentes em nosso sistema solar, mas o mesmo astrônomo que descobriu os primeiros objetos trans-netunianos, teorizou como fizera com os planetas anões além de Netuno, a possibilidade grande de termos uma super-terra fria alem de Netuno em nosso sistema solar, como veremos futuramente.

sábado, 6 de maio de 2017

TOMO XXIV-3 - PLANETAS GASOSOS FRIOS




Para encerrarmos o assunto vinculado aos planetas gasosos semelhante a massa a Júpiter e a Netuno, comentarei que ainda existe uma outra classificação para estes obres de grande massa e tamanho, a de planetas gasosos frios.

Não nos aprofundaremos mais nesta categoria neste momento, pois entraremos detalhadamente no tomo que tratara do sistema solar. 
Literalmente sãos obres que mais temos conhecimento, pois são presentes na nossa vizinhança.
Possivelmente encontraremos um ou outro membro um pouco mais exótico nos próximos anos, cálculos assim indicam nos objetos transnetunianos, mas em geral pouco deve diferir dos exemplos que já obtivemos, ao comentar os nossos gigantes gasosos.

 
Assim chamados os planetas gasosos como já observamos no sistema Solar.
Se dividem em duas categorias distintas de características bem peculiares.


Planetas Jovianos Frios
O planeta, se assim podemos classificá-lo como tal, Júpiter. A sonda Juno nos primeiros meses de 2017 com novas fotos e observações, cada vez mais impressiona a classe cientifica..

São classificados como gigantes gasosos com muita massa (ou quase estrela) como Júpiter, ou gigantes gasosos de pouca densidade como Saturno!
Planetas que funcionam como um mini sistema solar, de magnetosfera evidente, (no caso de Júpiter enorme), com atmosfera formada basicamente de hidrogênio e hélio, variando de ativa a extremamente ativa de fenômenos atmosféricos bem observáveis e de grande duração.
Saturno não seria um astro tão atrativo sem seus anéis, apesar de pouco menor que Júpiter e bem menos denso, literalmente um balão, so que um balão gigantesco.
Planetas Netunianos Frios
 Urano

Urano, um planeta gasoso com pouca atividade climática observável.

São planetas de grande volume sendo sua atmosfera formada por gases mais complexos que os Jovianos, possuem também grande número de satélites.

Podem ser do tipo de Urano, de pouca atividade atmosférica com estações bem definidas, algumas tempestades esporádicas e de campo magnético efetivo.

 Netuno
Os planetas Netunianos podem ser também como o planeta que deu nome à classe, um planeta gasoso frio com bastante produção de energia, tempestades similares as dos Jovianos, grande campo eletromagnético e produção interna de calor, indicando que possivelmente ainda estaria em estado de contração!